O dólar comercial encerrou a quinta-feira (28) cotado a R$ 5,406, em queda de 0,19%. A moeda norte-americana chegou a R$ 5,397 na mínima do dia e R$ 5,432 na máxima. O alívio no câmbio animou investidores e consumidores, que veem impacto positivo sobre importados, turismo e inflação.
Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da B3, avançou 1,32%, fechando aos 141.049 pontos.
O recuo da moeda foi influenciado pela divulgação do PIB norte-americano, que cresceu 3,3% no segundo trimestre, em linha com as projeções. Além disso, o núcleo do índice PCE de inflação registrou alta de 0,3% em julho, acumulando 2,9% em 12 meses.
Para analistas, a combinação de crescimento econômico estável e inflação controlada reduz a pressão por novos aumentos de juros pelo Federal Reserve, o que tende a enfraquecer o dólar frente a moedas emergentes.
Disputa pela Ptax aumenta volatilidade
No Brasil, a sessão também foi marcada pela disputa em torno da taxa Ptax, referência utilizada pelo Banco Central para liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros intensificam operações para tentar direcionar a cotação a patamares mais vantajosos às suas posições.
Essa movimentação trouxe volatilidade ao câmbio: pela manhã, o dólar chegou a subir 0,29%, sendo vendido a R$ 5,423, antes de recuar no fechamento.
Impacto no Brasil
A queda da moeda é comemorada por brasileiros que planejam viagens ao exterior, compras internacionais ou até mesmo sonham com alívio nos preços internos. Um dólar mais baixo tende a reduzir pressões sobre combustíveis, alimentos e produtos importados, trazendo efeito positivo sobre a inflação.
Ainda assim, especialistas recomendam cautela, já que o cenário segue influenciado por tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos e pela expectativa de políticas monetárias no mercado internacional.
Por Pedro Silvini/ Diário do Comércio
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