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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

JBS diz que peste suína na China pode beneficiar exportadores do Brasil e dos EUA

AGRO
Doença contagiosa tem causado o abate de animais no país asiático.

Até outubro, 200 mil porcos haviam sido abatidos na China por conta da peste suína africana — Foto: Reprodução/Globo Rural Até outubro, 200 mil porcos haviam sido abatidos na China por conta da peste suína africana — Foto: Reprodução/Globo Rural
Até outubro, 200 mil porcos haviam sido abatidos na China por conta da peste suína africana — Foto: Reprodução/Globo Rural
O novo presidente-executivo da JBS afirmou nesta terça-feira (18) que o surto de um vírus que ameaça a produção de porcos na China pode ser um impulso para exportadores do Brasil e dos Estados Unidos.
Gilberto Tomazoni, que foi aprovado neste mês como novo presidente-executivo da processadora de carne, disse que o surto de peste suína africana na China pode mudar o cenário do comércio de proteínas. Ele fez os comentários durante evento organizado pela XP Investimentos.
Na semana passada, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) já tinha dito que os embarques de carne brasileira podem crescer no ano que vem em função do problema no país asiático.
Até outubro, 200 mil porcos haviam sido abatidos na China por conta da peste.
No Brasil, foi encontrado no Ceará um foco da peste suína clássica, outra doença contagiosa menos agressiva que também afeta os porcos, mas não é transmitida para humanos.

FONTE: REUTERS

terça-feira, 5 de setembro de 2017

POLÍTICA

Defesa de Temer pede ao STF acesso às novas gravações da delação da JBS

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Foto: Marcos Corrêa / Presidência da República/Divulgação
A defesa do presidente Michel Temer pediu nessa terça-feira (05) ao Supremo Tribunal Federal acesso às novas gravações da JBS. O procurador-geral, Rodrigo Janot, informou que novos áudios foram descobertos e que não haviam entrado no acordo, o que pode gerar a revisão dos termos, já que os empresários omitiram informação ao Ministério Público.

O pedido de Temer para ter acesso aos novos áudios será analisado pelo Ministro Edson Fachin, relator do caso.

Rodrigo Janot disse que se os benefícios dos delatores forem cancelados, as provas apresentadas devem ser mantidas. Mas a decisão final sobre a validade das provas cabe ao Supremo.

A defesa dos executivos da J&F, que controla a JBS, disse que tudo será esclarecido assim que a gravação for melhor examinada, provando que, segundo a nota, não houve qualquer tipo de contaminação que possa comprometer o ato de boa-fé dos colaboradores.

A defesa de Temer ainda entrou com outra ação para rever a decisão de Fachin que manteve Janot na condução do caso. Os advogados do presidente querem que o pedido para suspender Janot seja apreciado pelo Plenário do STF.

 EBC

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

BRASIL

Moraes nega pedido da OAB para 

destravar impeachment de Temer




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© AFP O ministro Alexandre de Moraes e o presidente Michel Temer (PMDB)



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)Alexandre de Moraes negou nesta quarta-feira mandado de segurança protocolado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para obrigar o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a analisar o pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB) apresentado pela entidade.
A íntegra da decisão, com os argumentos do ministro para rejeitar o pedido, ainda não foi divulgada. Moraes foi indicado para o posto no STF por Temer, de quem foi ministro da Justiça.
No dia 25 de maio, a OAB protocolou na Câmara o pedido de afastamento de Temer tendo como base a gravação de conversa entre ele e o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, durante reunião fora da agenda no Palácio do Jaburu. A gravação, parte da delação premiada firmada pelo grupo empresarial com o Ministério Público Federal, levou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a denunciar Temer ao STF por corrupção passiva. A denúncia acabou barrada na Câmara – com isso, o presidente só será alvo de inquérito quando estiver fora do cargo, a partir de janeiro de 2019.
A OAB alegou no pedido ao Supremo que a demora de Maia em processar o pedido representa “ato ilegal e omissivo”, ainda que a Constituição garanta ao presidente da Câmara a prerrogativa de fazer uma análise prévia sobre a aceitação de pedidos de impeachment do presidente da República e não estipule prazo para que ele faça isso.
Na segunda-feira, durante evento em São Paulo, Maia deu a entender que não irá se pronunciar sobre os pedidos de impeachment do presidente protocolados na Câmara – além do pedido da OAB, há outros 24 aguardando decisão do deputado.
Segundo ele, ao rejeitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente, a “Câmara já se decidiu sobre o assunto”. “A Cãmara já julgou os fatos que estão colocados na maioria dos processos. Se a gente ficar remoendo o mesmo assunto, eu acho que só vai gerar instabilidade para o Brsail”, disse.
(Com Agência Brasil)

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

BRASIL

JBS agiu de forma padronizada na véspera da delação de Batista, diz advogado

Resultado de imagem para O advogado Pierpaolo Bottini, que defende os empresários Joesley Batista e Wesley Batista, afirmou na noite de hoje (9), após depoimento dos irmãos na Superintendência da Polícia Federal (PF), que o grupo JBS não obteve vantagens com a compra de dólares e a venda de ações da companhia JBS às vésperas da delação premiada de Joesley. Os dois foram ouvidos nesta quarta-feira na sede da PF na capital paulista, em ação que investiga operações financeiras da empresa no período da delação premiada. Segundo o advogado, a empresa manteve o padrão histórico nas operações do período. “Há uma racionalidade técnica e econômica, a empresa age de uma forma padrão há inúmeros anos, e não há nenhuma movimentação brusca ou atípica nesse último período”, disse Bottini, em entrevista coletiva ao final do depoimento de Wesley, que teve início por volta das 14h e encerrou-se cerca de quatro horas depois. “Eles [Wesley e Joesley] deram datas, apresentaram as razões técnicas e econômicas pelas quais atuaram daquela forma e demonstraram que nenhuma das operações teve qualquer relação com a colaboração [delação] efetuada”, acrescentou. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os controladores da JBS podem ter evitado a perda de R$138 milhões com a venda de ações às vésperas da delação premiada dos executivos da companhia. A operação é conhecida como crime de insider trading, o uso indevido de informação privilegiada para obter ganhos no mercado financeiro. Para Bottini, a investigação sobre as movimentações financeiras do grupo JBS não terá impacto no acordo de delação. “Esses fatos, embora não tenham ocorrido, eles são estranhos ao acordo, não estão nos anexos do acordo. Portanto, ainda que isso ocorresse [a condenação pelo crime de insider trading] isso não afetaria a integralidade e a validade do acordo.” Pierpaolo Bottini acrescentou que serão apresentados à PF relatórios que mostram a “racionalidade econômica” das operações no período da delação.
Joesley Batista deixa sede da PF em São Paulo, após
prestar  depoimento   Rovena Rosa/Agência Brasil
O advogado Pierpaolo Bottini, que defende os empresários Joesley Batista e Wesley Batista, afirmou na noite de hoje (9), após depoimento dos irmãos na Superintendência da Polícia Federal (PF), que o grupo JBS não obteve vantagens com a compra de dólares e a venda de ações da companhia JBS às vésperas da delação premiada de Joesley. Os dois foram ouvidos nesta quarta-feira na sede da PF na capital paulista, em ação que investiga operações financeiras da empresa no período da delação premiada.

Segundo o advogado, a empresa manteve o padrão histórico nas operações do período. “Há uma racionalidade técnica e econômica, a empresa age de uma forma padrão há inúmeros anos, e não há nenhuma movimentação brusca ou atípica nesse último período”, disse Bottini, em entrevista coletiva ao final do depoimento de Wesley, que teve início por volta das 14h e encerrou-se cerca de quatro horas depois.
“Eles [Wesley e Joesley] deram datas, apresentaram as razões técnicas e econômicas pelas quais atuaram daquela forma e demonstraram que nenhuma das operações teve qualquer relação com a colaboração [delação] efetuada”, acrescentou.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os controladores da JBS podem ter evitado a perda de R$138 milhões com a venda de ações às vésperas da delação premiada dos executivos da companhia. A operação é conhecida como crime de insider trading, o uso indevido de informação privilegiada para obter ganhos no mercado financeiro.
Para Bottini, a investigação sobre as movimentações financeiras do grupo JBS não terá impacto no acordo de delação. “Esses fatos, embora não tenham ocorrido, eles são estranhos ao acordo, não estão nos anexos do acordo. Portanto, ainda que isso ocorresse [a condenação pelo crime de insider trading] isso não afetaria a integralidade e a validade do acordo.”
Pierpaolo Bottini acrescentou que serão apresentados à PF relatórios que mostram a “racionalidade econômica” das operações no período da delação.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

POLÍTICA

Centrão cobra punição a parlamentares 'infiéis' da base governista

Minervino Junior/CB/D.A Press
A reclamação contra os tucanos feita nos bastidores ainda durante a votação foi externada pelo deputado Laerte Bessa (PR-DF). "Tenham hombridade e devolvam os cargos", disse o parlamentar  Minervino Junior/CB/D.A Press

Deputados integrantes da base que se mantiveram fiéis ao presidente Michel Temer vão cobrar punição a partidos e parlamentares aliados que "traíram" o peemedebista e votaram favoravelmente à aceitação da denúncia por corrupção passiva oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele.

A principal reclamação virá de deputados do Centrão, grupo do qual PP, PR, PSD e PTB fazem parte e de quem Temer saiu ainda mais dependente após a votação de ontem.

A artilharia mais pesada será contra o PSDB, legenda que tem quatro ministérios, mas cuja maioria dos deputados votou nesta quarta-feira (2/8), pela aceitação da denúncia contra o presidente. Os fiéis vão cobrar que Temer retire dos tucanos o comando do Ministério das Cidades, hoje nas mãos do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE). A pasta é cobiçada principalmente pelas bancadas do PSD e do PMDB, partido de Temer, em razão da sua capilaridade política.

A avaliação de parlamentares do Centrão é de que os tucanos não podem comandar tantos ministérios importantes ao mesmo tempo em que fazem ameaças de desembarque e duras críticas a Temer desde que a delação da JBS atingiu o presidente. A reclamação contra os tucanos feita nos bastidores ainda durante a votação foi externada pelo deputado Laerte Bessa (PR-DF). "Tenham hombridade e devolvam os cargos", disse o parlamentar.

Nas rodas de conversa, deputados do Centrão e ligados ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já davam como certo que Temer vai tirar o PSDB do Ministério das Cidades. A principal aposta é de que a pasta vai para o PSD, que hoje comanda o Ministério das Comunicações, com Gilberto Kassab. Há quem acredite, porém, que Temer deverá manter a Secretaria de Habitação, que cuida do Minha Casa Minha Vida, com tucanos. 

Reação


Integrantes do Centrão marcaram uma série de reuniões para hoje, para avaliar o mapa de votações e organizar a reação. No Centrão, há parlamentares que querem, até mesmo, a saída do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. Ele é filiado ao PSB, partido cuja grande maioria da bancada votou contra Temer.

Dissidente, o ministro deve migrar para o DEM na próxima janela para mudança de partido sem risco de perder o mandato de deputado.

O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), afirmou que o momento é de "serenidade", mas defendeu que é preciso fazer uma avaliação criteriosa sobre o resultado da votação. "O momento é de avaliar o resultado com muito critério e respeito aos parlamentares que deram demonstração de lealdade ao presidente", afirmou o deputado, cujo partido não fechou questão e também deu votos contrários a Temer.

CB

sexta-feira, 28 de julho de 2017

ECONOMIA

Cade pode barrar negócio 

de Júnior Friboi

José Batista Júnior
José Batista JúniorFoto: Divulgação/Internet
Uma decisão judicial que levou José Batista Júnior -o Júnior Friboi- ao comando da JBS, em 2016, pode fazer o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidir que a compra do frigorífico Mataboi pela JBJ, empresa de Júnior, seja desfeita.

Júnior é irmão de Joesley e Wesley Batista, da JBS. O negócio foi consumado em 2014, mas só foi notificado ao Cade em 2016, contrariando a legislação que exige análise prévia do conselho. Por isso, as das empresas foram multadas. A transação, no entanto, ainda aguarda decisão.

Nesta sexta (28), o conselheiro relator do caso, Alexandre Macedo, deve pedir mais três meses para decidir seu voto antes de levá-lo a julgamento. Caberá a Macedo decidir se a operação deve ser desfeita porque, segundo a Superintendência-Geral do Cade, as duas empresas fazem parte do mesmo grupo econômico.

Procurada, a Mataboi não havia se pronunciado até a conclusão desta edição. A JBS informou não ter nenhuma relação societária com a JBJ. A JBS também poderá sofrer sanções por descumprimento de uma decisão anterior do Cade, que impôs limites de compras à JBS.

Alvo da Operação Greenfield, Joesley e Wesley tiveram de deixar o comando da JBS por decisão judicial em setembro. Durante o afastamento temporário, Júnior assumiu a presidência da JBS e do conselho de administração.

Júnior ficou um dia na função, mas foi o suficiente para que a Superintendência do Cade usasse o fato como forte evidência de que a JBJ e a JBS fazem parte do mesmo grupo econômico e que a JBJ estaria atuando de forma orquestrada na burla da decisão que impôs limites para compras de frigoríficos pela JBS.

Até a posse de Júnior na JBS, a área técnica do Cade já questionava se a relação de parentesco entre os controladores das duas empresas já não traria efeitos concorrenciais danosos ao mercado.

Júnior se retirou do capital da J&F em março de 2013 e do conselho da JBS logo depois. Seu pai, José Batista Sobrinho, fundador do grupo e acionista da JBS e de sua controladora , a J&F, foi acionista da JBJ até novembro de 2015.
Além disso, para os técnicos do Cade, embora não haja vínculo societário entre as empresas, Júnior seria herdeiro de Sobrinho, e isso gera conflito de interesse pois Júnior teria "direito sucessório".

FOLHAPRESS

sexta-feira, 21 de julho de 2017

POLÍTICA

JBS dará anexos sobre esquema de corrupção

A delação da JBS prevê que novos anexos sejam entregues em 120 dias a partir da assinatura
A delação da JBS prevê que novos anexos sejam entregues em 120 dias a partir da assinaturaFoto: Zanone fraissal/folhapress
A defesa dos delatores da JBS vai entregar, em setembro, à Procuradoria-Geral da República, cerca de 20 novos anexos que complementarão o acordo de colaboração premiada assinado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista e diretores do grupo. Os anexos são detalhamentos das histórias de corrupção contadas pelos executivos da empresa, que foram divididas em 14 temas.

Em cada tema há vários investigados. Os cerca de 20 novos anexos serão juntados a outros 44 que foram entregues aos procuradores no início do acordo de delação. 

Joesley Batista ficará responsável pela metade das cerca de duas dezenas de novos anexos. Ele promete relatar, entre outras coisas, o caminho da propina que diz ter pago a cada um dos 1.829 políticos de 28 partidos cujos nomes aparecem na lista da JBS recebendo mais de R$ 600 milhões de forma ilícita.

O empresário vai relatar o motivo das doações ilegais, como elas teriam sido pagas e as contrapartidas em relação a esses pagamentos. O irmão mais velho de Joesley, 
Wesley Batista, pretende fazer um relato sobre o suposto suborno de pelo menos 200 funcionários do Ministério da Agricultura, que fiscalizavam as empresas do grupo.

A JBS está fazendo um pente-fino em seus departamentos para colher histórias e provas de pagamentos ilegais a funcionários. Wesley vai falar que essa não era uma prática exclusiva da JBS, mas sim um caso de corrupção sistêmica. Segundo ele, todas as empresas do setor tinham que pagar os fiscais. 

A primeira leva de 44 anexos foi produzida pelos dois donos da JBS e cinco executivos da companhia. Além dos irmãos Batista, participam da elaboração o diretor de relações institucionais da J&F, Ricardo Saud, e o diretor jurídico do grupo, Francisco de Assis. Cada um deles prepara quatro anexos.

Francisco de Assis vai relatar casos envolvendo o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, o empresário Victor Sandri, que fazia a intermediação da empresa com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, e sobre a empresa offshore Blessed, que fica na Suíça. Assis vai fazer novos anexos sobre Cunha e Funaro para se adiantar a uma possível delações dos dois.

Fonte: Folhapress

segunda-feira, 17 de julho de 2017

ECONOMIA

Apesar de incerteza política, 

quatro empresas devem abrir 

capital em julho


Painel da Bolsa de São Paulo (B3). Foto: Nelson Almeida/AFP

Apesar da turbulência política, pelo menos quatro empresas mantêm os planos de abrir capital na B3 (antiga BM&FBovespa). O primeiro teste do mercado será hoje: é o último dia para os investidores reservarem ações da oferta inicial (IPO, na sigla em inglês) do Carrefour Brasil, que pode movimentar entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,6 bilhões. Com outras três operações programadas para sair até o fim do mês, o valor sobe para uma faixa entre R$ 8 bilhões e R$ 9,8 bilhões.
A concentração de ofertas neste mês está relacionada à percepção de que os investidores, em especial os estrangeiros, estão propensos a comprar papéis de estreantes na Bolsa, pois acreditam na retomada do crescimento.
— Os bancos envolvidos nas operações viram que há uma demanda por operações com essas características. Até maio a perspectiva era melhor. Mas agora o mercado assimilou a questão da delação da JBS e a crise política, e voltou o interesse pelas ofertas — diz o executivo de um banco de investimento que coordena algumas das operações em curso.

Outro fator para quatro ofertas em um único mês é porque o fim de julho é o limite para usar os dados dos balanços auditados do primeiro trimestre em uma oferta. Depois disso, é preciso atualizar toda a documentação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM, órgão que regula o mercado acionário brasileiro).
No entanto, para essas operações garantirem demanda, algumas empresas tiveram de fazer concessões. A Ômega Energia precisou mudar o prospecto da oferta e fará a sua listagem no Novo Mercado, segmento de maior nível de governança corporativa da B3. Essa oferta deve movimentar entre R$ 800 milhões e R$ 1,03 bilhão. De maior porte, o IPO do IRB Brasil deve movimentar entre R$ 1,7 bilhão e R$ 2,1 bilhões, um pouco abaixo do esperado. Na avaliação de Frederico Sampaio, diretor da gestora Franklin Templeton, esses ajustes são naturais.
— A demanda pela oferta vai depender da qualidade do ativo. Os investidores estão mais seletivos devido às incertezas atuais, então um ajuste de preço é natural — explica Sampaio, lembrando que Intermédica e Tivit optaram por não ajustar e suspenderam os IPOs.

Tanto a Ômega quanto o IRB têm como prazo final para a reserva das ações o dia 27. Uma quarta oferta está na rua, a da Biotoscana, do setor farmacêutico, que quer levantar entre R$ 992 milhões e R$ 1,1 bilhão. O último dia de reserva também é hoje, e a precificação, ou seja, o valor por ação, amanhã, a exemplo do Carrefour.
— Os investidores ficam conservadores com a incerteza política, mas, por outro lado, é uma oportunidades de comprar um ativo a um preço interessante, por isso as empresas tentam liquidar a operação antes (da retomada da economia) — avalia Camila Goldberg, sócia da área de mercado de capitais do escritório BMA - Barbosa, Müssnich, Aragão.
Em 2017 já foram realizados três IPOs: Azul, Movida e Hermes Pardini. Além disso, foram feitas cinco ofertas de ações por empresas que já eram negociadas na Bolsa. A expectativa da B3 é que, este ano, ocorram em torno de 20 operações desses dois tipos, o que seria o maior número de emissões de renda variável desde 2011.

Fonte: O Globo

terça-feira, 11 de julho de 2017

POLÍTICA

Governo espera parecer favorável 


à denúncia contra Temer, dizem 


jornais


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Presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. 26/06/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino



Líderes da base aliada avaliaram, em reunião de quase cinco horas no Palácio do Alvorada com Temer na noite de domingo, que o relatório de Zveiter será "duro" contra o presidente, de acordo com a Folha de S.Paulo.
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O Estado de S. Paulo também afirma que o Planalto espera um relatório pró-denúncia, e acrescenta que Temer demonstrou preocupação e pediu empenho dos aliados para que a CCJ rejeite a admissibilidade da denúncia por corrupção passiva apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Para barrar a denúncia, uma das estratégias do governo é substituir integrantes da CCJ que tendem a votar contra o presidente. Até sexta-feira, três titulares da comissão haviam sido trocados -- Carlos Marun (PMDB-MS) e Evandro Roman (PSD-PR) devem ser efetivados nesta segunda-feira.
"Após reunião de avaliação realizada ontem, concluímos que temos o apoio partidário e os votos necessários para vencermos na CCJ e no Plenário. A fragilidade da denúncia e a correção das medidas tomadas na área econômica ajudam muito nisto", disse Marun em mensagem de texto enviada a repórteres nesta segunda-feira.
"Resta à oposição protelar a decisão para prolongar a crise. Atitude nefasta de quem é raquítico em argumentos, votos e patriotismo", acrescentou o deputado, um dos integrantes da tropa de choque do governo.
Zveiter apresentará na tarde desta segunda-feira seu parecer sobre a denúncia. O texto posteriormente será votado no colegiado, que conta com 66 deputados e terá resultado por maioria simples.
Independentemente do resultado na CCJ, a denúncia também será votada pelo plenário, onde são necessários os votos de 342 dos 513 deputados (dois terços) para a Câmara autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF) a examinar a denúncia contra Temer.
Se a Câmara autorizar e o Supremo aceitar a denúncia, Temer será afastado do cargo por um período de até 180 dias, sendo substituído pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Temer foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo crime de corrupção passiva, com base nas delações de executivos da JBS, como suposto beneficiário de uma mala de 500 mil reais recebida pelo ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures, que chegou a ser preso pela Polícia Federal. 


Reuters  Fonte: Reuters 

AGRONEGÓCIO

Mercado do boi gordo



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Valteir Gomes Rezende, presidente do Sindicato Rural de Redenção, no sul do Pará, conta que a região se destaca na pecuária de corte, com um grande potencial na criação do gado por questões de clima e de localização.
A produção é composta, 90%, em pasto. Com a chegada da agricultura, os confinamentos começaram a aparecer e devem crescer nos próximos anos, como acredita o presidente.
O período de estiagem é curto, com as chuvas encerrando ao final de junho e retomando entre o final de agosto e início de setembro. Entretanto, há municípios nos quais chove o ano todo, o que ajuda a manter o pasto.
Hoje, a região está no segundo lugar na produção pecuária do país, atrás apenas do Mato Grosso do Sul. O boi ganha tempo em função do clima e das pastagens.
Contudo, em questão de preços, a região está sofrendo bastante. Os preços giram em torno de R$119/@ para o boi gordo. Além disso, deve ser feito ainda o desconto para o Funrural.
Em um raio de 400km, há, aproximadamente, 13 frigoríficos. O JBS foi o que mais dominou o mercado nos últimos anos, mas como o frigorífico deixou de comprar a vista, há uma situação preocupante para os produtores da região. Outros frigoríficos também estão com poder de barganha por conta de uma oferta maior.
Os produtores também estão na expectativa de retomar os embarques de boi vivo, que foram interrompidos por conta de um acidente. Neste momento, a oferta está bastante superior à demanda.


Fonte: Notícias Agrícolas