segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Ghislaine Maxwell condiciona limpar nome de Trump no caso Epstein a indulto

 MUNDO

Maxwell estaria pronta para afirmar que nem Trump, nem o ex-presidente Bill Clinton, cometeram irregularidades em suas relações com Epstein

    The New York Times

Ghislaine Maxwell, ex-parceira de Jeffrey Epstein, manteve o silêncio diante de legisladores da Câmara dos Estados Unidos em depoimento realizado nesta segunda-feira (9). No entanto, a defesa de Maxwell apresentou uma proposta direta às autoridades: a disposição de testemunhar em favor de Donald Trump e Bill Clinton caso o atual presidente norte-americano conceda a ela um indulto presidencial. A informação foi confirmada por parlamentares que participaram da audiência a portas fechadas.

Reação no Congresso americano

A postura de Maxwell gera forte reação entre os congressistas. Para a deputada democrata Melanie Stansbury, do Novo México, a estratégia é uma manobra evidente para encerrar a sentença de prisão de forma antecipada. Segundo a parlamentar, fica claro que a depoente utiliza a audiência como uma plataforma de campanha por clemência, condicionando a verdade dos fatos ao benefício jurídico.

O deputado Suhas Subramanyam, que também acompanhou a chamada de vídeo, descreve o comportamento de Maxwell como "robótico" e afirma que a condenada não demonstra remorso pelas acusações que a levaram ao cárcere. O depoimento, que era aguardado com expectativa para esclarecer as conexões da rede de Epstein com figuras poderosas, terminou sem respostas concretas devido à recusa da depoente em falar sem a garantia do indulto.

Contexto político

A possibilidade de clemência para Ghislaine Maxwell coloca Donald Trump sob pressão. Embora o presidente não tenha descartado publicamente a concessão do benefício no passado, a resistência dentro do próprio Partido Republicano cresce após o apelo feito pela defesa nesta segunda-feira. Aliados políticos avaliam o custo de imagem de um eventual perdão a uma figura central no caso Epstein.

Enquanto a negociação por um indulto permanece no campo das especulações políticas, as investigações sobre a rede de contatos e os abusos cometidos no entorno de Jeffrey Epstein continuam a mobilizar o Judiciário e o Legislativo dos Estados Unidos. O silêncio de Maxwell, condicionado ao perdão presidencial, trava avanços que poderiam detalhar a extensão da influência de Epstein sobre a elite política global.

*Com informações do Estadão Conteúdo. 







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