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terça-feira, 25 de outubro de 2022

Por que voto em Bolsonaro

 OPINIÃO 

Ex-presidente da OAB, Reginaldo de Castro diz que o presidente obtém resultados –mesmo em luta desigual com setores do Judiciário e da mídia

Foto:Reprodução Internet 


A eleição presidencial deste ano guarda, em relação as que a precederam, desde o início da República (e não há exagero nisso), uma singularidade: não se trata de discutir nomes, partidos ou mesmo interesses de ordem fisiológica.

O que está em pauta são caminhos. E caminhos antípodas, que hão de marcar o país não por 1 ou 2 mandatos, mas pelas próximas gerações, para o mal ou para o bem.

Lula e Bolsonaro são apenas as fisionomias que expressam esses rumos antagônicos. É preciso, portanto, examinar o entorno de cada qual, as propostas que vocalizam, em vez de perder tempo examinando os modos, o palavreado, rendendo-se a melindres.

O cenário é de guerra e, nesses termos, não se esperem gestos cavalheirescos de nenhuma das partes.Vamos, pois, ao que interessa: para onde nos leva (ou nos quer levar) cada um dos projetos em pauta. O PT já deu mostras suficientes do que quer. Em 16 anos de exercício do poder, conjugou fatores que levaram o país à tragédia: corrupção (a maior de que se tem notícia), má gestão e descaso pelo Estado Democrático de Direito. Nada menos.


Não tenho qualquer relação pessoal ou de qualquer outra ordem com o presidente Jair Bolsonaro.Ao contrário, recebi sua chegada ao poder com reservas, tendo em vista sua longa atuação congressual, em que mostrava pouco zelo com as palavras, dando cabimento ao de que lhe acusavam os adversários, de que flertava com o autoritarismo.


Não foi, porém, o que se deu em sua gestão presidencial. Pode-se divergir de algumas atitudes, algumas palavras, mas não se pode acusá-lo de agir contra a ordem democrática. E aí está a 1ª e grande diferença entre ele e Lula: se for ele o eleito, teremos eleições daqui a 4 anos; se, inversamente, for Lula, não saberemos.


Diante de tal risco –o de suportar o PT deformando o povo e o Estado brasileiros, por tempo indeterminado–, concluí que seria imperdoável covardia manter-me neutro no presente processo eleitoral. Optei por votar em Bolsonaro.Os arroubos do presidente, é verdade, dificultam os mais cuidadosos de o apoiarem. Mas o fato é que a hipótese de retorno do PT supera tais idiossincrasias. Não se conhecem ainda os termos do projeto de governo de Lula. Ele preferiu só revelá-lo se eleito. Mas, do que já adiantou, há elementos suficientes para temê-lo.


Depois de acusar o agronegócio –carro-chefe da economia– de fascista, avisou que o MST terá papel preponderante em seu governo. E voltou a incentivar as invasões, no campo e na cidade. Se antes mesmo de vencer já faz isso, imagine-se o que fará se eleito. Avisou que promoverá a regulação da internet e dos meios de comunicação, eufemismo óbvio de censura.Não respeitará o teto de gastos, anulará as privatizações de estatais e voltará a usar o BNDES para financiar e promover obras em ditaduras vizinhas e africanas, dando-lhes prioridade em relação às demandas internas. Já vimos esse filme. E morremos no fim.

As obras do Porto de Mariel, em Cuba, tiveram como garantia charutos. Como o calote é no valor de bilhões, é possível que haja charutos em quantidade para prover toda a população brasileira.Além desse projeto suicida de poder, que demolirá a economia e provocará em algum momento, tal como ocorreu na Venezuela e na Nicarágua –países modelos do PT–, uma convulsão social, há ainda a personalidade de Lula. Não é pouca coisa.


Basta lembrar que, certa vez, ele se autoqualificou de “metamorfose ambulante”. É um ser humano inconfiável, mentiroso, dissimulado. Na atual campanha, se desdisse com a maior desfaçatez mais de uma vez. Numa semana, proclamou-se favorável ao aborto, “fator de saúde pública”. Mas, ao falar a evangélicos, contrários à tese, disse que é radicalmente contra o aborto e que defende a vida desde sua concepção. Sua dissimulação o faz esconder seus mais fiéis amigos, como José Dirceu, seu braço direito, pilar do regime totalitário que, na hipótese de sua vitória, seria instalado em Brasília.


De outra parte, Bolsonaro, mesmo enfrentando luta desigual contra algumas autoridades do STF, do TSE e da mídia mainstream, tem obtido resultados importantíssimos na economia: deflação, crescimento do PIB acima das previsões do FMI, redução do desemprego e dos índices de violência.


Sem jamais apelar a medidas arbitrárias, jogando, como gosta de dizer, “dentro das 4 linhas da Constituição”, granjeou popularidade indiscutível, que exibe nas ruas, em contato direto com a população, bem ao contrário de Lula, que fala apenas a plateias amestradas, em recintos fechados.

Aos que buscam evitar uma opção entre os 2 candidatos, alegando que se equivalem, digo apenas o seguinte: mesmo nesse caso, há uma vantagem em optar por Bolsonaro. Se ele ganhar, você poderá criticá-lo, sem risco de ser punido, pelos próximos 4 anos. Não é possível afirmar o mesmo em relação a Lula


Fonte: Poder360/Reginaldo de Castro 








Bolsonaro com chance de virar Lula é destaque nos jornais nesta terça-feira (25)

 BRASIL

Lula Jair Bolsonaro eleições eleição 2022 segundo turno pesquisas PT PL
Reta final: eleições chegam ao segundo turno com Lula e Bolsonaro disputando cabeça a cabeça (Imagem: REUTERS/Mariana Greif)
O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, pode estar até 1 ponto percentual à frente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT), a poucos dias do segundo turno das eleições. É o que se conclui da análise de dez pesquisas de intenção de voto divulgadas na semana passada e computadas pelo Money Times.

No seu melhor cenário, Bolsonaro contaria com 46,73% das intenções de voto, acima dos 45,72% do pior cenário de Lula. No cenário básico, contudo, o petista lidera, com 47,77%das menções, ante 44,82% do ex-capitão. Ainda neste cenário, brancos e nulos somam 5,33%, e os indecisos2,08%.

Para chegar a esses números, o Money Times agregou  as dez pesquisas divulgadas na semana passada: IpecCNT/MDA, IpespeDatafolhaPoderDataQuaestParaná Pesquisas, Ideia, ModalMais e Veritá.

Bolsonaro no seu melhor cenário bate Lula em seu pior cenário (total de respostas agregadas de 10 pesquisas – em total de respostas  

CandidatoTotal de entrevistasCenário básicoPior cenário (Total menos margen de erro)Melhor cenário (Total mais margem de erro)Margem para baixo (p.p.)Margem para cima (p.p.)
Lula27.05612.92412.37013.4782,052,05
Bolsonaro27.05612.12711.57312.6422,051,91
Brancos/Nulos27.0561.4438881.9812,051,99
Indecisos27.0565622019451,341,37

Bolsonaro X Lula: em porcentagem de respostas (agregado de 10 pesquisas)

CandidatoTotal de entrevistas% Cenário básico% Pior cenário (Total menos margem)% Melhor cenário (Total mais margem)Margem para baixo (p.p.)Margem para cima (p.p.)
Lula27.05647,7745,7249,822,052,05
Bolsonaro27.05644,8242,7746,732,051,91
Brancos/Nulos27.0565,333,287,322,051,99
Indecisos27.0562,080,743,451,341,37

Como cada instituto trabalha com amostras e margens de erro distintas, o primeiro passo foi somar todas as amostras. Com isso, no agregado, as pesquisas ouviram um total de 27.056 eleitores nos últimos dias. É claro que é impossível determinar se houve sobreposições, isto é, se uma mesma pessoa foi ouvida por dois ou mais institutos. Por isso, o Money Times assumiu que cada indivíduo foi entrevistado para uma única pesquisa.

Em seguida, o site decompôs cada amostra em número de respondentes, a partir do percentual de cada opção (Lula, Bolsonaro, brancos e nulos, e indecisos). A ModalMais e a Veritá não discriminaram brancos, nulos e indecisos. Por isso, para estes dois institutos, optou-se por agrupar esses casos numa única rubrica (brancos e nulos).

Bolsonaro lidera no seu melhor cenário; Lula segue à frente, no cenário básico

O passo seguinte foi determinar a variação de cada instituto, considerando-se a margem de erro para mais e para menos, e estimar quantas pessoas votariam nos candidatos, considerando-se o pior cenário (cenário básico menos a margem de erro), e o melhor cenário (cenário básico mais a margem de erro).

Veja os números de Lula

PesquisaTotal de entrevistas (A)Cenário básico (%) (B)Respostas (C=AxB)Margem de erro (p.p.)
Ipec3.008501.5042
CNT/MDA2.00248,19632,2
Ipespe1.100495393
Datafolha2.898491.4202
PoderData5.000482.4001,5
Quaest2.000479402
Paraná Pesquisas2.02046,99472,2
Ideia1.500507503
Modalmais2.00045,99182,2
Veritá5.528462.5432
Total27.05612.9242,21

Lula (continuação)

PesquisaCenário básico (%) (B)Margem de erro (p.p.)Pior cenário % (Total menos margem de erro)Melhor cenário % (Total mais margem de erro)Respostas (pior cenário)Respostas (melhor cenário)
Ipec50248521.4441.564
CNT/MDA48,12,245,950,39191.007
Ipespe4934652506572
Datafolha49247511.3621.478
PoderData481,546,549,52.3252.475
Quaest4724549900980
Paraná Pesquisas46,92,244,749,1903992
Ideia5034753705795
Modalmais45,92,243,748,1874962
Veritá46244482.4322.653
Total12.37013.478

Cumpridas estas etapas, o Money Times somou todos os respondentes de cada coluna. Assim, foi possível comparar uma amostra agregadade eleitores de Lula e Bolsonaro com o total de entrevistados pelos dez institutos (os tais 27.056 participantes). Também foi possível estimar o mesmo para o pior e o melhor cenário de cada um, considerando-se a variação da margem de erro para mais ou para menos.

No total das dez pesquisas, Lula contou com 12.924 apoiadores no cenário básico. Quando se considera a margem de erro, a faixa do petista oscila entre 12.370 menções e 13.478.

Veja os números agregados de Bolsonaro

PesquisaTotal de entrevistas (A)Cenário básico (%) (B)Respostas (C= AxB)Margem de erro (p.p.)
Ipec3.008431.2932
CNT/MDA2.00241,88372,2
Ipespe1.100434733
Datafolha2.898451.3042
PoderData5.000442.2001,5
Quaest2.000428402
Paraná Pesquisas2.02044,58992,2
Ideia1.500466903
Modalmais2.00046,99382,2
Veritá5.528482.6532
Total27.05644,4212.127

Bolsonaro (continuação)

PesquisaCenário básico (%)Margem de erro (p.p.)Pior cenário % (Total menos margem de erro)Melhor cenário % (Total mais margem de erro)Respostas (pior cenário)Respostas (melhor cenário)
Ipec43241451.2331.354
CNT/MDA41,82,239,644793881
Ipespe4334046440506
Datafolha45243471.2461.362
PoderData441,542,545,52.1252.275
Quaest4224044800880
Paraná Pesquisas44,52,242,346,7854943
Ideia4634349645735
Modalmais46,92,244,747,1894942
Veritá48246502.5432.764
Total44,4242,2146,4311.57312.642

No caso de Bolsonaro, das 27.056 entrevistas realizadas pelas dez pesquisas, 12.127 foram favoráveis ao presidente. Quando se considera a margem de erro, sua faixa oscila entre 11.573 menções e 12.642 menções. Assim, seu melhor cenário ultrapassa o pior cenário de Lula, de 12.370 citações.

Somente no cenário básico, foi possível arredondar a soma para 100%. Isto, porque a composição dos demais cenários não pode ser determinada com tal precisão. No melhor cenário de Bolsonaro, por exemplo, 46,73% de votos, Lula pode tanto aparecer em seu pior momento (45,72%) ou em algum ponto intermediário. Tudo dependerá de como se comportariam brancos, nulos e indecisos neste caso.

Fonte: InfoMoney