MUNDO
Mais de 90 pessoas também ficaram feridas. Ataque ocorreu em duas etapas e as mortes ocorreram quando um segundo drone voltou a atacar o local, 30 minutos após o primeiro.
A tática, conhecida como "double tap", é considerada um crime de guerra, por atingir com frequência equipes de resgate, jornalistas e outros civis em geral, que são alvos ilegítimos segundo a Convenção de Genebra. Israel, por exemplo, foi acusado frequentemente de lançar mão de ataques semelhantes em Gaza e no Líbano.
Segundo o governador da região, Oleksandr Hanzha, seis crianças estão entre os mais de 90 feridos.
"Vinte e uma pessoas estão em estado grave, incluindo uma criança", disse ele, também no Telegram.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram equipes de resgate correndo para ajudar pessoas com ferimentos e sangrando na rua, enquanto uma coluna de fumaça saía do edifício.
O presidente ucraniano chamou o bombardeio de "absolutamente cínico e desprezível" e voltou a pressionar os aliados, como fez no dia anterior, após uma imensa ofensiva russa contra Kiev.
"Ataques como esse são simplesmente atos de terrorismo. E o mundo precisa reagir de forma correspondente, exercendo pressão real sobre o agressor", cobrou.
Ataque na quinta atingiu creche e hospital infantil.
Na madrugada de quinta-feira (20), um ataque da Rússia em larga escala à capital da Ucrânia, Kiev, e seu entorno matou 15 pessoas e atingiu uma escola, um hospital infantil, uma creche e pelo menos 30 edifícios.
Em post na rede social Telegram, Zelensky postou fotos de alguns dos alvos atingidos e lamentou a morte de civis no que classificou como "um dos mais cínicos e calculados" bombardeios russos.
O Ministério da Defesa russo confirmou o ataque, mas afirmou ter atingido instalações que produzem componentes para drones, um depósito militar e um centro de logística.
De acordo com o líder ucraniano, a Rússia usou diferentes tipos de mísseis e 168 drones em sua ofensiva, e boa parte foi interceptada pelas Forças Armadas do país. No entanto, Zelensky aproveitou para voltar a pressionar os aliados, os países europeus e os Estados Unidos, por sistemas de defesa antiaérea Patriot.
"A maior ameaça é a dos mísseis balísticos. E isso depende inteiramente do fornecimento de mísseis para os sistemas Patriot destinados à Ucrânia, o que significa que depende dos parceiros do nosso Estado. Não se pode simplesmente observar em silêncio, com indiferença e inação, enquanto os russos destroem vidas", criticou.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, respondeu a mensagem em um post na rede social X. Disse que estava trabalhando com os Estados-membros e parceiros para fornecer à Ucrânia recursos antibalísticos como "a mais urgente das prioridades".
Fonte G1












