Uso inadequado de mochilas pode ser prejudicial à saúde dos alunos; precauções podem evitar de dores na coluna à alteração cardiovascular
Seg, 18/02/2019 - 16h31 | Do Portal do Governo
Com o retorno dos alunos das férias para o início do ano letivo, começam os preparativos para preencher com lápis, caneta, borracha, folhas, tinta, entre outros itens, o objeto de maior cobiça entre os estudantes: a mochila escolar.
De rodinha, bordada, com a estampa do astro ou do personagem de desenho animado do momento, com cores vivas e atraentes, elas podem ser as grandes vilãs da saúde das crianças e adolescentes que comumente apresentam quadros de dores na coluna, por exemplo, sem nem ao menos desconfiar da causa.
Para o médico fisiatra da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, César Abreu Akiho, a escola, os pais e os alunos devem trabalhar juntos para evitar problemas.
“Não adianta o professor checar o peso das mochilas escolares se os pais não estiverem sensibilizados, não é somente a questão do peso, é a qualidade do produto, como ele se ajusta junto ao corpo do estudante. Esses detalhes, que muitas vezes passam despercebidos, podem ser determinantes para uma vida mais saudável”, alerta Akiho.
Além de fiscalizar o peso diariamente, os pais devem atentar para a qualidade do material, para a altura das alças ou o comprimento do apoio, em caso de mochilas que possuem rodinhas.
O uso incorreto das mochilas escolares pode acarretar em dor, alterações e “vícios” na postura que, se não forem corrigidos a tempo, podem se tornar prejudiciais e se agravar ao longo do tempo, levando a problemas mais sérios como hipercifose no tórax, hiperlordose na lombar e escoliose.
Confira as dicas da Rede de Reabilitação Lucy Montoro:
– Evite levar brinquedos e artigos desnecessários para a escola;
– Atente para o material escolar necessário somente para as matérias do dia, verifique a grade de horários diariamente;
– Leve os alimentos em uma lancheira;
– Sempre que possível, opte pelo uso de folhas avulsas de um fichário no lugar dos tradicionais cadernos de capa dura;
– No caso das mochilas de rodinha, a altura deve estar adequada de modo que evite torção ou inclinação do tronco. A criança deve ficar ereta;
– Crianças menores devem usar rodinhas maiores;
– Quando usadas nas costas, a parte superior não devem ultrapassar a altura dos ombros; a parte inferior deve chegar no máximo a 8 cm acima da cintura; não deve ultrapassar a largura do tronco;
– É fundamental que elas tenham duas alças acolchoadas para dividir o peso, além de uma cinta abdominal para evitar oscilações;
– O material mais pesado deve ficar embaixo, o peso do material do lado esquerdo e direito devem ser parecidos e o conteúdo da mochila deve ficar preso;
– A mochila vazia não pode pesar mais de 1 kg;
– O peso total da mochila, de acordo com sugestão da Organização Mundial da Saúde (OMS), não deve ultrapassar 7% do peso da criança.
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