sábado, 18 de janeiro de 2020

coletivas deve continuar em eleições deste ano



Estudo foi feito pela Rede de Ação Política pela Sustentabilidade

Publicado em 18/01/2020 - 12:15
Por Letycia Bond - Repórter da Agência Brasil  São Paulo
Dinâmica crescente no Brasil, a candidatura mediante a formação de chapas coletivas e a proposição de mandato compartilhado deve se manter nas eleições deste ano. Assim avalia o administrador e professor universitário Leonardo Secchi, que coordenou um estudo sobre o assunto, divulgado pela Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps).
No volume intitulado Mandatos Coletivos e Compartilhados: Desafios e possibilidades para a representação legislativa no século XXI, o grupo de pesquisadores pontua que, no Brasil, há um aceno para esse estilo de governar desde a década de 1990. Um mapeamento da equipe identificou um total de 110 candidaturas no Brasil, entre os anos de 1994 e 2018.
Os agrupamentos tinham origem em 17 estados da federação, com vinculação a 22 partidos. Ao todo, as chapas angariaram 1.233.234 votos, sendo que 32 delas derrotaram seus adversários nas urnas.
Em São Paulo, a Bancada Ativista foi a primeira candidatura coletiva a se eleger, em 2018. Como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admite tal participação somente quando representada nas urnas por um dos membros, indicou-se a jornalista Mônica Seixas (PSOL) para responder em nome de todos.
Segundo Leonardo Secci, hoje os brasileiros endereçam muitas contestações àqueles que chegam ao poder, por sentir que não há representatividade. A população, diz ele, tem reclamado que os eleitos não seguem a "vontade das ruas" nos mandatos. Por isso, a projeção é de que haja um incremento na parcela de candidatos que pretendem governar com essa qualidade.
No pleito de outubro, serão eleitos prefeitos e vereadores. De acordo com o TSE, o eleitorado do país somava mais de 147 milhões de pessoas, nas últimas eleições, em 2018.
"Isso tem gerado essa tal de crise em dois sentidos: a de criar novas estratégias ou, então, a da radicalização de discursos de uma retomada de ideologia", afirma o acadêmico, que leciona na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), instituição de ensino que também apoiou o projeto, em companhia do Instituto Arapyaú. "Essas duas tendências vão ser sentidas, agora em 2020, no mundo e no Brasil também."
Em entrevista concedida à Agência Brasil, Secchi pontuou ainda que, em oposição à ideologia, se encontra outra forma que os governantes podem assumir: definir ações e politicas públicas com base em "evidências, análise, dados", mensuração de "custo-benefício e impacto social" e, por conseguinte, accountability, termo em inglês que tem relação com a prestação de contas e a transparência dos atos tomados pelos gestores públicos. "Acredito que o Brasil esteja muito avesso a tudo para que se tenha que pensar demais. As pessoas têm respostas rápidas, muito contundentes e veem a análise como cortina de fumaça", argumenta.

Associações no exterior

A obra editada pela Raps também lista exemplos de iniciativas observadas em outros pontos do globo. Um deles é o partido político Demoex, que foi fundado em 2002, por alunos e por um professor de filosofia chamado Per Norbäck, em uma escola secundária na cidade de Vallentuna (Suécia). Desacreditando no sistema político então existente, decidiram lançar suas próprias propostas a partir de um partido local composto por eles, já que a Suécia reconhece esse tipo de agremiação política.
"O Demoex/Direktdemokraterna chegou a ter 273 membros ativos e utilizou uma ferramenta de incentivo à participação, compartilhando parte do salário parlamentar com aqueles que fossem mais assíduos nos debates e nas votações on-line", diz trecho dos pesquisadores, que adicionam que essa pode ser considerada a primeira experimentação contemporânea de sucesso de mandato compartilhado.
Edição: Bruna Saniele
POR ; Agência Brasil

Água mineral vira artigo de luxo com crise de contaminação no Rio





Preço do produto dobrou desde o início do ano por causa da crise da contaminação da Estação de Tratamento de Guandu com geosmina

Água mineira sumiu de muitas prateleiras no Rio


Água mineira sumiu de muitas prateleiras no Rio

A8SE
A venda de água mineral dobrou no Rio desde o início do ano por causa da crise da contaminação da Estação de Tratamento de Guandu com geosmina, substância orgânica formada por algas. Esse material dá gosto e cheiro de terra ao produto que sai das
torneiras. Com isso, houve uma repentina corrida aos mercados e o produto já some das prateleiras.

torneiras. Com isso, houve uma repentina corrida aos mercados e o produto já some das prateleiras.
Ontem, nos principais supermercados de Copacabana, zona sul, só havia água mineral importada. Havia versões francesa, italiana ou dinamarquesa do produto, a preços altos, a partir de R$ 21 a garrafa de 750 ml. "As pessoas saem até no tapa dentro dos mercados para conseguir uma garrafa de água mineral que não seja importada", diz o jornaleiro Julio Bruno, que vende água e refrigerante em sua banca. A Polícia vai apurar denúncias de cobrança de preços abusivos.
por ; AGÊNCIA DO ESTADO DO RIO JANEIRO


















EUA aumentam vigilância em aeroportos após vírus na China



FILE PHOTO: International travelers arrive at John F. Kennedy international airport in New York City, U.S., February 4, 2017.  The United States is screening visitors from Wuhan, China at JFK and at airports in Los Angeles and San Francisco  for
 Reuters/Brendan McDermid/Direitos reservados
Autoridades americanas do setor da saúde estão incrementando as verificações de viajantes por causa da possibilidade de infecção pelo coronavírus, possível causador de um surto de pneumonia na cidade chinesa de Wuhan.
Os Centros para Prevenção e Controle de Doenças informaram que a partir de 17 de janeiro estão sendo implementadas verificações mais rigorosas em três aeroportos internacionais do país (Nova York, São Francisco e Los Angeles). As autoridades estão concentrando os esforços em passageiro que chegam por meio de voos diretos ou de conexões com origem em Wuhan.
Milhões de chineses vão viajar durante a semana de feriados do Ano Novo Lunar, que tem início no dia 24 de janeiro, sendo que a previsão é de que muitos deles estejam  seguindo para os Estados Unidos.
Autoridades do órgão americano dizem acreditar que mais de 5 mil pessoas serão submetidas à verificação mais detalhada nesses três aeroportos.
EBC; Agência Brasil

Mega-Sena deve pagar R$ 27 milhões neste sábado


LOTERIAS

Mega-Sena, loterias, lotéricas

O concurso nº 2.225 da Mega-Sena deste sábado (18) pode pagar R$ 27 milhões para a aposta que acertar as seis dezenas. Segundo a Caixa, a probabilidade de acerto com apenas um bilhete é de 1 para cada 50.063.860.
As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) de hoje em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país e também pela internet. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.
por; Agência Brasil  Brasília.

Abacate ajuda a reduzir o colesterol e previne doenças no coração

AGRICULTURA 
Estudos apontam que fruto tem nutrientes que servem como antioxidante em defesa do organismo


Resultado de imagem para Consumo per capita no Brasil é de 0,301 gramas por ano, segundo o IBGE (Foto: Sítio Wanderley Momesso)
Consumo per capita no Brasil é de 0,301 gramas por ano, segundo o IBGE (Foto: Sítio Wanderley Momesso)



Quer melhorar a saúde de um jeito simples e saudável? Então, você precisa incluir o abacate na dieta. Estudos têm apontado que o consumo do fruto ajuda a reduzir o colesterol, a perder peso e a prevenir doenças graves como o câncer.Uma das pesquisas é do professor Debasish Bandyopadhyay, que analisou em 2017 o desenvolvimento de medicamentos sintético e natural dos componentes dos frutos. Segundo ele, a casca da semente do abacate tem compostos químicos que podem combater tanto o câncer quanto problemas cardíacos.

O médico ortopedista, nutrólogo e pesquisador Marco Antônio de Aguiar vai além. Explica que os fitonutrientes presentes no abacate servem como antioxidante em defesa do organismo.

 “O abacate é uma das melhores fontes de glutationa e oferece proteção contra diversos tipos de câncer como, por exemplo, o oral e o de garganta”, afirma.
Gordura do bem


Mas se as vantagens são tantas, por que o consumo per capita no Brasil ainda é de apenas 0,301 gramas por ano, conforme o IBGE? Para a nutricionista especializada em emagrecimento, cuidados com a obesidade e saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Sheila Basso, um dos motivos é o alto valor calórico do abacate.Mas, segundo ela, poucas pessoas sabem que a maior parte da gordura encontrada no fruto é, na verdade, benéfica à saúde. A nutricionista compara o óleo do abacate com o de oliva. “Sua semelhança com o óleo de oliva se deve às propriedades físico-químicas, principalmente pela composição dos ácidos graxos e com a predominância nos ácidos oleico e linoleico”, ressalta.A química e escritora Conceição Trucom, que recentemente lançou o livro “Amo Abacate”, afirma que não há contraindicação para o consumo do fruto. “Quando se consome o abacate com ervas, como salsa, cebolinha e manjericão, podemos eliminar a hipótese da formação de gases, além de dar sabor e riqueza funcional e nutricional”, explica.



























































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































Estudos apontam que fruto tem nutrientes que servem como antioxidante em defesa do organismo




Quer melhorar a saúde de um jeito simples e saudável? Então, você precisa incluir o abacate na dieta. Estudos têm apontado que o consumo do fruto ajuda a reduzir o colesterol, a perder peso e a prevenir doenças graves como o câncer.

Uma das pesquisas é do professor Debasish Bandyopadhyay, que analisou em 2017 o desenvolvimento de medicamentos sintético e natural dos componentes dos frutos. Segundo ele, a casca da semente do abacate tem compostos químicos que podem combater tanto o câncer quanto problemas cardíacos.





O médico ortopedista, nutrólogo e pesquisador Marco Antônio de Aguiar vai além. Explica que os fitonutrientes presentes no abacate servem como antioxidante em defesa do organismo. “O abacate é uma das melhores fontes de glutationa e oferece proteção contra diversos tipos de câncer como, por exemplo, o oral e o de garganta”, afirma.











































































































































































Gustavo Henrique e Pedro Rocha são apresentados à torcida do Fla


Esportes
Reforços para 2020, zagueiro e atacante foram ao Maracanã antes da partida contra o Macaé, pela estreia do Flamengo no Campeonato Carioca


Pedro Rocha e Gustavo Henrique, reforços do Flamengo para a temporada

Lance
Antes da bola rolar para Macaé e Flamengo no Maracanã, na abertura da Taça Guanabara, Gustavo Henrique e Pedro Rocha foram ao gramado e tiveram o primeiro contato com a Nação em sua "nova casa", na tarde deste sábado.
Tanto o zagueiro, ex-Santos, quanto o atacante, ex-Cruzeiro, tiveram seus nomes cantados pela torcida presente, que agora aguarda a estreia da dupla.
Gustavo Henrique e Pedro Rocha já estão trabalhando no Ninho do Urubu desde a última segunda-feira. Como se apresentaram uma semana depois do grupo que está à disposição do técnico Maurício Souza para a disputa do primeiro turno do Estadual, a dupla ainda está realizando treinos específicos.


A tendência é de que ambos continuem com a programação especial nesta semana e, no dia 27, se juntem aos principais nomes do elenco profissional, que retornam das férias. O técnico Jorge Jesus, por sua vez, volta ao Rio de Janeiro nesta segunda após aproveitar o período de férias em Portugal.
    • R 7














Cultivo de manga é destaque no norte da Bahia; estado é o 2º maior produtor de frutas do país


Brasil
Juazeiro (130.488 mil toneladas) e Casa Nova (54.859 mil toneladas) ocupam o topo da lista no cultivo da manga.



A Bahia é o segundo maior produtor de frutas do país, com mais de 3,3 milhões de toneladas ao ano, ficando atrás apenas de São Paulo. O norte baiano é uma dos principais fornecedores de fruta do país.

Nesta terça-feira (21), a TV Bahia exibiu a segunda reportagem do projeto "Avança", que trata sobre o desenvolvimento econômico do estado, e mostra segmentos que são destaque, setores com alta produtividade, exemplos de negócios e utilização de tecnologia.

De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado também é o maior produtor de manga do país, com cerca de 281 mil toneladas por ano. Juazeiro (130.488 mil toneladas por ano) e Casa Nova (54.859 mil toneladas por ano) ocupam o topo da lista das cidades brasileiras que lideram o cultivo da fruta.

Cultivo de manga se destaca no norte da Bahia e cidades como Juazeiro e Casa Nova aparecem em topo de lista — Foto: Divulgação


Cultivo de manga se destaca no norte da Bahia e cidades como Juazeiro e Casa Nova aparecem em topo de lista — Foto: Divulgação

Além da manga, a região se destaca na produção estadual de melão. São cerca de 32 mil toneladas ao ano, o que corresponde a 52% da produção baiana.

Na fazenda da família da empresária Andrea Otsuka Marques é produzida manga em uma área de 300 hectares. A propriedade chega a produzir, por ano, uma média de 13 mil toneladas da fruta, que passa por um processo de controle e qualidade.

As mangas são levadas em caixotes a um galpão e o cuidado continua na lavagem, na secagem e no processo de embalagem das frutas.

Na safra, que vai de agosto a dezembro, a empresa chega a empregar 500 pessoas. As mangas que os trabalhadores da fazenda embalam abastecem muitos países, principalmente da Europa. A Bahia também é o maior exportador de goiaba. São vendidos mais de R$ 91 milhões por ano.

Projeto de irrigação


Há mais de quatro décadas a irrigação viabilizou a agricultura no norte da Bahia e mudou o cenário no campo, resultando em números positivos para a economia, além do desenvolvimento da região de Juazeiro.

Entre os projetos de irrigação no norte do estado está o Maniçoba, que com as águas do Rio São Francisco, irriga as plantações de frutas, como manga e uva.

Mais de 600 produtores rurais exploram os 9 mil hectares irrigados pelo Projeto Maniçoba, uma área equivalente a mais de 12 mil campos da Arena Fonte Nova, principal estádio da capital baiana.

Capacitação


Devido a grande produção de frutas em Juazeiro, a cidade do norte da Bahia ganhou um centro de excelência em fruticultura, que oferece cursos técnicos a quem quer ingressar no mercado e orientação aos produtores.

"Para a pessoa poder se qualificar para exportar, é preciso estar muito bem tecnificado e tem que cumprir todas as questões de sustentabilidade, que e a segurança alimentar, respeito ao meio ambiente, responsabilidade social. Isso ajuda a ele, não só a exportar muito mais, mas também ajuda ele no mercado brasileiro", disse o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas, Luiz Barcelos.

O estudante Mário Augusto Passos, que trabalha no entreposto comercial de frutas e verduras de município, resolveu apostar no curso técnico em fruticultura.

"Aqui só tem a agregar valor, quando você puder concluir e sair para colocar em prática poder fazer prevalecer aquilo que nos foi mostrado detalhadamente com cada módulo aplicado", disse ele.

G 1





















































Vinhos de altitude de SC: duas décadas e futuro promissor com o enoturismo

Brasil


Uvas da Vinícola Monte Agudo em 2019

Uvas da Vinícola Monte Agudo em 2019 Foto:Divulgação

Com apenas 1,12% da área territorial do Brasil, Santa Catarina tem uma trajetória agrícola afinada com a frase “Nesta terra, em se plantando, tudo dá”, da carta de Pero Vaz de Caminha, a primeira escrita sobre o Brasil. Foi assim com o plantio de parreiras viníferas e com muitas outras culturas no Estado.
Ao tomarem conhecimento sobre pesquisa da Epagri de que em São Joaquim, um dos municípios mais frios do Brasil, havia condição climática favorável ao cultivo de uvas viníferas europeias, quatro empresários catarinenses apreciadores de vinhos, Acari Amorim, Robson Abbdala, Nelson Essemburg e Francisco Brito, decidiram investir na atividade. Adquiriram área de 87 hectares no distrito de Lomba Seca do município serrano em 1999 e começaram a plantar parreiras em novembro daquele ano. A qualidade dos primeiros vinhos – com acidez, leveza e pouca doçura - surpreendeu. Daí nasceu a vinícola Quinta da Neve.
Isso motivou outros empresários e profissionais liberais do Estado, Brasil e até do exterior a fazer o mesmo. A vitivinicultura se desenvolveu na Serra e região do Contestado, resultando em vinhos e espumantes com “terroir” diferenciado. Hoje, SC conta com cerca de 35 vinícolas de altitude, a maioria em São Joaquim.
- Não foi fácil conquistar em apenas 20 anos o reconhecimento que alcançamos, com muitas premiações. Os produtores são movidos pela paixão porque são muitas as dificuldades. Uma delas é a alta carga tributária – alerta Acari Amorim.
Segundo ele, o enoturismo impulsiona o desenvolvimento ao incentivar diversas atividades, por isso o vinho, a exemplo da maioria dos países, deveria ser tributado como um alimento e não como bebida alcoólica, com mais de 50% de impostos, como hoje.
Essa posição é compartilhada pelo presidente da Vinhos de Altitude – Produtores Associados, José Eduardo Bassetti. Para ele, a retirada da substituição tributária (pagamento antecipado de ICMS) ajuda, mas, mesmo assim, o setor sofre com o incentivo à importação porque pelos portos de SC a alíquota de importação de vinho é 4%. A inclusão do setor no Simples também ajuda, mas nem todas empresas estão nessa categoria. Por isso, o esforço para uma menor tributação.

Precursores:

Acari Amorim (E), Nelson Essemburg e Robson Abbdala
(Foto: )

A vinícola Quinta da Neve, por ser pioneira na vitivinicultura de altitude de SC, pôde escolher uma das regiões mais favoráveis para instalar seus pomares. A Lomba Seca, em São Joaquim, é um local de pouca chuva, frio, ideal para cultura da uva. Para marcar os 20 anos da vinícola e as duas décadas do setor, o brinde de três dos quatro fundadores – Acari Amorim (E), Nelson Essemburg (C)e Robson Abbdala (D) , no final de 2019, na Decanter Florianópolis, foi com o mais premiado vinho da casa, o Pinot Noir 2005. Atualmente, seguem sócios da vinícola Amorim e Abbdala. Nelson e Francisco Brito venderam as participações para a família Hermann.
Vinícolas boutique
O que diferencia os vinhos e espumantes de altitude da Serra catarinense é o perfil do negócio. Enquanto em algumas regiões se produz em grande quantidade, as vinícolas de SC são do tipo boutiques, que elaboram os produtos de forma manual. Um dos pontos altos é a seleção das frutas: somente grãos saudáveis são colocados para vinificação. Conforme Acari Amorim, não entram grãos estragados nem o caule verde do cacho de uvas. O resultado final são vinhos com melhor sabor, percebido por apreciadores da bebida de qualquer lugar do mundo.
Números do setor
As duas décadas que colocaram Santa Catarina no mapa dos vinhos finos de altitude somaram 35 vinícolas que cultivam em torno de 700 hectares de parreiras, oferecem 2 mil empregos entre diretos e indiretos e elaboram de 1,2 milhão a 1,5 milhão de garrafas/ano. A região com altitude entre 900 e 1.200 metros conta com 32 municípios.
Enoturismo e potencial
O presidente da Vinhos de Altitude – Produtores Associados, José Eduardo Bassetti, fundador e sócio da vinícola Villaggio Bassetti, de São Joaquim, lembra que quando a Santur, estatal catarinense de projeção do turismo começou a registrar números do enoturismo da Região Sul do país, enquanto SC recebia cerca de 60 mil visitantes, a Serra gaúcha recebia 200 mil. Hoje, com o impulso da região geográfica reconhecida Vale dos Vinhedos, os gaúchos recebem 2 milhões de visitantes/ano e SC, 200 mil.
Vinícolas abertas
Nem todas as vinícolas catarinenses já contam com receptivo e outras atrações para receber visitantes. Atualmente, recebem turistas em São Joaquim as vinícolas D’Alture, Villa Francioni, Villagio Bassetti, Leone de Venezia e Monte Agudo. Em Bom Retiro está a Thera, em Campo Belo do Sul a Abreu Garcia, em Água Doce a Villagio Grando e em Treze Tilias, a Kranz. A lista de vinícolas de altitude inclui também, além da pioneira Quinta da Neve, a Hiragami, Pericó, Sanjo, Santa Augusta, Serra do Céu, Suzin, Tenuta, Terramilia, Villagio Conti, Cota Mil, Urupema e Taipa Mayer.
Falta de logística
As reclamações sobre a falta de logística para chegar até a belíssima região dos vinhos de altitude de SC é geral. O presidente da associação alerta que o bom seria privatizar a BR-282, incluindo melhorias nos trechos mais lentos. Além disso, defende o início das atividades do aeroporto de São Joaquim e do Aeroporto Regional de Lages, em Correia Pinto. Também destaca que falta concluir a Rodovia da Neve, que permitiria, em menos de duas horas, fazer o trajeto São Joaquim-Serra Gaúcha. Os acessos às vinícolas também são ruins e em São Joaquim, por exemplo, há falta de hotel, de Uber e de vans.
7ª Vindima de altitude
O setor organiza mais uma Vindima de Altitude, a festa da colheita da uva, no mês de março. O lançamento será dia 13 de fevereiro, em Florianópolis, na sede do Sebrae/SC. A festa vai começar dia 1º de março e, novamente, será na Praça Cesário Amarante. A expectativa era de fazer no Parque da Maçã, mas a reforma do mesmo não ficará pronta para março. Durante a vindima, o setor recebe o maior número de visitantes. Um dos desafios é a falta de hotel, mas o Airbnb opera em São Joaquim e a rede hoteleira da região também atende.
Enoturismo e PIB
São Joaquim, apontado como o município que produz a melhor maçã do mundo, também ganha fôlego na economia com o enoturismo, que tem impacto direto e indireto em diversos setores econômicos. Acari Amorim gosta de lembrar que, quando a vitivinicultura estreou, São Joaquim era a quarta maior economia da Serra, atrás de Lages, Correia Pinto e Otacílio Costa. Com o avanço das videiras, vinhos e enoturismo, subiu para a segunda posição na região. Em 2011, o PIB de São Joaquim, segundo o IBGE estava em R$ 309,7 milhões. Em 2017, último apurado, chegou a R$ 858,5 milhões, uma alta de 177% em seis anos.
Acordo Mercosul-EU
Um desafio do setor, a longo prazo, é a prometida entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia. Se for efetivado o acordo, os vinhos europeus devem ficar cerca de 30% mais baratos no Brasil e isso vai exigir um esforço grande para redução de custos. Por esse motivo também o setor, no Brasil, luta por uma redução da carga tributária. Afinal, só a ajuda do fundo prometido pelo Ministério da Agricultura não será suficiente.
A melhor uva
Para fazer bons vinhos e espumantes é preciso uva de qualidade e a que melhor se adapta em cada região. Desde o início, o polo vitivinícola da Serra catarinense cultiva variedades europeias renomadas como Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Merlot, Sangiovese, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Montepuciano, Touriga Nacional e outras. Mas, segundo o empresário Acari Amorim, a uva que melhor se adaptou à região de frio de Santa Catarina é a Montepuciano. Já são elaborados vinhos com essa uva, mas o consumidor ainda está acostumado às variedades tradicionais, como Cabernet Sauvignon e Merlot.

fonte:nstotal