domingo, 3 de março de 2019

Brasileiro bebe seis vezes mais café do que o resto do mundo

CONSUMO
Cadeia produtiva tem melhorado performance com a multiplicação de cafés gourmet e especiais
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FOTO: REPRODUÇÃO REVISTA BULA
Um dos mais antigos hábitos do brasileiro – aquela tradição de tomar seu cafezinho “passado na hora” – tem adquirido novas roupagens com sabores e formas diferenciadas e registra aumento cada vez maior no consumo per capita.
O consumo de café em no mundo foi estimado em 165 milhões de sacas de 60kg num período seguido de doze meses. E, no Brasil, maior produtor e exportador de café, o consumo foi calculado em 21 milhões de sacas anuais, número que representa em torno de 13% do que é bebido de café no planeta.
Esse volume só fica atrás dos Estados Unidos, onde a bebida se tornou até protagonista de filmes policiais de tanto que é consumida. Os dados são da última pesquisa da ABIC (Associação Brasileira das Indústrias de Café).
Que o brasileiro é apaixonado por café, todo munda já sabe. E a consultoria Euromonitor International também resolveu quantificar esta paixão: o consumo per capita médio em 2018 foi de 818 xícaras, uma média equivalente a seis vezes maior do que a global.
De acordo com analistas, os números sinalizam que o consumo interno deve continuar crescendo continuamente até 2021, a uma taxa média de 3,5% ao ano, em decorrência da retomada econômica e de mudanças de hábitos de consumo do café pela população brasileira.
Em relação à qualidade, a pesquisa destaca que os consumidores brasileiros estão cada vez mais exigentes, como resultado de mais conhecimento sobre os atributos positivos do produto, como características intrínsecas, diferenças no preparo, diferentes terroirs (regiões produtoras específicas) e em decorrência de muita divulgação de concursos de qualidade.
Esses fatores são ainda potencializados pelo interesse dos consumidores por cafés gourmet e especiais, que possuem melhor qualidade e valor agregado, o que contribui para remunerar melhor agentes da cadeia produtiva.

Super safra e exportações

Essa performance é atribuída principalmente à safra recorde de 2018, de 6l,66 milhões de sacas, além da depreciação da moeda brasileira em relação ao dólar norte-americano.
Além disso, a safra brasileira ocorreu em um ano de bienalidade alta dos cafés arábicas, fenômeno que alterna maior produção numa safra com menor na seguinte. No ano, as exportações de cafés arábicas somaram 30,86 milhões de sacas e as de robusta 4,29 milhões de sacas.
Aplicativo gratuito auxilia o consumidor
O programa de Certificação e Qualidade da ABIC, que monitora a qualidade das marcas que integram a entidade, é destacado por um selo nas embalagens que garante ao consumidor o tipo Extra Forte, Tradicional, Superior ou Gourmet.
Os consumidores brasileiros têm exigido cada vez mais qualidade e disposição para pagar por isto. O uso de cápsulas em máquinas domésticas ou empresarias está em expansão, mas foi é ultrapassado pela preferência por grãos torrados.
De acordo com classificação da ABIC, em aproximadamente 1.000 empresas credenciadas, cafés de alta qualidade, superiores ou Gourmet devem ganhar espaço na preferência de grupos de consumidores que valorizam sabor e aroma diferenciados e que já demonstraram que pagam mais desde que a entrega seja correspondente.
Cafés Tradicionais e Extra Forte devem continuar liderando o consumo, na expectativa do setor, ganhando qualidade em função das safras boas de 2017/2018 e 2018/2019, e do maior cuidado dos industriais com as matérias-primas e com os processos de produção.

FONTE:O LIVRE

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