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terça-feira, 21 de julho de 2026

Queijos, vinhos e espumantes: como acertar na harmonização

DICAS GASTRONÔMICAS





tradicional a partir de Chardonnay e Pinot Noir, com no mínimo 24 meses de amadurecimento, o espumante desenvolve aromas de damasco, amêndoas e notas de torrefação que dialogam com o dulçor do mel, enquanto sua estrutura e acidez sustentam a cremosidade do queijo sem pesar.

 

Minas meia cura com caramelo salgado — VG Nature

Manteiga, castanhas, leite cozido, caramelo e uma leve nota mineral do sal marcam essa combinação: o queijo tem sabor lácteo intenso e levemente amanteigado, e o caramelo salgado cria contraste entre doçura e salinidade. A ligação vem do palato seco do Espumante Garibaldi VG Nature Blanc de Blanc, elaborado 100% com Chardonnay e classificado como Nature, a categoria com menor teor de açúcar entre os espumantes, que faz a ponte entre o açúcar do caramelo e a salinidade do queijo, cortando a gordura sem deixar a combinação enjoativa.

 

Gruyère com azeite de oliva — VG Marselan

O gruyère tem sabor marcante, levemente adocicado, com notas de nozes, avelãs e frutos secos, enquanto o azeite agrega untuosidade e notas herbáceas. A estrutura do Vinho Garibaldi VG Marselan, 100% Marselan, com dez meses de maturação em carvalho francês, quebra a untuosidade do azeite, e seu toque mentolado, característico do rótulo, conversa diretamente com o lado herbáceo do azeite.

 

Brie com pasta de morango — VG Brut Rosé

A cremosidade típica do brie, com notas de manteiga, cogumelos frescos e creme, encontra na pasta de morango um contraponto frutado e levemente adocicado. O Espumante Garibaldi VG Brut Rosé, elaborado com Chardonnay e Pinot Noir e maturado por 12 meses em autólise, tem estrutura e acidez ideais para acompanhar o queijo, e sua semelhança de aromas, com notas de framboesa, morango e cereja, faz a combinação funcionar por afinidade, não por contraste.

 

Cheddar com geleia de bacon e cebola caramelizada — Garibaldi Merlot

O cheddar tem intensidade elevada e uma picância natural, e a geleia de bacon com cebola caramelizada acrescenta notas defumadas, dulçor e profundidade aromática: o resultado é uma combinação robusta, com equilíbrio entre salgado, doce e umami. O Vinho Garibaldi Merlot Reserva, com seis meses de maturação em carvalho francês e notas de frutas vermelhas, manteiga e chocolate, tem corpo suficiente para equilibrar essa complexidade, e o contato com a madeira aporta o toque defumado que casa com o bacon.

 

Vaccino romano com pão de cacau e raspas de laranja — VG Ancellotta

A maturação de 12 meses do vaccino romano resulta numa massa dura e compacta, de sabor levemente salgado, frutado e intenso. O pão de cacau, com o leve dulçor da casca de laranja e um cítrico discreto, completa o Vinho Garibaldi VG Ancellotta, 100% Ancellotta, maturado por dez meses em carvalho francês e americano, que traz aromas de mirtilo, ameixa e especiarias com notas tostadas, e cuja estrutura equilibra o sabor intenso do queijo mais maturado.

 

Charcutaria (salame Milano e salame italiano) — Acordes Merlot

O salame Milano tem textura mais macia e sabor delicado, enquanto o salame italiano é mais intenso e condimentado; juntos, equilibram gordura, salinidade e especiarias. O Vinho Garibaldi Acordes Merlot, maturado por 12 meses em barrica, com fermentação malolática realizada na própria madeira, é mais encorpado e potente, com aromas de cereja, caramelo, cacau e café, e pede justamente pratos de mais estrutura e sabor, como a charcutaria: a madeira do vinho equilibra a gordura e realça as especiarias utilizadas na cura.

 

 

 

Fotos: André Luís Rech

Por Taíssa Costa  Assessoria de Imprensa 70 mil


sexta-feira, 24 de abril de 2026

Vinhos paulistas são premiados entre os melhores do mundo em 2026

BRASIL

Vinícolas do interior paulista ganham medalhas em torneios internacionais com rótulos participantes do Guia Rotas dos Vinhos de SP

Imagem reprodução/ Blog Casa Soncini

 

Um brinde ao vinho paulista. A Casa Soncini, de Itaí, no sudoeste de São Paulo, alcançou feito inédito ao conquistar a medalha de ouro numa das competições mais prestigiadas do mundo, em Cannes, na França, com seu rótulo Syrah Rosé safra 2024, produzido nos altos da represa do Jurumirim. Por sua vez, o Paralelas Cabernet Franc 2024, da Casa Almeida Barreto, sediada em Espírito Santo do Pinhal, no nordeste paulista, foi eleito o melhor vinho tinto do país e entrou para seleção sul-americana do Guia Descorchados, em sua 28ª edição.

 

Com a classificação, o recém-lançado Paralelas Cabernet Franc 2024 reforça o crescimento da vitivinicultura brasileira, o que consolida a região da Serra da Mantiqueira como um dos terroirs (os fatores naturais e humanos na produção vinícola) mais promissores em toda a América do Sul. Os vinhos de altitude ali produzidos são reconhecidos por seu frescor, sua elegância e identidade própria. À frente do projeto está o fundador da Casa Almeida Barreto, Gabriel Barreto, que tem formação em áreas produtoras europeias como Bordeaux (na França) e o Douro (em Portugal).

Já o Syrah Rosé 2024, da Casa Soncini, é produzido em Itaí através da técnica de dupla poda (na colheita de inverno), o que garante à uva alta qualidade. Por ser um vinho 100% Syrah, com coloração brilhante e intensa, sua uva-passa por uma maturação de seis meses em tanques de inox, o que resulta num rosé seco, fresco e com notas de frutas vermelhas. Produzido nos Altos da Represa de Jurumirim, o terroir deste vinho é propício para a colheita no inverno, com manejo que permite colher uvas maduras em períodos mais secos, o que aumenta a qualidade. A safra 2024 da Casa Soncini foi premiada no concurso Vinalies Internationales, em meio às 38 medalhas conquistadas pelo Brasil (incluindo quatro Grandes Ouros) em Cannes, no sul da França.

As casas vinícolas constam do Guia Rotas dos Vinhos de SP. A segunda edição do guia foi lançada em março de 2026 pela Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) em conjunto com as Secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico (SDE), Agricultura e Abastecimento, a Casa Civil e a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas. O volume, que traz 87 atrativos, atualiza os estabelecimentos participantes no programa que gera desenvolvimento nas regiões de produção de vinhos paulistas.

Agência SP

 


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Vinho do Porto Raro de 80 Anos Chega ao Brasil por R$ 20 Mil a Garrafa

MUNDO

Apenas 20 garrafas do Porto Menin 80 Anos serão vendidas em pré-venda exclusiva

Divulgação   Menin Porto Tawny 80 Anos é mais do que um rótulo raro: é um testemunho vivo do tempo

O topo do mercado de bebidas vive um paradoxo interessante. Enquanto faixas mais acessíveis sentem oscilações econômicas, a categoria Super Premium e acima — rótulos que custam mais de US$ 30,50 (cerca de R$ 175) por garrafa de 750 ml — continua crescendo de forma consistente há 20 anos, com apenas pequenas pausas em 2009 e em 2020, segundo a consultoria IWSR.

É nesse andar de cima que começam a surgir as chamadas joias líquidas.
Um dos exemplos mais emblemáticos desse movimento acaba de pousar no Brasil: um vinho do Porto com 80 anos de envelhecimento, elaborado pela Menin Douro Estates, em edição hiperlimitada. 

São apenas 20 garrafas destinadas ao país, parte de um lote global extremamente restrito, com preço sugerido de R$ 20 mil cada, em pré-venda exclusiva pela Menin Wine na Wine Trader, marketplace especializado em vinhos raros e bebidas de coleção.

Joias líquidas e o novo código do luxo

Por trás desses números está uma mudança de comportamento no alto luxo. Entre consumidores de altíssima renda, cresce a devoção a garrafas produzidas em microescala, adquiridas menos como investimento financeiro tradicional e mais como indulgência máxima.

Essas joias líquidas ocupam o mesmo território simbólico de peças de alta relojoaria, obras de arte e carros de coleção: são objetos de prazer, status e narrativa. Não se trata apenas de “ter” uma garrafa rara, mas de possuir uma história — e decidir quando, como e com quem ela será aberta.

“O céu é o limite quando falamos de joias líquidas”, observa Paulo Cesar Oliveira, sócio da Wine Trader. “Em um ambiente em que o capital financeiro já não diferencia, cresce a busca por capital cultural e social. É sobre a história por trás da garrafa, o acesso privilegiado, a certeza de possuir algo que poucos terão. Nesse universo, o vinho deixa de ser apenas bebida e passa a ser linguagem social”, diz.

Porto 80 Anos: tempo engarrafado

Guardado por décadas nas caves do Douro, em Portugal, o Menin Porto 80 Anos é elaborado a partir de vinhos selecionados ao longo de oito décadas e envelhecidos em casco. A vinícola o apresenta como um testemunho vivo do tempo, mais próximo de um patrimônio líquido do que de uma bebida do dia a dia.

São oferecidas duas versões de 500 ml, ambas com design que reforça a exclusividade. O Tawny 80 Anos tem tonalidade âmbar profunda, com aromas de caramelo salgado, especiarias, noz-moscada e laranja confitada. Em boca, textura sedosa, acidez equilibrada e final prolongado.

Já o branco 80 Anos é ainda mais raro, com base sobretudo em vinhos do Baixo Corgo, primeira sub-região produtora da área demarcada do Douro. Mostra notas de casca de cítricos, chá branco envelhecido, flores secas e um leve toque salino, em um perfil descrito como sofisticado e instigante.

Do ponto de vista de serviço, a recomendação é tratá-lo quase como um ritual. O ideal é servir sem acompanhamento a uma temperatura de 12°C.

As entregas estão previstas para meados de março, após a pré-venda, reforçando a lógica de acesso controlado e curadoria. Guardado por décadas e agora revelado em quantidades limitadas, o Porto 80 Anos da Menin Douro Estates funciona como um símbolo do novo luxo contemporâneo: tempo, memória, escassez e a disposição de transformar tudo isso em taça.


FONTE: FORBES