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sábado, 10 de outubro de 2026

França caminha para uma possível crise da dívida e acende alerta para o mundo

 MUNDO

Investidores em títulos franceses estão exigindo taxas de juros significativamente mais altas para financiar o país, um sinal de alerta para outras nações com elevados níveis de endividamento

Imagem  Gazeta do Povo 

LONDRES — A França foi tomada por turbulências, com estudantes nas ruas para protestar contra cortes nas escolas. Os investidores também se rebelam contra o governo ao colocar em dúvida a capacidade do país de administrar sua enorme dívida.

A França emergiu como o epicentro europeu da turbulência global nos mercados de títulos e serve como um alerta para políticos em todo o mundo que precisam lidar com custos de financiamento mais altos. Esse contexto financeiro perigoso forma o pano de fundo dos protestos. Na quinta-feira, pela segunda vez em uma semana, estudantes do ensino médio e seus apoiadores foram às ruas em diversas cidades francesas exigindo mais professores e a reforma de prédios escolares deteriorados.

A alta das taxas de juros expõe a vulnerabilidade de países com níveis elevados de endividamento e déficits persistentes. Quando os governos precisam gastar mais com o pagamento da dívida, sobra menos dinheiro para outras prioridades, como melhorar escolas, construir moradias ou cortar impostos, o que pode empurrar eleitores frustrados para as ruas ou para partidos populistas.

The New York Times



sábado, 22 de novembro de 2025

Trump ao saber da prisão de Jair Bolsonaro: ‘Isso é muito ruim’

 MUNDO

Ao conversar com a imprensa neste sábado (22), o presidente americano não quis se estender ao ser perguntado sobre a notícia

Imagem  reprodução CNN

O presidente americano Donald Trump recebeu com sinal de chateação a notícia de que Jair Bolsonaro havia sido preso no Brasil. O correspondente da RECORD em Washington, Mathias Brotero questionou o mandatário sobre a detenção do ex-presidente brasileiro.

Primeiro, Trump disse que não estava sabendo. Perguntou se era verdade, balançou a cabeça e respondeu: “Isso é muito ruim”.

Bolsonaro foi preso por volta das 6h da manhã deste sábado (22) em sua casa. O mandado de prisão é preventivo em cumprimento a decisão do STF. A decisão ainda não marca o início do cumprimento da pena de reclusão por condenação pela trama golpista.

Moraes, que assinou a decisão, alegou uma suposta tentativa de violação da tornozeleira eletrônica às 0h08. O ministro apontou que o ex-presidente pretendia fugir durante a manifestação convocada pelo filho Flávio Bolsonaro.

Mais cedo, Martin De Luca, representante da Trump Media e da plataforma Rumble, criticou a detenção em publicações no X. “Alexandre de Moraes ultrapassou esse limite há muito tempo, mas hoje ultrapassou-o a toda a velocidade”, escreveu.

“Enquanto a equipe de Lula tenta desesperadamente reconstruir a confiança com os EUA, Moraes faz todo o possível para provar por que foi sancionado em primeiro lugar”, apontou.

A situação do ex-presidente Bolsonaro foi um dos motivos apontados por Trump para a aplicação de sanções no Brasil. Em julho, em uma carta enviada ao presidente Lula, o americano anunciou uma taxa de 50% contra produtos brasileiros importados pelos EUA. No texto, a medida foi justificada, em parte, por causa do que Trump chamou de “caça às bruxas” a Bolsonaro.


R7

sábado, 8 de novembro de 2025

Baixa presença de líderes na cúpula de Belém frustra Brasil às vésperas da COP30 Leia mais em: https://veja.abril.com.br/agenda-verde/baixa-presenca-de-lideres-na-cupula-de-belem-frustra-brasil-as-vesperas-da-cop30/

BRASIL

Imagem Reprodução COP30


Às vésperas da COP30, Belém recebeu nesta quinta-feira, 6, um total de 57 líderes mundiais para uma cúpula marcada por tensões políticas e pela pressão de avanços concretos na agenda climática.

 É a menor participação em COPs desde 2019, marcando um banho de água fria nos esforços do governo brasileiro. Entre os países do G20, apenas os líderes do Reino Unido, da Alemanha, da França, da União Europeia e da União Africana vieram.

Responsável por um quarto das emissões de gases do efeito estufa do planeta, a China optou por enviar seu vice-primeiro-ministro, Ding Xuexiang, no lugar do presidente Xi Jinping. 

Pior fizeram os Estados Unidos, segundo maior poluidor, que se retiraram do Acordo de Paris após a volta de Donald Trump à Casa Branca e não enviaram representantes. 

A Índia, terceira maior emissora de gases do efeito estufa do planeta, não conta com o seu primeiro-ministro Narendra Modi na cúpula de Belém. 

O país está sendo representado por seu ministro do Meio Ambiente, Bhupender Yadav, gesto que reflete a postura ambígua de Nova Délhi nas negociações climáticas.