Assistência técnica
Êxito do Projeto Maniçobeira é apresentado em Brasília
30/11/2017 16:44h
O Projeto Maniçobeira, desenvolvido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), em Santo Antônio do Tauá, município do nordeste paraense, foi apresentado em Brasília (DF), na quarta-feira (29), para a Rede Latino Americana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Relaser). No evento, realizado na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), estavam presentes representantes do Paraguai, Colômbia e Costa Rica, e de instituições internacionais, como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). A apresentação foi feita pelo extensionista rural Ailson dos Santos Cardoso, que desenvolveu o projeto, acompanhado pela chefe do escritório local, Ana Lima.
A Emater foi convidada para apresentar uma experiência de sucesso no evento, organizado pela Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer). O técnico Ailson Cardoso informou que a repercussão do projeto foi positiva: “Os participantes acharam bem interessante uma planta nativa agregar tantos valores sustentáveis”.
O projeto é um trabalho desenvolvido pelo escritório local da Emater em Santo Antônio do Tauá com agricultores familiares da Comunidade Remédio, na zona rural. A iniciativa promove a produção de massa verde pelo cultivo da variedade de mandioca apta a produzir exclusivamente folhagem, uma espécie de boa palatabilidade e retenção foliar, alta produção de folha, ciclo prolongado, com característica arbustiva e robusta, de incipiente produção de farinha, conhecida popularmente na região como maniçobeira.
Mapa temático - Os técnicos da Emater se juntaram aos produtores da Associação de Moradores e Produtores Rurais e identificaram o trabalho com a cultura da mandioca e com a maniçoba pré-cozida. Unidades produtivas foram georreferenciadas, elaborado um mapa temático e constatados alguns problemas, como inapropriada infraestrutura, manipulação improvisada, falta de padrão nas embalagens, rótulos frágeis e frágeis sistemas de organização.
“Cada um foi tratado a partir da convivência integradora, que repercutiu na melhoria da qualidade da produção”, disse Ailson Cardoso. Ele apontou como resultado positivo o aumento do número de famílias assistidas, das áreas de plantio e da própria produção, “que gira em torno de 400 toneladas anuais, inclusive com exportação para o Amapá, mas cerca de 80% da produção são destinados à capital do Estado”.
Segundo ele, as principais qualidades do produto são grande tolerância à poda e ao encharcamento. “Empreendimentos de sucesso já surgem com o êxito do projeto maniçobeira. É o caso do projeto ‘Sabor Pará’, uma agroindústria familiar com certificação artesanal, e com projeto de financiamento elaborado pela Emater tramitando no banco. É desenvolvido por produtor local, que planta e compra parte da produção executada no âmbito do Projeto Maniçobeira”, ressaltou Ana Lima.
Por Edna Moura
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