Acusado de agredir namorada no BBB, candidato diz que expulsão foi positiva: “o programa é uma sem-vergonhice”
Marcos Harter aposta na visibilidade dos realities televisivos para angariar votos nestas eleições

Candidato a deputado federal por Mato Grosso, o ex-BBB e ex-Fazenda Marcos Harter (PSC) aposta na visibilidade dos realities televisivos para angariar votos nestas eleições.Para ele, a expulsão do Big Brother Brasil 17 sob acusação de agressão contra uma colega de confinamento com quem teve envolvimento amoroso é ponto positivo a seu favor.
“Eu brigava com a produção todos os dias porque o programa é uma sem-vergonhice e a expulsão está relacionada a isso. A confusão nem inquérito virou. Claro que tem o mimimi, mas eu não me vendi, não baixei a cabeça. Eu mostrei a pessoa que eu sou, meu caráter e integridade”, declarou em entrevista ao LIVRE.
Harter foi expulso após ser acusado de agressão física e psicológica contra a participante Emily Araújo, vencedora do programa. “Não houve agressão. A Rede Globo aproveitou a situação para me tirar porque a gente brigava todo dia”, reforçou.
Segundo ele, a população se dividiu em fãs e haters (inimigos), no entanto, até mesmo quem ficou contra ele na época em que o programa foi exibido, hoje defende sua candidatura a deputado. “Até os haters acreditam na possibilidade de eu fazer a diferença na Câmara Federal, pela minha personalidade”.
Segundo Harter, a visibilidade dos programas foi o que o motivou a ser candidato. “Não teria me candidatado se não me visse com possibilidade de me eleger. Eu entro na disputa com muita garra, adoro uma peleia”.
Propostas
Médico especializado em cirurgia plástica, o ex-BBB disse não ter propostas para áreas específicas, pois tem um pensamento diferente dos demais candidatos.
“Hoje, tem mais de 20 mil projetos em tramitação na Câmara. Não adianta apresentar novos projetos se tudo acaba empacando. Nenhum deputado consegue aprovar projeto no primeiro mandato, a média é de 12 anos. Minha proposta é visando dar andamento às boas propostas que já estão lá”, pontuou.
Ele também é contra pedido de voto. “As pessoas têm que pensar no coletivo. O pensamento individual do brasileiro é um problema e a corrupção começa aí. O bom político tem que ensinar a pessoa a votar, não pedir voto”.
Em relação ao cargo que resolveu disputar, Harter diz que escolheu com base no financiamento da campanha e pelo trabalho com amplitude nacional que poderá realizar.
“Não estou colocando um centavo e deixei bem claro isso quando resolvi me candidatar. Quem bota dinheiro em campanha é porque vai roubar. Eu quero ser deputado para tentar mudar as coisas com as quais estou indignado, não por dinheiro. Eu ganho três vezes mais como médico”, ressaltou.
Ele disputa o cargo de deputado federal pela coligação “Pra mudar Mato Grosso”, que tem Mauro Mendes (DEM) como candidato ao Governo do Estado.
Inquérito Civil
Marcos Harter é alvo de um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Estadual em 19 de julho por suposta violação do Código de Defesa do Consumidor e de Ética do Conselho Federal de Medicina.
Conforme a investigação, ele e a esteticista Francieli Minoso são acusados de divulgar fotos com pacientes em atendimento médico no perfil “Nariz Perfeito”, no Instagram, e no grupo “Cirurgia Plástica – Mato Grosso”, no Facebook.
Ele, por sua vez, afirma que os perfis são falsos. “Todas as minhas redes sociais são verificadas. O que não falta é gente abrindo fakes se passando por mim para vender camisetas, cirurgias e por aí vai”.
Realities
Marcos Harter ficou famoso ao participar do “Big Brother Brasil 17”, cuja passagem ficou marcada pela polêmica envolvendo Emilly Araújo, que resultou em sua expulsão na reta final do programa. No mesmo ano, ele entrou no “A Fazenda – Nova Chance”, da Record, e ficou em segundo lugar ao ser derrotado por Flávia Viana.
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