quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Justiça nega prisão de suspeito de ter feito os disparos que mataram Arthur

Justiça nega prisão de suspeito de ter feito os disparos que mataram Arthur

A Polícia de São Paulo pretende fazer uma reconstituição para saber como o menino de cinco anos foi morto na noite de Réveillon.










A justiça negou nesta quarta (3) o pedido de prisão temporária do suspeito de ter feito os disparos que atingiram o menino Arthur, de 5 anos, na noite de Réveillon em São Paulo. O menino morreu vítima de uma bala perdida.
O homem que a Polícia acredita ter matado o menino Arthur, no primeiro dia do ano, foi preso na terça (2) à noite. Mas a justiça não viu provas suficientes que comprovem que ele fez os disparos e mandou soltá-lo.
“Continuamos na mesma linha. Vamos atrás dessa arma utilizada pelo suspeito na noite de Réveillon porque quando ele foi ouvido aqui nessa madrugada, ele confirma que logo após o relógio ter zerado meia-noite, ele efetuou 6 disparos para o alto com revólver 38 e seria o mesmo calibre que atingiu o menino Arthur”, diz o delegado Antônio Sucupira Neto.
Arthur Aparecido Bencid Silva brincava na garagem da casa de parentes quando caiu. A família achou que ele tinha machucado a cabeça por causa da queda, mas descobriu no hospital que o menino tinha levado um tiro.
“Apenas uma criança, gente. Estava brincando. Não tem culpa de nada. Inocente. Vítima da violência que está o mundo”, disse a mãe do menino, Valéria Aparecido.

A polícia chegou até o suspeito depois de um telefonema: ele estaria desesperado porque tinha matado uma criança sem querer. Os policiais descobriram também que homem havia sido detido por porte ilegal de armas depois dos tiros. Ele pagou fiança e foi solto. Na delegacia, o suspeito negou que tenha matado Arthur porque estava a mais de 20 quilômetros de onde o menino foi atingido.
O delegado vai mandar para perícia o revólver e projétil que atingiu a criança. É o laudo que vai dizer se o disparo foi ou não feito por ele. E a polícia pretende ouvir ainda hoje os três amigos que estavam com o homem preso na hora dos tiros e os pais do Arthur.
A perícia também vai analisar a trajetória da bala. “Um projétil que é disparado verticalmente ele pode retornar, fazer o caminho contrário, ele sobe e então ele faz o caminho da descida, numa velocidade considerável, que pode causar o ferimento que atingiu o menino Arthur”, diz o delegado.
A polícia de São Paulo tem mais uma missão pela frente: encontrar o autor de outro disparo No mesmo dia, uma bala perdida atingiu a casa de uma família também na zona sul da cidade. Ela furou o telhado e caiu nos pratos que estavam na mesa para a ceia. A casa fica bem mais perto do local onde Arthur foi morto do que a região onde o suspeito disse que estava.
Polícia fará reconstituição
A polícia de São Paulo pretende fazer uma reconstituição para saber como o menino Arthur de 5 anos, foi morto na noite de Réveillon. Nesta quarta (3), a Justiça negou o pedido de prisão temporária do suspeito de ter feito os tiros.
Outra investigação que a polícia vai fazer é pra saber como foi o socorro a Arthur.
Ele foi atingido pela bala na virada do ano e levado imediatamente a um hospital.
Ninguém entendeu o que tinha acontecido.
Para a polícia, o primo do garoto, dono da casa onde estava sendo a festa, disse que
estavam estourando vários fogos no bairro e Arthur caiu de forma repentina. Eles notaram sangue, mas não perceberam perfuração de tiros ou algo parecido.
A tia do menino contou que a família socorreu o menino. "Ele estava desacordado no chão, com olho parado e não reagia. Levamos ele a um hospital próximo aqui, o Family, hospital particular, porque aguardar Samu já é difícil, imagine na virada do ano”, relembra Rosana Aparecido.
O hospital Family fica em Taboão da Serra, a cinco minutos da casa onde estava sendo a festa. O hospital não tinha UTI. Ninguém quis gravar entrevista. Por meio de nota informou que Arthur já chegou com um trauma na região encefálica e um dano neurológico importante. E que, como o hospital não tem UTI pediátrica, seria necessário transferir o menino para outro hospital mais bem equipado.
Segundo o hospital Family a busca pela vaga começou a 1h15. O hospital detalha os horários de todas as ligações. Só às 4h53, depois de doze tentativas é que conseguiram uma vaga para o menino.
O hospital informou por nota que, "uma ambulância foi oferecida para a família, mas segundo o hospital, a família recusou e disse que acionaria o serviço público - porque não teria como pagar a ambulância. E informa ainda que em nenhum momento foi sinalizada nenhuma cobrança da parte do hospital. E que foi a família que chamou as ambulâncias.
A Prefeitura Municipal de Taboão da Serra disse que o hospital Family pediu uma ambulância para transferir uma criança que tinha sofrido uma queda. Por isso, mandou para lá uma ambulância básica. Só aí soube que seria necessária uma ambulância com UTI.
Outra ambulância foi chamada - mas segundo o hospital Family, chegou sem médicos.
E dois médicos do próprio hospital foram acompanhar a transferência. Somente às 8h é que Arthur foi internado.
O hospital Family informou ainda que durante todo o processo de busca por vagas e ambulâncias, Arthur continuou recebendo todo o cuidado necessário. A Secretaria da Saúde de São Paulo também não quis gravar entrevista. Mas informou que o menino recebeu todo o atendimento assim que chegou no Hospital Pirajussara. E que não houve nenhuma solicitação de transferência ao sistema Cross - Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde.

g1

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