terça-feira, 21 de setembro de 2021

Primavera começa nesta quarta-feira (22/9), com chuvas e alívio no calor

TEMPO

De acordo com a meteorologia, a estação marca o início das chuvas, e deve haver queda de temperaturas

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A primavera começa na próxima quarta-feira (22/9), e a previsão é de que a estação seja de temperaturas mais amenas, com pancadas de chuvas. Com iso, há também possibilidade de melhora na umidade do ar. Os dados são de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Segundo o meteorologista Claudemir Azevedo, esta é a estação que marca o início das chuvas. "Nesta terça (21/9), as chuvas já devem atingir as Regiões Sul e Zona da Mata Mineira. Já na quarta (22/9), há previsão de pancadas de chuvas para o leste, e no final de semana para Belo Horizonte”, explica.

“Pode haver também uma queda nas temperaturas a partir de quarta, deixando o tempo com uma sensação de friozinho, mas nada exagerado”, afirma Claudemir Azevedo.

“Com as chuvas e a umidificação do ar, a umidade deve se elevar para 30% na capital mineira, ao longo desta semana”, adiantou o meteorologista.

Claudemir ainda ressalta que em BH os termômetros não devem passar dos 27°C até o domingo (26/9).

Nesta segunda (20/9), a estação meteorológica do Cercadinho, em BH, registrou a menor temperatura na capital, com 18,9°C. Já a máxima deve chegar aos 32°C no período da tarde.

O céu fica claro a parcialmente nublado na maior parte do estado, exceto no leste e no Campo das Vertentes, onde o sol não deve aparecer até o fim do dia.

A umidade do ar permanece em 20% na capital e pode alcançar os 15% no Triângulo Mineiro.
O Inmet identificou também que a temperatura mínima em Minas nesta segunda (20/9) foi em Maria da Fé, no Sul, com 10,9°C. A maior deve ser registrada na Região do Triângulo Mineiro, com previsão de alcançar os 39°C no horário de maior aquecimento.

*Estagiária sob supervisão do subeditor Daniel Seabra


FONTE: ESTADO DE MINAS

Temporal causa danos em cidades da Serra

TEMPO

Centenas de casas na região ficaram destelhadas após queda de granizo entre domingo e segunda-feira


Temporal destelhou centenas de imóveis na Serra

Temporal destelhou centenas de imóveis na Serra 

Os distritos de Santa Lúcia do Piaí e Vila Oliva em Caxias do Sul foram atingidos por um temporal na manhã desta segunda-feira, com chuva de granizo e tornado, conforme relato dos moradores. Cerca de 20 casas foram destelhadas, centro comunitário, salão paroquial, aviário e a escola. De acordo com o coordenador distrital da Secretaria de Obras e Serviços Públicos (SMOSP), Altemir Zanardi, o mobiliário da escola está sendo transferido de local para evitar danos.

“Fomos comunicados por volta de 7h. Temos muitas casas destelhadas. O vento forte parece ter passado em uma faixa. Queremos tranquilizar os moradores que estamos aqui dando todo o suporte necessário. Quem precisar de lonas e outros materiais pode se direcionar para a subprefeitura”, orienta Zanardi.

Em São José dos Ausentes, nos Campos de Cima de Serra, uma tempestade de granizo caiu na tarde de domingo e a segunda-feira foi de muito trabalho para os moradores. Ao menos 300 casas tiveram danos causados pelo granizo. A administração municipal entregou cerca de 4,8 mil metros de lonas e realizará um estudo mais detalhado dos sinistros, nesta segunda-feira. Não  houve desalojados. Equipes da prefeitura estão ajudando na reconstrução.

Em Bom Jesus, de acordo com dados da Defesa Civil de Bom Jesus, pelo menos 35 casas foram atingidas pelo temporal do domingo à tarde. As duas localidades do interior do município que concentram os maiores estragos são Arrepio e Hortêncio Dutra. Muitas casas tiveram telhado danificado devido ao granizo. Pelo menos 56 pessoas ficaram desalojadas.

A prefeitura distribuiu lonas aos moradores e fez um levantamento inicial da quantidade de telhas que será necessária para recuperar os telhados.

Nesta segunda-feira, equipes da Prefeitura retornaram as comunidades de Hortêncio Dutra e Arrepio para auxiliar os moradores na recuperação das casas atingidas.


FONTE: CORREIO DO POVO

Lula quer retomada do marco regulatório para os meios de comunicação

 BRASIL

O marco regulatório criava uma Agência Nacional de Comunicação para regular as concessões de rádio e televisão.





O ex-presidente relançou Lula da Silva quer criação de novo marco regulatório para os meios de comunicação, a regulação da mídia.

Ele retomou o debate durante a viagem que fez pelo Nordeste no fim de agosto. A informação é do Notícias ao Minuto.

O tema surgiu primeiro quando um representante de uma rádio comunitária do Maranhão o questionou numa entrevista coletiva.

Nos dias seguintes, o próprio Lula tomou a iniciativa de voltar ao assunto.

Numa entrevista em Salvador, por exemplo, ele descartou modelos de países governados por regimes autoritários.

Contra censura

Ele disse ser contra qualquer tipo de censura e defendeu assim a adoção de limites para as emissoras de televisão: “Tem que ter um limite. As pessoas não podem tudo do jeito que podem”.

Lula apontou até aqui duas referências para a discussão: a legislação do Reino Unido, que prevê restrições à concentração econômica e mecanismos para garantir equilíbrio na cobertura jornalística.

Ao mesmo tempo, um projeto de lei elaborado no fim de seu governo para mudar as regras da radiodifusão.

Assim, o chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Franklin Martins, preparou o projeto e aproveitou sugestões recebidas de especialistas, empresas do setor e representantes da sociedade que participaram da Conferência Nacional de Comunicação, em 2009.

Franklin entregou o texto a Dilma no fim de 2010, um dia antes de sua posse como presidente.

Expectativa

A expectativa era que a proposta fosse submetida a consulta pública e depois encaminhada ao Congresso, mas isso jamais aconteceu. O governo engavetou o projeto e nunca divulgou seu conteúdo.

O documento só veio a público no ano passado, como apêndice de uma tese de doutorado defendida pelo jornalista Camilo Vannucchi na Universidade de São Paulo.

Franklin forneceu uma cópia do texto a Vannucchi, mas somente depois que o pesquisador obteve autorização de Dilma para divulgá-lo.

O marco regulatório criava uma Agência Nacional de Comunicação para regular as concessões de rádio e televisão.

Contudo, não tocava na concentração do mercado e evitava questões que Lula tem mencionado, como a propriedade cruzada de diferentes meios de comunicação pelos mesmos grupos econômicos.


Limites

O texto mantinha limites da legislação vigente e garantias que protegem as empresas, como a exigência de quórum elevado no Congresso para revogar concessões.

Além disso, proibia políticos com mandato de controlar meios de comunicação, restrição hoje imposta só a deputados federais e senadores.

Com 297 artigos, o projeto estabelecia cotas mínimas para estimular produções independentes e regionais, proibia o aluguel de horários na grade das emissoras de televisão.

Do mesmo modo, recomendava que todas respeitassem princípios como imparcialidade, equilíbrio e pluralismo em sua programação jornalística.

“O projeto era um bom ponto de partida e era muito comportado, sem nada que pudesse criar constrangimento”, diz o professor Murilo César Ramos, da Universidade de Brasília.

“É bom que Lula volte a tocar nessa questão, mas será difícil insistir no assunto sem explicar por que nada foi feito antes”.

Não avançou

Na viagem ao Nordeste, Lula afirmou em duas ocasiões não saber por que sua proposta não avançou no governo Dilma.

“Não vou discutir por que não deram entrada [no Congresso]”, afirmou em Natal. Questionada pela reportagem, sua assessoria informou que ele não se manifestaria sobre o assunto.


BNC Amazonas


Nova versão de PEC prevê desconto de 40% para pagamento de precatórios diferidos, diz fonte

 ECONOMIA

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FOTO: REPRODUÇÃO


– A reformulação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios prevê, para o montante da dívida que exceder o limite anual de pagamento, uma série de negociações fora do teto de gastos, incluindo a possibilidade de quitação imediata do volume diferido com um desconto de 40%, segundo fonte do governo.

De acordo com a mesma fonte, que falou à Reuters em condição de anonimato, outras seis possibilidades estariam na mesa para esses precatórios diferidos, entre as quais o parcelamento em dez prestações, com correção pela Selic.

As outras alternativas para os credores seriam: aquisição de imóvel público; quitação de débitos inscritos em dívida ativa; pagamento de outorga de delegações de serviços públicos; aquisição de participação societária e de compra de direitos, como a antecipação de valores a serem recebidos a título do excedente em óleo em contratos de partilha de petróleo.

Com essas saídas, o governo busca limitar o crescimento do estoque de precatórios não pagos, que tenderiam a virar uma bola de neve.

Mais cedo nesta terça-feira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), sinalizou que a PEC do governo para diminuir a salgada conta de precatórios para o ano que vem, de 89,1 bilhões de reais, seria modificada e passaria a prever uma limitação do crescimento dessas despesas pela mesma dinâmica da regra do teto de gastos.

Com isso, o espaço reservado para o pagamento dos precatórios dentro do Orçamento ficaria limitado a cerca de 40 bilhões de reais em 2022. Os quase 50 bilhões de reais restantes, segundo Pacheco, seriam alvo das “negociações jurídicas”, que também vão constar na PEC.

Esses 50 bilhões de reais que não seriam pagos imediatamente representam o espaço que seria aberto no Orçamento de 2022, sob a regra do teto, para outras despesas públicas, incluindo a já prometida expansão do Bolsa Família, rebatizado como Auxílio Brasil no governo Jair Bolsonaro.

O presidente do Senado havia reforçado que essas soluções ficariam “fora do Orçamento corrente, da despesa corrente, que tem a limitação do teto de gastos”.

A regra geral que disciplina o pagamento anual de precatórios resgata o conceito que havia sido sugerido na chamada solução CNJ (Conselho Nacional de Justiça), de impor um limite para o crescimento anual dos precatórios pela mesma regra do teto de gastos –correção pela inflação nos 12 meses até junho do ano anterior.

A ideia inicial da equipe econômica era dividir em dez parcelas o pagamento dos precatórios de mais de 66 milhões de reais e impor uma limitação provisória dos pagamentos anuais de precatórios a 2,6% da receita corrente líquida, o que também sujeitaria precatórios entre 66 mil reais e 66 milhões de reais a eventual parcelamento. Pelo texto, os precatórios de até 66 mil reais seriam integralmente quitados.

Pela proposta original do governo para a PEC, o espaço aberto no Orçamento do ano que vem seria menor, de 33,5 bilhões de reais.

A equipe do ministro Paulo Guedes também propôs a criação de um fundo de liquidação de passivos, alimentado com a venda de ativos da União. Os recursos do fundo poderiam, pela redação original da PEC, ser usados para quitar os precatórios parcelados e para pagamento da dívida pública.

Pragas têm potencial para provocar prejuízos de até R$ 200 bilhões aos cereais durante a armazenagem

AGRO

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Arroz, feijão, milho, soja e trigo estão presentes todos os dias na alimentação dos brasileiros. Não à toa, os agricultores colhem, por ano, mais de 234 milhões de toneladas desses cereais, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas para que esses alimentos, mesmo que processados, cheguem à mesa, é essencial ter atenção às pragas também na armazenagem desses grãos. "O correto e seguro armazenamento é essencial para a manutenção da oferta regular de alimentos à população. A presença de insetos nesses ambientes pode levar até a perda total da produção de cereais, estimada em R$ 200 bilhões ao ano. Mais do que prejuízo para os agricultores, esse desperdício elevaria o custo ao consumidor dos grãos e dos seus derivados", afirma Julio Borges, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

O dirigente complementa que o manejo inadequado das chamadas "pragas do armazenamento" tem potencial para causar riscos à própria segurança alimentar do país. "O arroz e o feijão são a base das refeições dos brasileiros. Além disso, as farinhas de trigo e de milho estão presentes na cesta básica, assim como o óleo derivado da soja, os pães e o macarrão. Autossuficiente e importante exportador, o Brasil poderia se transformar em um grande importador desses produtos se não cuidar corretamente dos desafios fitossanitários nas várias etapas da cadeia da produção de alimentos".

A principal praga que ataca os cereais e os produtos acabados no ambiente de armazenagem é o gorgulho (Sitophilus oryzae). Presente em todo o mundo, esse inseto de 2,5 milímetros consegue depositar até 400 ovos dentro de grãos durante seu curto período de vida (cerca de 30 dias). Diversas outras espécies dos chamados gorgulhos, mas também de besouros e carunchos, preocupam igualmente os produtores rurais de Norte a Sul do país.

"Há um fator comum entre todas essas espécies: elas se disseminam mais facilmente em períodos mais quentes e úmidos, como na primavera e principalmente no verão. Contudo, o outono e o inverno brasileiro, menos rigoroso que em outros países, favorece a reprodução dessas pragas ao longo de todo o ano. Investir em soluções de alta tecnologia e comprovação científica são as chaves para evitar prejuízos e garantir o fornecimento de alimentos", destaca Julio.

Proteger os ambientes de armazenagem dos produtos agrícolas é essencial, concorda a diretora executiva do Sindiveg, Eliane Kay. "A indústria, por meio da ciência e da tecnologia, está empenhada em auxiliar os produtores a vencer mais esses desafios. Temos recursos modernos para controlar pragas em todas as etapas do ciclo agrícola. Afinal, sabemos que esses problemas se alastram mesmo após a transferência da colheita para outros ambientes."

Eliane aponta que defensivos agrícolas, usados de forma correta e segura, protegem as culturas sem causar prejuízo à qualidade dos cultivos e à segurança dos alimentos oferecidos à população. "Antes de ser comercializadas, as soluções são testadas e submetidas a um longo e rigoroso processo de avaliação, que leva em média cinco anos até a liberação para uso. Essa é a garantia de que esses insumos são benéficos para agricultores, comerciantes e consumidores", informa.


FONTE: NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Ibaneis libera shows e festivais no DF. Veja regras

 DF

Ibaneis libera shows e festivais no DF. Veja regras




O governador Ibaneis Rocha (MDB) assinou, nesta terça-feira (21/9), o decreto que libera shows e festivais no Distrito Federal, desde que sejam respeitados protocolos sanitários e regras específicas. As informações foram adiantadas à coluna Grande Angular em visita de Ibaneis à nova redação do portal, na segunda-feira (20/9).

Segundo o texto do decreto concluído nesta terça e ao qual a coluna teve acesso, o distanciamento mínimo deve ser de um metro nesses eventos. As novas normas passam a valer a partir da publicação do decreto, que está prevista para esta quarta-feira (22/9).

A presença do público é restrita para pessoas vacinadas contra a Covid-19, após 15 dias do recebimento da 2ª dose ou da dose única, mediante comprovante. Também poderão participar os cidadãos que apresentarem resultado de exame PCR negativo, com coleta do material genético realizada no máximo 72 horas antes. A ocupação é limitada a 50% da capacidade de público do local do evento.

Segundo o documento do GDF, a verificação e fiscalização dos cartões de vacinação e dos exames negativos ficará sob responsabilidade da entidade organizadora do evento.

Será permitida a realização de shows, festivais e afins em espaço reservado, fisicamente delimitado, com lounges, para grupos de até seis pessoas. O consumo de alimentos e bebidas deverá ser feito dentro dos lounges. Ou seja, é vedado a alimentação e ingestão de bebida em áreas comuns.

O decreto não permite a utilização de pista de dança. A aproximação, toque ou interações “que gerem aproximações” também são vedados.

Avanço da vacinação no DF

O GDF tem afrouxado as medidas restritivas conforme avança a vacinação no DF. Já foram liberados, cultos e cerimônias religiosas, festas corporativas, aulas presenciais, eventos esportivos e atividades como academias, shoppings e clubes.

Entre o início da vacinação de Covid-19, em 19 de janeiro, e segunda-feira (20/9), 82,77% do público vacinável e 69,91% da população do DF receberam a 1ª dose. E 42,77% do público-alvo da campanha de imunização e 36,13% dos habitantes da capital do país tomaram a 2ª dose ou a dose única.


FONTE: METRÓPOLES



Brasiliense vai pedir anulação da partida contra a Ferroviária pela Série D

 ESPORTES

Segundo o Jacaré, houve um 'erro de direito do árbitro' ao marcar falta fora da área e, após confusão, assinalar pênalti


Foto: Divulgação/Jonatan Dutra/AFE)



O Brasiliense informou, na tarde desta segunda-feira (20), que pedirá a anulação da partida contra a Ferroviária, que foi realizada no último sábado (18), na Fonte Luminosa. O jogo terminou com vitória do clube paulista por 1x0 e eliminação do Jacaré da Série D.

Segundo a nota oficial do clube do Distrito Federal, houve um "erro de direito do árbitro Antônio Márcio Teixeira da Silva". No lance em questão, o atacante Júlio Vitor foi derrubado pelo lateral Alex Murici. O árbitro assinalou falta fora da área, mas após 13 minutos de confusão, voltou atrás e marcou a penalidade máxima. Vale ressaltar que na segunda fase da Série D não há a utilização do árbitro de vídeo (VAR).


"O Brasiliense pedirá a anulação da partida contra a Ferroviária, tendo em vista o erro de direito do árbitro Antônio Márcio Teixeira da Silva, sob a influência de terceiros que pressionaram o assistente Celso Luiz da Silva a alterar a marcação da falta para uma penalidade máxima inexistente.

No lance, capitado pelas transmissões da Rádio e TV Brasiliense e também da plataforma Eleven Sports, o atacante Júlio Vitor foi claramente derrubado fora da área pelo lateral Alex Murici. Antônio Márcio Teixeira da Silva assinalou falta, mas após a pressão da equipe da Ferroviária em cima do assistente em 13 minutos de confusão, o árbitro voltou atrás, marcou o pênalti e não explicou em campo e nem relatou na súmula o porquê da decisão. Além da marcação equivocada, o Jacaré questiona a omissão ao esclarecer a infração.

O erro conjunto entre o árbitro e o assistente culminou na eliminação do Jacaré na segunda fase da Série D. A partida terminou 1×0 para a equipe paulista com gol marcado a partir da penalidade.

Vale ressaltar que na segunda fase da Série D não se tem o VAR, recurso que evitaria o erro desastroso do trio de arbitragem mineiro."


TNT sports






segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Distrito Federal entra em alerta vermelho por causa da baixa umidade

 DF

Situação deve melhorar um pouco com chegada da primavera

FOTO: REPRODUÇÃO


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho para o Distrito Federal, Goiás e áreas próximas de estados vizinhos em razão da baixa umidade do ar. O índice já chegou a 10% neste domingo (19), na capital federal, e o alerta de emergência se estende até 18h.

Ontem (18), já foi registrada umidade relativa do ar de 10% na região administrativa do Gama, índice alcançado também às 10h deste domingo na área. Ao meio-dia, a região do Plano Piloto estava com umidade em 12%, a de Águas Emendadas, com 11%, e a de Brazlândia, com 13%.

A temperatura máxima pode chegar a 33°C, e o tempo permanece claro com névoa seca ao longo do dia e da noite na capital federal. Para esta segunda-feira (20), a umidade do ar mínima prevista é de 15%, com temperatura máxima podendo chegar a 35°C.

“Hoje será um dos dias mais secos do ano”, disse a meteorologista do Inmet, Andrea Ramos. A situação deve melhorar um pouco com a chegada da primavera, na quarta-feira (22), e já há previsão de chuvs para o próximo fim de semana. A última chuva foi registrada no DF no dia 31 de agosto.

Segundo Andrea, as precipitações devem entrar na normalidade no final de setembro. Para o mês, a média esperada é 46,6 milímetros de chuvas. Já outubro tende a ser o mês mais chuvoso, com cerca de 160 milímetros de chuvas.

O alerta vermelho, de grande perigo, é dado quando a umidade fica abaixo de 12%. Uma área maior, que abrange toda a região central do país, também está em alerta de perigo, quando a umidade relativa do ar pode variar de 20% a 12%.

As autoridades pedem atenção sobre os riscos à saúde e de incêndios florestais. A orientação é evitar a queima de lixo e ter cuidado ao descarte de bitucas de cigarro, por exemplo, que podem levar à grandes queimadas.

Em caso de focos de incêndio, a população pode entrar em contato direto com o Corpo de Bombeiros, pelo número 193. No Distrito Federal, se houver certeza de que o fogo ocorre em alguma unidade de conservação, o Instituto Brasília Ambiental também pode ser informado, por meio do telefone (61) 99224-7202, que funciona 24 horas.

Para que a população mantenha-se saudável, é preciso ingerir bastante líquido durante o dia, evitar exposição ao sol e atividades físicas nos períodos mais quentes e secos e umidificar os ambientes com bacias de água ou outros dispositivos para amenizar os desconfortos no organismo.


AGÊNCIA BRASÍLIA


Itamaraty quer anunciar doação de vacinas na Assembleia-Geral da ONU

 MUNDO

Contra o desgaste internacional do governo brasileiro, o Itamaraty quer que o presidente Jair Bolsonaro divulgue uma agenda positiva ao discursar nesta terça-feira, 21, na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Uma das medidas que diplomatas tentam fazer o presidente encampar e anunciar é a doação de vacinas contra covid-19 para nações da América Latina em piores condições de combate à pandemia, como Paraguai e Haiti, segundo assessores que participam da elaboração do discurso.

VSR: o pouco conhecido vírus que se espalha entre crianças no mundo e também no Brasil

SAÚDE

  • Sophie Hardach
  • BBC Future

No início de 2021, a equipe do Hospital Infantil de Maimonides, no Brooklyn, em Nova York (EUA), começou a experimentar uma cautelosa sensação de alívio. Os casos de covid-19 na cidade estavam em queda. Como efeito colateral do distanciamento social, uso de máscaras e lavagem constante de mãos, notava-se também a queda de outras infecções virais, como a gripe. Mas eis que, em março, um número crescente de crianças e bebês começou a chegar ao hospital com dificuldade para respirar.

Eles haviam sido infectados com o VSR, sigla de vírus sincicial respiratório, uma infecção comum no inverno e causadora de problemas pulmonares. Naquela época, fim do inverno no hemisfério Norte, os casos de VSR deveriam estar minguando, mas em vez disso estavam crescendo.

Nos meses seguintes, casos de VSR fora de temporada abalaram o verão em lugares tão distantes entre si quanto o sul dos EUA, a Suíça, o Japão e o Reino Unido. No Brasil, os mais recentes boletins InfoGripe, da Fiocruz, também citam o aumento no número de casos de VSR, presente em todo o país, com maior incidência registrada nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O estranho comportamento do vírus parece ser uma consequência indireta da pandemia de covid-19, dizem médicos. No ano passado, o isolamento social impediu sua circulação, mas, como resultado, muitas crianças não tiveram a oportunidade de criar imunidade contra ele.


Quando as medidas de isolamento foram relaxadas, o VSR se deparou com uma vasta população de bebês e crianças suscetíveis, causando surtos em momentos inesperados. Até então um vírus razoavelmente previsível, o VSR se tornou capaz de surpreender hospitais e famílias a qualquer momento do ano. Os surtos não sazonais sobrecarregaram equipes médicas, colocaram famílias em alerta e mostrou o quanto a covid-19 e as reações associadas a ela estão redesenhando o mundo.

Em alguns lugares, equipes médicas viveram momentos traumáticos.

VSR

CRÉDITO,GETTY IMAGES

Legenda da foto,

Vírus Sincicial Respiratório em geral produz quadros semelhantes a um resfriado, mas em alguns casos pode provocar bronquiolite em crianças pequenas

"Nossa UTI voltou a ficar sobrecarregada, desta vez não com covid, mas com outro vírus", relembra Rabia Agha, diretora do setor de doenças infecciosas pediátricas do Hospital Maimonides. No pico do surto em nova York, no início de abril, a maioria das crianças internadas na UTI tinham se infectado com o VSR.

Ao redor do mundo, o vírus avançou sobre populações de crianças que, até então, estavam havia meses protegidas de doenças infecciosas.

"Foi uma surpresa. Sabíamos que havia algo em que prestar atenção, mas não sabíamos que seriam tantas (crianças doentes)", afirma Christoph Berger, chefe do departamento de doenças infecciosas e epidemiologia do Hospital Universitário Infantil de Zurique, na Suíça.

Ali, as infecções de VSR geralmente sobem em janeiro e zeram entre junho e agosto, meses de verão. Neste ano, porém, não houve casos no inverno - em vez disso, a infecção começou a crescer em junho e alcançou 183 casos em julho, muito além dos índices de invernos anteriores.

"Ficamos lotados, todos os leitos ocupados, o que é um desafio", diz Berger a respeito da situação em julho.

Para os hospitais infantis da cidade suíça, o VSR virou um problema maior do que o coronavírus havia sido no país no verão. "Não tivemos quase nenhum caso de covid-19 naquele período", diz Berger. As poucas crianças que chegaram ao hospital com quadro de covid-19 se recuperaram rapidamente. "As que tinham VSR tiveram que ficar mais tempo (no hospital)", afirma.

A infecção pelo VSR, por si só, não é causa para preocupação. Segundo o Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC), a maioria das crianças vai ser infectada pelo vírus antes dos dois anos. Na maioria dos casos, o quadro será semelhante ao de um resfriado, com coriza e tosse, e a recuperação se dá por conta própria.

Mas, em alguns bebês e crianças pequenas, o vírus pode causar bronquiolite, uma inflamação nos brônquios pulmonares, causando dificuldades para comer e respirar.

Em torno de 1% a 2% de bebês com menos de seis meses precisam ser hospitalizados e tratados com suplementação de oxigênio por máscaras ou tubos nasais. Em alguns casos, também é necessário uma sonda alimentar. Com essas intervenções, a maioria das crianças melhora em questão de dias.

Antes da pandemia de coronavírus, os hospitais costumavam se preparar para surtos de VSR antes do inverno. A maioria dos casos de risco, como de bebês prematuros e os com comorbidades pulmonares e cardíacas, eram protegidos com uma dose de anticorpos palivizumabe, que precisa ser administrada mensalmente durante os meses de atividade do VSR - mais um motivo pelo qual a preparação antecipada ao vírus é tão importante.

Criança com máscara de oxigênio

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Em geral, quando as crianças adoecem com o VSR, tratamento consiste em suplemento de oxigênio

A pandemia bagunçou esse ritmo sazonal, bem como seu papel na imunidade infantil.

"Com as medidas que tínhamos contra covid-19 (...), uma temporada de VSR foi pulada. E se você pula uma, não está produzindo anticorpos contra ele, e mães não estão produzindo anticorpos que são passados aos seus bebês", diz Agha.

Como resultado, esses bebês podem estar particularmente vulneráveis ao VSR quando a sociedade se reabre. Dados de diferentes países sustentam a ideia de vácuo de imunidade por conta de uma temporada "pulada". "O maior aumento relativo de casos é entre crianças de um ano de idade que 'perderam' uma temporada de VSR no outono/inverno passado", disse por e-mail à BBC a Agência de Saúde Pública britânica ao descrever o avanço dos casos no verão em partes da Inglaterra.

Esse salto de uma temporada aumenta o grupo de bebês e crianças suscetíveis porque ficaram isoladas, bem como os bebês nascidos desde então. Isso torna o surto viral mais poderoso. Em Tóquio, pesquisas identificaram o maior crescimento anual em casos de VSR desde que o monitoramento começou, em 2003.

Para além das circunstâncias da pandemia, outros aspectos desse cenário viral envolvendo o VSR ainda não foram esclarecidos, como por que o vírus (mas não o da gripe) avançou quando o isolamento social foi relaxado.

O padrão dessa variação sazonal do VSR também varia de país para país. Agha e sua equipe no Brooklyn observaram que o surto ali foi incomumente severo, afetando crianças bem mais novas do que o comum e forçando a internação de várias delas na UTI. Mas na Austrália, por exemplo, o grupo afetado foi mais velho do que de costume.

Criança tomando injeção

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Crianças sob risco maior de VSR podem ser protegidas com injeção de anticorpos

Uma grande questão é qual será o padrão para os próximos meses, uma vez que surtos no verão não necessariamente impedem ressurgimentos da doença nos meses mais frios. Em algumas partes do mundo, tem havido um aumento somente agora, no outono do hemisfério Norte.

"O VSR e a bronquiolite causada por ele são, com certeza, o motivo da preparação dos hospitais infantis", diz Sophia Varadkar, vice-diretora médica e neurologista pediátrica no Hospital Infantil Great Ormond Street, em Londres.

Ali, os casos têm começado a subir, e ela prevê a chegada de mais pacientes nas próximas semanas.

Para pais e cuidadores de bebês, o VSR pode resultar em uma preocupação maior do que com a covid-19, diz Varadkar. "A covid em crianças, de modo geral, não foi um problema significativo. Não adoeceu tantas. O VSR é potencialmente um mal maior, afetando mais crianças, e sabemos que ele pode adoecer os bebês pequenos."

Com a reabertura das escolas, vírus como o VSR terão mais oportunidades de espalhar. Mas o comportamento dos adultos pode ser mais crucial. Na Suíça, creches e grupos infantis se mantiveram em funcionamento durante o inverno, e crianças pequenas não usavam máscaras. A despeito disso, quase nenhuma criança adoeceu com o VSR ou de gripe durante o inverno - e o motivo provavelmente foi que as medidas sanitárias adotadas pelos adultos ajudaram a proteger as crianças.

"As pessoas sempre dizem que as crianças infectam os adultos, mas, se você pensar bem, não foi o caso - foi o oposto disso", diz Berger. "Quando adultos e crianças mais velhas usam máscaras, mantêm o distanciamento social e lavam suas mãos, não vemos nem gripe nem VSR. E quando eles arrefecem nesses controles, o vírus volta a circular, e mais crianças pequenas vão parar no hospital."

Mesmo apesar do surto no verão, hospitais do hemisfério Norte permanecem em alerta. "Não tenho a menor ideia de como vai ser - se já passaram todos os casos ou se veremos uma nova onda no inverno", prossegue o médico.

Lavagem cuidadosa de mãos e distanciamento de bebês vulneráveis de pessoas com coriza ou tosse pode ajudar na prevenção. Essas medidas também ajudam a achatar a curva de um surto de VSR, dando aos hospitais a capacidade de suportar aumentos na demanda.

"Para a maioria das crianças, o VSR só causará um adoecimento leve, que pode ser tratado pelos pais, porque elas só precisarão de conforto, alimentação mais frequente, paracetamol se tiverem febre e só", diz Varadkar.

Mas se o bebê apresentar dificuldade em respirar ou mamar, ou se os pais sentirem que algo simplesmente não vai bem, eles devem procurar atendimento médico, afirma ela.

No Hospital Infantil Maimonides, em Nova York, o pico de casos do VSR passou. Mas Agha enxerga uma lição maior para os hospitais que estão se adaptando a um mundo pós-covid.

"O que isso nos ensinou foi que você precisa estar preparado", diz a médica. "Não viemos os mesmos tempos de dois anos atrás. A vida mudou, o mundo mudou, e esses vírus estão evoluindo e se comportando de modo inesperado.


BBC FUTURE