domingo, 6 de janeiro de 2019

Patriarca de Constantinopla entrega à Igreja de Kiev carta de independência

MUNDO
Documento foi assinado no sábado; presidente ucraniano comemorou a independência da Igreja de Kiev.
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Patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, entregou ao metropolita de Kiev, Epifanyj, certificado de independência — Foto: Reuters
O patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, entregou neste domingo (6) ao metropolita de Kiev, Epifanyj, o "tomo" (certificado) que confere plena independência à Igreja Ortodoxa da Ucrânia, até então dependente de Moscou.
Bartolomeu deu o documento, assinado ontem, ao religioso ucraniano durante a missa da Epifania, que ele celebrou com o metropolita de Kiev em grego e em ucraniano na catedral de São Jorge, em Istambul, sede do Patriarcado ecumênico.
"Hoje, oficialmente e canonicamente, o senhor se transforma na 15ª Igreja no bendito coro das Iglesias autocéfalas", declarou Bartolomeu durante a cerimônia.
O religioso lembrou que foi o Patriarcado de Constantinopla que fundou as primeiras igrejas de Kiev e afirmou que, por mais que sua administração tenha sido transferida a Moscou em 1325, "nunca cedeu a jurisdição canônica" ao patriarca russo.
"O inverno de cismas e divisões acabou, a chuva do isolamento eclesiástico terminou e a flor da unidade aparece na terra", acrescentou o patriarca, em uma óbvia resposta ao patriarcado de Moscou que não reconhece a autocefalia da Ucrânia e criticou duramente a passagem de Bartolomeu, chamando o fato de novo "Cisma".
O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, presente na cerimônia, felicitou a independência da Igreja de Kiev. "O ocorrido é um verdadeiro milagre que devemos à vontade do criador", disse o líder no Twitter.
"Cumprimos com o nosso dever diante das gerações passadas e próximas", sustentou Poroshenko, para quem o "tomos" é na realidade outra "ata de declaração da independência da Ucrânia", pois "fortalecerá a liberdade religiosa, a paz ecumênica e os direitos e liberdades dos cidadãos".
Em declarações transmitidas na televisão ucraniana após a cerimônia, Poroshenko afirmou que o Estado ucraniano garantirá o respeito à "escolha e à liberdade religiosa" de cada cidadão do país.

FONTE: AGÊNCIA EFE

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