domingo, 3 de março de 2019

Rússia quer impedir intervenção na Venezuela

MUNDO
Presidente do Senado russo afirma que Moscou fará tudo para evitar que EUA intervenham militarmente no país sul-americano. Juan Guaidó anuncia mais protestos contra governo Maduro e diz que volta a Caracas.
e "é especialmente cínica" a atitude dos EUA, "um país que se posiciona no mundo como defensor da democracia".
A senadora qualificou de "grosseira violação do direito internacional e dos estatutos da ONU" as tentativas de "derrubar ilegalmente o atual presidente" e "a nomeação como chefe do país de um político opositor no exterior".
"Tudo isso se soma às ameaças de intervenção militar. A Rússia fez o possível, e seguirá fazendo no futuro, para impedir tal evolução dos eventos", disse a legisladora.
O líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, anunciou mais protestos em massa em todo o país durante o Carnaval. Ele pediu que os funcionários públicos protestem na segunda e terça-feira, noticiou no sábado o jornal El Nacional.
Juan Guaidó discursa para multidão em Caracas e presta juramento como presidente interino da Venezuela — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Guaidó afirmou que retornará à Venezuela para participar das manifestações, durante entrevista coletiva com o presidente equatoriano Lenín Moreno, na localidade equatoriana de Salinas. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ameaçou prender Guaidó, acusando-o de não ter respeitado uma proibição judicial de deixar o país.
montagem com fotos de Nicolás Maduro e Juan Guaidó — Foto: Yuri Cortez/AFP
montagem com fotos de Nicolás Maduro e Juan Guaidó — Foto: Yuri Cortez/AFP
Devido à ameaça, o possível retorno de Guaidó tem sido visto com preocupação por observadores internacionais. Ele viajou para a Colômbia há uma semana, tendo desde então têm se encontrado com chefes de Estado em vários países da América do Sul, incluindo Brasil e Argentina.
A União Europeia alertou contra a prisão de Guaidó e ameaçou com consequências. "Qualquer medida que comprometa a liberdade, segurança ou integridade pessoal de Guaidó irá gerar um acirramento das tensões e será condenada com firmeza pela comunidade internacional", advertiu na noite de sábado a chefe de política externa da UE, Federica Mogherini, em nome dos Estados-membros do bloco.


FONTE: DW

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