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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Dólar despenca de repente e brasileiros comemoram com muita alegria

MOEDA
dólar

(Reprodução/IStock)




O dólar comercial encerrou a quinta-feira (28) cotado a R$ 5,406, em queda de 0,19%. A moeda norte-americana chegou a R$ 5,397 na mínima do dia e R$ 5,432 na máxima. O alívio no câmbio animou investidores e consumidores, que veem impacto positivo sobre importados, turismo e inflação.

Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da B3, avançou 1,32%, fechando aos 141.049 pontos.

O recuo da moeda foi influenciado pela divulgação do PIB norte-americano, que cresceu 3,3% no segundo trimestre, em linha com as projeções. Além disso, o núcleo do índice PCE de inflação registrou alta de 0,3% em julho, acumulando 2,9% em 12 meses.

Para analistas, a combinação de crescimento econômico estável e inflação controlada reduz a pressão por novos aumentos de juros pelo Federal Reserve, o que tende a enfraquecer o dólar frente a moedas emergentes.

Disputa pela Ptax aumenta volatilidade

No Brasil, a sessão também foi marcada pela disputa em torno da taxa Ptax, referência utilizada pelo Banco Central para liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros intensificam operações para tentar direcionar a cotação a patamares mais vantajosos às suas posições.

Essa movimentação trouxe volatilidade ao câmbio: pela manhã, o dólar chegou a subir 0,29%, sendo vendido a R$ 5,423, antes de recuar no fechamento.

Impacto no Brasil

A queda da moeda é comemorada por brasileiros que planejam viagens ao exterior, compras internacionais ou até mesmo sonham com alívio nos preços internos. Um dólar mais baixo tende a reduzir pressões sobre combustíveis, alimentos e produtos importados, trazendo efeito positivo sobre a inflação.


Ainda assim, especialistas recomendam cautela, já que o cenário segue influenciado por tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos e pela expectativa de políticas monetárias no mercado internacional.


Por Pedro Silvini/ Diário do Comércio

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Violências contra a mulher lideram casos na Defensoria Pública do DF

 CRIMES 

FOTO: REPRODUÇÃO FETQUIM


Os processos de criminalização envolvendo violência doméstica e familiar contra a mulher atendidos pela Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) aumentaram no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano passado, liderando a lista de crimes atendidos pelo órgão em audiências de custódia (veja tabela). As oitivas consistem na rápida apresentação a um juiz da pessoa que foi presa. Também são ouvidos o Ministério Público e a Defensoria Pública ou advogado do preso.

Nos primeiros seis meses do ano passado, 879 crimes contra a mulher foram atendidos pela DPDF, representando 33,89% dos tipos de imputação que passaram por audiência de custódia. No primeiro semestre de 2025, o número subiu para 1.145, representando 38,47% dos crimes atendidos pela DPDF (confira tabela).  A quantidade de autores reincidentes e o valor da fiança também aumentaram. 

violencia domestica
Nos primeiros seis meses do ano passado, 879 crimes contra a mulher foram atendidos pela DPDF




FONTE: CB 

Foragida dos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro é presa em Confins após deportação

 BRASIL

Rosana Maciel Gomes estava detida nos Estados Unidos por imigração ilegal; fugiu do Brasil em janeiro de 2024

Foragida da Justiça mineira é presa ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Confinscrédito: PF/Divulgação


Foi presa na noite desta quarta-feira (27/8), no Aeroporto de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Rosana Maciel Gomes, de 52 anos. Ela fugiu do Brasil após ter participado dos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro de 2023, mas foi detida nos Estados Unidos por imigração ilegal. A foragida desembarcou em Minas Gerais em um voo que transportava pessoas deportadas. 

Rosana foi condenada a 14 anos de prisão pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de direito, associação criminosa, dano a patrimônio público e dano a patrimônio tombado. A condenação, proferida pelo Supremo Tribunal Federal, é definitiva, sem possibilidade de recurso.

Quando o mandado de prisão foi expedido, em janeiro de 2024, Rosana deixou ilegalmente o Brasil. Inicialmente, ela fugiu para o Uruguai e, logo em seguida, para a Argentina. Depois, passou pela Colômbia e pelo México, até chegar aos Estados Unidos, onde foi presa enquanto cruzava a fronteira, no estado do Texas. 

Pouco antes de ser detida, ainda no México, Rosana chegou a fazer publicações em redes sociais com emojis da bandeira dos Estados Unidos. "Não fique preso ao passado", afirmava a postagem. "Você está agora diante de uma nova experiência. Dedique-se a ela de corpo e alma, e verá surgir o próximo degrau de evolução", dizia a foragida em outro texto.

Depois de ser presa, Rosana foi encaminhada para uma penitenciária da Polícia de Imigração e Alfândega (ICE), no estado da Louisiana. Ela chegou a ter a deportação adiada por duas vezes, até embarcar involuntariamente em um voo rumo ao Brasil na manhã desta quarta-feira. 


EM 

Lista Forbes: os 10 Maiores Bilionários do Brasil em 2025

BRASIL

Em sua 13ª edição, a lista de bilionários brasileiros conta com 300 pessoas com patrimônio acima de R$ 1 bilhãoEduardo Saverin, Jorge Paulo Lemann e Pedro Moreira Salles / Crédito: Getty Images



Pelo segundo ano consecutivo, Eduardo Saverin se sagrou como o brasileiro mais rico do país — e com louvor. Detentor de uma fortuna de R$ 227 bilhões, a fortuna do co-fundador do Facebook é quase R$ 100 bilhões maior do que a de Vicky Sarfati Safra e família (que detém um patrimônio de R$ 120,5 bilhões, 9,4% maior do que o registrado no ano anterior. Em sua 13ª edição da compilação nacional, a Forbes identificou 300 pessoas com patrimônio acima de R$ 1 bilhão. 


Apesar de ter nascido em São Paulo, Saverin hoje reside em Singapura e viu a “febre da inteligência artificial” ampliar a sua fortuna em 45,5% de um ano para o outro. Além de seguir como acionista minoritário da empresa de Mark Zuckerberg, ele também tem se mantido envolvido com iniciativas de venture capital.

Ao todo, a lista dos bilionários brasileiros de 2025 conta com 240 homens — que juntos acumulam um patrimônio de R$ 1,68 trilhão — e 60 mulheres — com um total de R$ 343,7 bilhões. Vicky Safra é a única representante feminina no Top 10. 


Na lista de 2025, 56,33% dos bilionários viram as suas fortunas crescerem ao longo do último ano. Enquanto isso, 20,6% dos patrimônios encolheram e apenas um se manteve estável. Ao todo, 31 brasileiros ganharam o status de bilionários pela primeira vez. 

A lista de bilionários da Forbes é elaborada a partir de várias fontes. Como ocorre com a Forbes USA, a mais importante são os preços das ações listadas em bolsa, com base na cotação de fechamento de 30 de junho de 2025. Além de serem informações públicas, esses dados são oficiais e auditados, o que os torna confiáveis. Como são consideradas apenas informações públicas, os patrimônios podem estar subestimados. Na maioria dos casos não são considerados itens como imóveis, obras de arte, aviões ou embarcações, exceto se o titular concordar em fornecer esses dados. A cada edição, novos dados são apurados. Em alguns casos, o patrimônio de irmãos ou familiares foi consolidado.

Confira abaixo os 10 brasileiros mais ricos de 2025, acompanhado da variação de suas fortunas com relação ao mesmo período do ano passado: 


1 – Eduardo Saverin

Patrimônio: R$ 227 bilhões (+45,5%)


Empresa: Facebook


Setor: Tecnologia


Idade: 43 anos


Graças à continuidade da valorização das ações da Meta, controladora do Facebook, o patrimônio do brasileiro Eduado Saverin avançou ainda mais. Nos 12 meses até junho de 2025 as cotações subiram 33% em Wall Street e seguiram subindo nas semanas seguintes. Os investidores gostaram da aceleração dos investimentos em Inteligência Artificial (IA) da empresa fundada por Mark Zuckerberg. Saverin foi sócio da empresa desde o início – o primeiro servidor do Facebook foi instalado na garagem da casa dos pais de Saverin enquanto ambos estavam estudando em Harvard. Residente em Singapura desde 2012, Saverin possui a B Capital, empresa de investimentos focada em startups, e preserva um perfil muito discreto.


2 – Vicky Sarfati Safra e família


Patrimônio: R$ 120,5 bilhões (+9,4%)


Empresa: Banco Safra


Setor: Finanças


Idade: 73 anos


Viúva do banqueiro Joseph Safra, que morreu em dezembro de 2020, Vicky Sarfati herdou cerca de metade da fortuna do empresário, que por muitos anos foi o banqueiro mais rico do mundo. Os demais herdeiros são os filhos: Jacob, Esther, Alberto e David. No início de 2025, Jacob e David compraram a participação de Esther no banco. Alberto já havia se afastado do grupo em 2019 para fundar a gestora ASA. Vicky nasceu na Grécia pouco antes de sua família se mudar para o Brasil. Ela lidera a Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, que patrocina saúde, educação e artes.


3 – Jorge Paulo Lemann


Patrimônio: R$ 88 bilhões (-4,2%)


Empresa: AB Inbev/3G Capital


Setor: Bebidas/Investimentos


Idade: 85 anos


Jorge Paulo Lemann manteve o terceiro lugar entre os bilionários brasileiros que obteve na edição de 2023. Ele é acionista controlador da gigante cervejeira AB Inbev, além de deter participações em conglomerados internacionais como Restaurant Brands International (Burger King e Tim Hortons). Brasil, seu império inclui a São Carlos Empreendimentos, que tem como sócios seus filhos e os herdeiros de seus sócios, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira. Em maio de 2025, após três anos sem fechar grandes negócios, a 3G Capital comprou a empresa americana de tênis Skechers por cerca de US$ 9,4 bilhões.


4 – André Santos Esteves 


Patrimônio: R$ 51 bilhões (+56%)


Empresa: BTG Pactual


Setor: Finanças


Idade: 57 anos


O banco BTG Pactual teve lucro líquido ajustado recorde de R$ 13,4 bilhões nos 12 meses até junho de 2025, um avanço de 22% em relação aos 12 meses anteriores. A valorização de 40,6% das ações nesse período multiplicou a fortuna de Esteves, principal acionista individual da instituição financeira. Em 1989, quando ainda estudava ciência da computação e matemática na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele foi contratado como analista de sistemas do Banco Pactual, que tinha o ex-ministro Paulo Guedes entre seus fundadores. Quatro anos depois, tornou-se sócio. Em 2005, aos 37 anos, entrou no rol dos bilionários, de onde nunca mais saiu.


5 – Fernando Roberto Moreira Salles 


Patrimônio: R$ 40,2 bilhões (+4,5%)


Empresa: Itaú Unibanco/CBMM


Setor: Finanças/Mineração


Idade: 79 anos


Primogênito do banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), Fernando é acionista do Itaú Unibanco por meio da Companhia E. Johnston de Participações. Entre as atividades da família está a mineradora Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio. Em 2022, em um processo de reestruturação, Fernando comprou parte da participação dos irmãos Walther Júnior e João, mais voltados para atividades culturais, e ficou com 50% de participação. A EJ possui cerca de 33% das ações do Itaú.


6 – Carlos Alberto da Veiga Sicupira 


Patrimônio: R$ 39,1 bilhões (-20,8%)


Empresa: AB Inbev/3G Capital 


Setor: Bebidas/Investimentos


Idade: 77 anos


Assim como os demais sócios da 3G Capital, Sicupira vem enfrentando um cenário desafiador para as atividades da companhia. A empresa foi afetada pela crise da Americanas no início de 2023. No entanto, a participação da empresa de investimentos na AB InBev vem sustentando o patrimônio dos sócios. Após vender sua participação na Kraft Heinz, a 3G Capital permaneceu sem fazer grandes negócios até o início de 2025, quando adquiriu a empresa de calçados Skechers.


7 – Pedro Moreira Salles


Patrimônio: R$ 38 bilhões (+5,1%)


Empresa: Itaú Unibanco/CBMM 


Setor: Finanças/Mineração


Idade: 65 anos


Terceiro filho do banqueiro Walther Moreira Salles, Pedro é co-presidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco. Como os irmãos Fernando, Walter Júnior e João, Pedro é acionista do Itaú Unibanco por meio da Companhia E. Johnston de Participações. Entre as atividades da família está a mineradora Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio. Em 2022, em um processo de reestruturação, Pedro comprou parte da participação dos irmãos e ficou com 44% de participação na EJ, sendo que seu filho ficou com 6%. A EJ possui cerca de 33% das ações do Itaú Unibanco.


8 – Miguel Gellert Krigsner


Patrimônio: R$ 34,2 bilhões (+19,2%)


Empresa: O Boticário


Setor: Cosméticos


Idade: 75 anos


Krigsner nasceu em La Paz, na Bolívia, filho de pais judeus fugitivos do nazismo. A família mudou-se para Curitiba quando ele tinha 11 anos. Graduou-se em farmácia e bioquímica pela UFPR em 1975 e em 1977 fundou uma farmácia de manipulação que daria origem ao império O Boticário. O empresário foi pioneiro nas franquias. Atualmente a rede controla as marcas Eudora, Quem Disse, Berenice?, Beauty Box, Vult e O.U.i, entre outras. Ao lado do cunhado e sócio Artur Grynbaum, investiu na Cia. Tradicional de Comércio, dona de algumas das redes de bares e restaurantes mais conhecidas de São Paulo, como Pirajá, Lanchonete da Cidade e Bráz Pizzaria. Em julho de 2025, o Boticário recebeu um crédito de R$ 1 bilhão do BNDES para financiar sua expansão.


9 – Alexandre Behring da Costa


Patrimônio: R$ 31 bilhões (-11,1%)


Empresa: 3G Capital


Setor: Investimentos


Idade: 58 anos


Alexandre Behring é uma figura conhecida no private equity. Formado em engenharia eletrônica, ele foi um dos fundadores da Modus OSI Tecnologias em 1989 e permaneceu na sociedade até 1993. Seu caminho cruzou o dos sócios da 3G durante um MBA em Harvard. Entre 1994 e 2004, foi parceiro da GP Investimentos, por meio da qual chegou ao comando da América Latina Logística (ALL), em 1998. Ele integra o conselhos de administração da Restaurant Brands International, dona das redes Burger King e Tim Hortons.


10 – Jorge Neval Moll Filho


Patrimônio: R$ 30,4 bilhões (+119,1%)


Empresa: Rede D’Or


Setor: Saúde


Idade: 79 anos


O cardiologista Moll fundou a Rede D’Or em 1977, hoje o maior grupo hospitalar do Brasil, com 69 hospitais próprios e 53 clínicas oncológicas. A empresa fez seu IPO na B3 em 2020, movimentando então R$ 11,3 bilhões. Moll segue como principal acionista da companhia e preside o conselho de administração. A esposa, Alice Junqueira Moll, e seus cinco filhos são acionistas. Em 2025, circularam especulações de uma associação entre a Rede D’Or e a rede de medicina diagnóstica Fleury.



Forbes

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

AGU contrata escritório americano para defender Brasil contra sanções de Trump

MUNDO

O escolhido foi o Arnold & Porter Kaye Scholer, com atuação no setor regulatório e comercial e longa experiência em litígios internacionais

Crédito Imagem: JangadaMT


A Advocacia-Geral da União (AGU) contratou o escritório americano Arnold & Porter Kaye Scholer para defender o Brasil nos Estados Unidos diante das sanções impostas por Donald Trump.

O escritório é um gigante multinacional, com mais de mil advogados e 16 escritórios em diversos países. Os advogados vão atuar em nome do Brasil na Justiça Americana em todos os casos envolvendo "medidas de caráter punitivo aplicadas contra os interesses do Estado brasileiro", segundo a AGU.


Isso inclui o caso da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada por Trump em 9 de julho, após uma escalada de tensões. Também inclui as sanções aplicadas contra o ministro Alexandre de Moraes, via Lei Magnitsky, após Trump acusá-lo de usar sua posição para autorizar detenções arbitrárias e reprimir a liberdade de expressão. Moraes é relator da ação em que Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de estado em 2022.

Segundo a AGU, a atuação do escritório americano é necessária porque, para entrar com os processos nos EUA, há requisitos de habilitação profissional, como a inscrição na American Bar Association, equivalente à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),

"Os advogados da União, em regra, não possuem capacidade postulatória em jurisdições estrangeiras. Nesse caso, os advogados privados atuam sob orientação estrita dos advogados da União, após articulação com os órgãos competentes do Estado brasileiro", afirma a AGU.

Segundo o órgão, o contrato foi feito pelo critério de inexigibilidade de licitação, devido à "notória especialização do escritório e a sua adequação à plena satisfação do objeto do contrato". A AGU ressalta que o escritório já defendeu o Brasil com sucesso em outras instâncias.

A remuneração máxima que o Brasil pode pagar ao escritório é de US$ 3,5 milhões (R$ 18,9 milhões) — os pagamentos só serão feitos à medida que os serviços foram sendo executados pelos advogados, ao longo de 48 meses.


JOTA 

CPMI do INSS: acordo deixa irmão de Lula fora das investigações

 BRASIL

Frei Chico, irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é diretor vice-presidente do Sindnapi Foto: Monalisa Lins / AE


Um acordo firmado entre parlamentares do governo e da oposição durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no INSS pode deixar o irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), José Ferreira da Silva, o “Frei Chico”, de fora da lista de depoentes no colegiado.


A CPI do INSS aprovou, nesta terça-feira, convocações e convites para ouvir 55 pessoas. 


Fonte da matéria : InfoMoney

terça-feira, 26 de agosto de 2025

Moraes aciona governo do DF para iniciar monitoramento integral de Bolsonaro

 BRASIL

Créditos: Folha UOL


O ministro Alexandre de Moraes notificou nesta terça (26) o governo do Distrito Federal para dar início imediato ao monitoramento em tempo integral do ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar desde 4 de agosto. A tarefa ficará sob responsabilidade da Polícia Penal do DF.

Segundo a decisão, as equipes deverão vigiar em tempo real a residência de Bolsonaro, no Condomínio Solar de Brasília, evitando qualquer exposição midiática ou medidas que invadam a esfera domiciliar e perturbem vizinhos. O uso de uniforme e armamento ficará a critério da corporação.

A medida reforça as cautelares já impostas pelo STF, após indícios de risco de fuga. A casa, alugada pelo ex-presidente, foi alvo de buscas da Polícia Federal em julho, quando ele também passou a usar tornozeleira eletrônica.


Vero Notícias

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Flamengo goleia o Vitória por 8 x 0 e segue na liderança

FUTEBOL BRASILEIRO

Em noite de show, Bruno Henrique amplia de pênalti pelo Brasileirão Betano





O Flamengo venceu o Vitória por 8 a 0 nesta segunda-feira (25), pela 21ª rodada do Brasileirão. Samuel Lino (2x), Pedro (3x), Arrascaeta, Luiz Araújo e Bruno Henrique marcaram para o Rubro-Negro, que amassou o time baiano e segue líder. Próximo duelo será contra o Grêmio, no próximo domingo (31).


Com o resultado, o rubro-negro superou três marcas que resistiam há mais de 20 anos: Goiás 7 x 0 Juventude (2003), Cruzeiro 7 x 0 Bahia (2003) e São Paulo 7 x 0 Paysandu (2004). Desta vez, o Maracanã foi palco de uma exibição que ficará gravada na memória da torcida.

Mais que uma goleada, um espetáculo

O que se viu no gramado foi mais do que um massacre no placar. O Flamengo apresentou um futebol de altíssimo nível, digno de espetáculo. Para muitos, os mais de 60 mil torcedores presentes não pagaram ingresso: pagaram um verdadeiro couvert artístico.

O atacante Pedro foi o grande nome da partida, marcando gols de rara beleza e mostrando, mais uma vez, que merecia espaço maior na Seleção Brasileira. Se Carlo Ancelotti tivesse visto a atuação, talvez se arrependesse de não ter incluído o camisa 9 rubro-negro em suas últimas convocações.

O segredo do time de Felipe Luiz

A nova engrenagem do Flamengo montada por Felipe Luiz, agora técnico, tem explicações claras para tamanha superioridade. A dupla de volantes formada por Jorginho e Saúl Ñíguez, que já atuaram juntos no Chelsea, trouxe ao time uma consistência inédita. Com experiência internacional e capacidade técnica acima da média, eles deram equilíbrio e dinamismo, transformando o meio de campo numa engrenagem praticamente inalcançável para os adversários.


Felipe Luiz, que conheceu de perto esse entrosamento ainda como lateral no futebol inglês, soube aplicar o encaixe perfeito no Flamengo. O resultado é um time que parece jogar em outro patamar dentro do Brasileirão.

Marca dos 100 gols na temporada

Além da goleada histórica, o Flamengo atingiu outro feito impressionante: chegou ao gol de número 100 em 2025. A marca mostra não apenas o poderio ofensivo, mas também a regularidade de uma equipe que parece ter encontrado a fórmula ideal entre talento individual e força coletiva.


Uma noite para nunca esquecer

A goleada sobre o Vitória será lembrada por décadas, tanto pelo placar quanto pela qualidade da exibição. O Flamengo não apenas quebrou recordes: consolidou-se como o time mais temido do país e mostrou que, em 2025, está em um nível de excelência poucas vezes visto no futebol brasileiro.


JORNAL DE BRASÍLIA 

Maduro envia 15 mil militares para a fronteira com a Colômbia

 MUNDO

Reprodução UOL


O regime do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (25) que vai enviar 15 mil militares para a fronteira com a Colômbia. De acordo com informações do site Efecto Cocuyo, o ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, disse que a operação tem o objetivo de combater o tráfico de drogas e serão utilizados drones, barcos, aeronaves e outros veículos na região. “Apreendemos uma quantidade extraordinária de drogas este ano, uma quantidade que supera qualquer estimativa.

 Eles sabem disso internamente, qualquer um que tente traficar drogas pela Venezuela sabe que enfrentará uma resposta contundente. A Venezuela não será um território para o narcotráfico”, afirmou Cabello, apontado como o número 2 da ditadura chavista. 

O ministro, que tem contra si uma recompensa dos Estados Unidos de US$ 25 milhões por informações que levem à sua captura e condenação, alegou que o governo apreende mais de 70% das drogas que entram no território venezuelano.


GAZETA DO POVO


BIG TECHS: Gigantes da tecnologia levam a Trump dossiê contra Moraes e Lula

 MUNDO 


Crédito imagem: Gazeta do Povo


O Conselho da Indústria da Tecnologia da Informação (ITI), que reúne 81 grandes empresas como Amazon, Google, Apple, Microsoft, Meta, Visa, Mastercard, Dell e Intel, enviou ao governo Trump uma carta expressando preocupação com o ambiente regulatório brasileiro. 

O documento critica decisões do STF — como a revogação do “porto seguro” previsto no artigo 19 do Marco Civil da Internet —, a ampliação da responsabilidade de marketplaces por anúncios irregulares determinada pela Anatel, propostas de tributação das big techs e o projeto de lei sobre inteligência artificial (PL 2338/2023). 

As empresas alertam que essas medidas aumentam a incerteza legal, elevam custos operacionais, inibem investimentos e podem favorecer concorrentes estrangeiros, e pedem que o governo dos EUA pressione o Brasil para garantir previsibilidade regulatória, num mercado considerado estratégico.


Gazeta do Povo

domingo, 24 de agosto de 2025

Corinthians vence o Vasco por 3 x 2 em São Januário e volta a vencer pelo Brasileirão Betano

 FUTEBOL BRASILEIRO

Foto: Reprodução SBT Sports



O Timão  venceu o Vasco por 3 a 2, na tarde deste domingo (25), em jogo válido pela 21º rodada do Brasileirão Betano, em uma partida  disputada na casa do elenco carioca, no São Januário. A vitória aconteceu após seis tropeços do Alvinegro no torneio. Os gols da partida foram marcados por Maycon, Gui Negão, crias do Terrão, e Gustavo Henrique, pelos visitantes, e Vegetti e Rayan, pelos donos da casa. 

Com o resultado, o Alvinegro paulista chegou aos 25 pontos e se afastou um pouco do Z4, enquanto o Gigante da Colina se manteve com 19 conquistados, colado na zona da degola. 

O elenco paulista vinha de um momento complicado nos pontos corridos, com três derrotas e três empates nos últimos seis jogos, até quebrar o jejum neste domingo.

As equipes voltam a campo na próxima quarta-feira, pela Copa do Brasil: o Vasco recebe o Botafogo, enquanto o Corinthians visita o Athletico. As duas partidas acontecem às 21h30 (de Brasília).

GOLS DO CORITHIANS:
-Maycon de Andrade 
-Guilhereme William 
- Gustavo Henrique 


GOLS DO VASCO:
-Pablo Vegetti
-Rayan




Ficha técnica
Vasco 2 x 3 Corinthians
Competição: 21ª rodada da Série A do Brasileirão
Local: Estádio São Januário - Rio de Janeiro
Data e hora: 24 de agosto de 2025, às 16h (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Jose Pereira de Lima
Assistentes: Guilherme Dias Camilo e Francisco Chaves Bezerra Junior
VAR: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro
Gols: Maycon, aos 21'/1ºT, Vegetti, aos 15'/2ºT, Gui Negão, aos 24'/2ºT, Gustavo Henrique, aos 40'/2ºT, Rayan, aos 51'/2ªT
Amarelos: David, Rayan, Piton (Vasco); Matheus Bidu, Raniele (Corinthians)

Vasco: Léo Jardim; Puma Rodríguez, Hugo Moura, Lucas Freitas e Lucas Piton; Jair (Cauan Barros), Tchê Tchê (Vegetti) e Coutinho; Nuno Moreira, Rayan e David (Andrés Gómez). Técnico: Fernando Diniz Corinthians: Hugo Souza; Matheuzinho (Félix Torres), André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, Charles (Garro), Maycon (Ryan) e Breno Bidon; Kayke (Vitinho) e Gui Negão (Romero). Técnico: Dorival Júnior

Colaboração para o UOL

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Maior importador de manga dos EUA alerta: 'consumidor americano pagará tarifaço de Trump'

 MUNDO

Amazon Produce Network, maior importadora da fruta no país, estima perdas de até 100 milhões de dólares para o agro brasileiro com sobretaxa de 50%

 (Foto: Ernesto de Souza/Editora Globo)


O consumidor americano é quem pagará pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil. Essa é a avaliação de Gilmar Mello, proprietário da Amazon Produce Network, a maior importadora de manga dos EUA, com 120 mil toneladas anuais do fruto, originárias de diversos países, incluindo o Brasil.

Segundo o empresário, com a implementação da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros, a consequência será o aumento no preço final do produto, que não beneficiará nem importadores, nem exportadores, mas sim o governo americano.


"Não há lógica em proteger um mercado onde o produto não é sequer produzido. A tarifa é paga diretamente ao governo [dos EUA], enquanto o consumidor americano pagará mais pela manga", diz o executivo.

Ao lado de países como México e Equador, o Brasil é um dos principais fornecedores de manga para os EUA.


A importadora de Mello é responsável por cerca de 30 milhões de caixas de manga de 4 quilos por ano, o que equivale a aproximadamente a 120 mil toneladas anuais da fruta. Nos cálculos do executivo, o mercado de manga nos EUA movimenta cerca de 650 milhões de dólares por ano, com aproximadamente 130 milhões de caixas sendo consumidas. 

Mello estima que o impacto nas exportações brasileiras poderá alcançar de 80 a 100 milhões de dólares em função da sobretaxa de 50%. O empresário ressalta que o setor ainda não sentiu os impactos porque o Brasil deve começar a exportar a fruta para os EUA a partir de setembro, quando termina a safra do México.


Exame.



Açaí: tarifaço dos EUA chega aos ribeirinhos no Pará

 BRASIL

Com 75% das exportações destinadas aos EUA, fruto símbolo da bioeconomia amazônica vê risco de retração e impactos na subsistência de populações ribeirinhas

Foto: Pedro Paulo / Jornal Central Brasil DF

 O tarifaço imposto pelos Estados Unidos desde o último dia 6 acendeu um alerta na cadeia do açaí. O mercado americano é o principal importador do fruto símbolo da Amazônia, e os impactos começam a ser sentidos em uma das histórias de sucesso da bioeconomia nacional. O açaí ficou fora da lista de 700 itens isentos da sobretaxação. A exclusão preocupa especialmente o Pará, responsável por 95,3% do fruto produzido no país e que tem nos consumidores americanos seu maior cliente. As medidas vêm em um momento de forte expansão internacional. No primeiro semestre de 2025, as vendas para os Estados Unidos cresceram 59,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O país fica com três quartos de todo o açaí mandado ao exterior. 

Os dados são da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa). Um levantamento da Fundação Amazônia de Amparo à Estudos e Pesquisa do Pará mostra que, em 2023, o Pará exportou 61 mil toneladas de açaí e derivados, gerando US$ 45 milhões em receita externa. A cadeia movimenta R$ 7 bilhões ao ano e envolve 180 fábricas de beneficiamento, segundo estimativas do Sindfrutas Pará. As primeiras estimativas apontam uma retração de pelo menos 8% nos volumes exportados, de acordo com o Centro Internacional de Negócios e do Observatório da Indústria da Fiepa.

“A queda impacta a renda de milhares de famílias, a sustentabilidade da cadeia produtiva e a imagem internacional do açaí paraense, que é um produto de forte valor socioambiental”, diz o presidente da Fiepa, Alex Carvalho. Diversificação O temor é que o aumento dos preços ponha a perder um espaço conquistado ao longo de duas décadas. Embora não exista um equivalente made in USA, a fruta concorre com smoothies e outras preparações que levam frutas silvestres. A dependência de um único destino exportador sempre foi entendida como um risco. 

Mas abrir novos mercados leva tempo, afirma Carvalho. “Barreiras sanitárias, certificações e custos logísticos tornam essa transição mais onerosa. É improvável que no curto prazo outros países consigam absorver integralmente o volume hoje destinado aos EUA.” O grupo EcoFoods, que tem quatro fábricas de beneficiamento de açaí no Pará, passou por um longo processo até estabelecer um relacionamento com os japoneses. “Foi um ano de relacionamento para começar a vender para o Japão, mandando amostra, análise, atestados sanitários. Vieram aqui para ver se era tudo verdade”, diz José Bonifácio Sena, diretor de comércio exterior do EcoFoods.

Em novembro, aproveitando a realização da COP30 em Belém, a empresa vai receber visitantes chineses com o objetivo de aumentar os embarques para o país. O crescimento não depende só de bons preços, segundo Sena. A rastreabilidade do produto, as práticas sustentáveis e a aproximação com as comunidades produtoras têm sido cada vez mais exigidas.

Mas os valores são parte fundamental da conta, especialmente na ponta mais frágil da cadeia. O tarifaço pode pressionar os preços pagos a extrativistas e pequenos produtores, reduzindo a renda de comunidades ribeirinhas e fragilizando conquistas recentes da bioeconomia paraense.

A indústria de processamento do açaí mantém cerca de 5 mil empregos diretos e outros 15 mil indiretos, em atividades que vão desde a coleta ribeirinha até a logística internacional. Para comunidades amazônicas, trata-se de uma das principais fontes de subsistência. Hoje, o produtor vende as latas de açaí a barqueiros que fazem o transporte para as unidades de processamento. Hoje, o valor de cada uma – que corresponde a 14 quilos do fruto – fica entre R$ 90 e R$ 150.

Fonte: Capital Reset

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Febre do “morango do amor” passa e preço da fruta cai 44% na Ceasa Minas

AGRO
Maior oferta da fruta contribui para queda de preços

Crédito imagem: Prefeitura Municipal de Estiva 




A febre do “morango do amor” perdeu força, e o preço da fruta despencou no atacado. Após semanas em alta, o quilo que chegou a R$ 37,49 no dia 30 de julho está, nesta semana (18), R$ 20,60, uma queda de 44,4%, segundo o índice UFV/Ceasa Minas.

A queda se deve a dois fatores principais: o aumento da oferta, impulsionado pela elevação das temperaturas, e o desgaste da trend que popularizou a fruta em julho.

Segundo Ricardo Fernandes Martins, coordenador do setor de informações de mercado da Ceasa Minas, a perspectiva é de boa oferta até setembro, o que deve manter os preços em patamares mais baixos.

“Como diminuiu a euforia [do morango do amor], diminuiu também a demanda. Isso coincidiu com a maior entrada de fruta no mercado e resultou na queda dos preços. Agora está tudo nos eixos, tudo normal”, contou Reginaldo Ribeiro, gerente de uma atacadista de hortifrúti na Ceasa. Em Pouso Alegre, no Sul de Minas, o produtor Igor Leonardo dos Santos reforça que as altas temperaturas aceleram o amadurecimento. “Com o aumento da temperatura, o morango tende a aumentar sua produtividade, o que coloca mais fruta no mercado. Sendo assim, o preço tende a baixar mesmo”, contou à Itatiaia.


Itatiaia

'Perda de R$ 40 bilhões é apenas primeiro efeito', diz Eduardo Bolsonaro sobre queda de bancos após decisão de Dino

POLÍTICA
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está articulações contra o Brasil junto ao governo Trump
Foto: reprodução  O Globo


Eduardo Bolsonaro afirmou que a perda de R$ 40 bilhões nos bancos é só o início dos efeitos da decisão de Flávio Dino sobre leis estrangeiras, destacando riscos econômicos e defendendo anistia para investigados como estratégia política.

Após as ações dos principais bancos brasileiros despencarem na Bolsa de valores brasileira, a B3, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que este é "apenas o primeiro efeito" da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, de que leis e decisões estrangeiras não se aplicam a brasileiros no Brasil.
"A perda de mais de R$ 40 bilhões é apenas um primeiro efeito, aguardem, pois em casos anteriores foram aplicadas pesadas multas por vezes de bilhões de dólares a bancos que desrespeitaram essas sanções", afirmou Eduardo, em entrevista ao Jornal da Record News, na noite de terça-feira, 19.

terra

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Jato militar dos EUA faz escala misteriosa em Porto Alegre e levanta especulações diplomáticas

 BRASIL

Aeronave sigilosa pousou por menos de três horas no Aeroporto Salgado Filho sem identificação visível; governos não comentam operação


REPRODUÇÃO CORREIO DO POVO


Porto Alegre foi palco, nesta terça-feira (19), de um episódio incomum que despertou atenção de especialistas em aviação e segurança internacional. Um jato militar norte-americano, identificado como um Boeing C-32B, aeronave associada a operações sigilosas da Força Aérea dos Estados Unidos, pousou no Aeroporto Internacional Salgado Filho em uma escala-relâmpago, permanecendo no solo por menos de três horas antes de seguir viagem rumo a São Paulo. 

A aeronave, de aparência discreta, sem marcas oficiais, é conhecida por operar missões de alto sigilo, geralmente vinculadas a deslocamentos de pessoal estratégico, operações humanitárias em zonas de risco ou, em casos mais sensíveis, ações relacionadas a serviços de inteligência. Seu trajeto até a capital gaúcha incluiu paradas anteriores em bases nos Estados Unidos, no Caribe e, possivelmente, na América Central, reforçando o caráter atípico da rota. Fontes do setor de aviação civil confirmaram que o voo teve autorização formal para pouso em território brasileiro, mas não houve divulgação prévia do plano de voo nem informações públicas sobre tripulação ou carga transportada.

 O Itamaraty e a Embaixada dos Estados Unidos não se pronunciaram até o momento. A escolha de Porto Alegre como ponto de parada gerou ainda mais questionamentos, já que escalas técnicas de aeronaves militares estrangeiras costumam ocorrer em cidades como Brasília ou São Paulo, com maior infraestrutura diplomática. 

A rápida permanência da aeronave, menos de 180 minutos no pátio do terminal, levanta hipóteses que vão desde uma simples escala técnica até possíveis reuniões não oficiais com autoridades locais ou deslocamento estratégico no Cone Sul. A presença da aeronave também reacende discussões sobre o grau de transparência em acordos militares e diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos. 

Embora a cooperação entre os dois países seja formalizada por meio de tratados bilaterais, missões desse tipo, quando não informadas publicamente, alimentam um clima de desconfiança e especulação. Especialistas alertam que, embora não haja indícios de irregularidade, a ausência de informações oficiais em casos como esse compromete a clareza nas relações internacionais. “Em um contexto global de tensões geopolíticas, qualquer movimentação militar estrangeira em território nacional merece ao menos uma explicação institucional”, afirma um professor de Relações Internacionais ouvido sob anonimato. Até a noite de quarta-feira (20), o governo federal brasileiro não havia emitido nota sobre a operação. A movimentação do jato norte-americano continua sem explicações públicas, e Porto Alegre, pelo menos por um dia, virou cenário de um mistério digno de filmes de espionagem.