‘Megadelegacia’ do DF é adaptação a ‘novo modus operandi’ dos crimes, diz GDF
Fusão de três delegacias em uma é forma de combater dinâmicas mais 'refinadas' de crime, disse secretário de Segurança. Número de funcionários será reduzido, mas polícia garante maior eficácia.
Fusão de três delegacias em uma é forma de combater dinâmicas mais 'refinadas' de crime, disse secretário de Segurança. Número de funcionários será reduzido, mas polícia garante maior eficácia.
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| Fachada do Departamento de Polícia Especializada (DPE) do Distrito Federal (Foto: Dênio Simões/Agência Brasília) |
A “megadelegacia” do Distrito Federal criada nesta sexta-feira (19) para centralizar o combate à corrupção, ao crime organizado e à sonegação fiscal é uma adequação da Polícia Civil às novas dinâmicas dos crimes, segundo o secretário de Segurança Pública, Edval Novaes.
“megadelegacia” do Distrito Federal criada nesta sexta-feira (19) para centralizar o combate à corrupção, ao crime organizado e à sonegação fiscal é uma adequação da Polícia Civil às novas dinâmicas dos crimes, segundo o secretário de Segurança Pública, Edval Novaes.
“O crime está cada vez mais refinado. Por isso, a polícia precisa se adequar aos novos modos operandi.”
Na prática, três delegacias já existentes vão se fundir em uma, que terá número reduzido de funcionários. Mesmo assim, o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, garantiu que a mudança vai trazer maior efetividade no combate a estes tipos de crime.
“É uma otimização de recursos materiais e humanos. Fundir para dar mais efetividade.”
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Diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba (Foto: Gabriel Luiz/G1)
De acordo com ele, a concentração das investigações em uma só coordenadoria vai permitir um "especialização" da equipe no trabalho. Sobre eventual viés político da mudança, Seba disse que a possibilidade está descartada e que a decisão foi tomada em outubro de 2016.
Na época, o governo participou de uma reunião em Gramado, no Rio Grande do Sul, com representantes de outros estados para debater proposições de polícia judiciaria no país inteiro. "É uma proposta de coordenação das políticas de combate a facções, crime organizado e ao chamado ‘novo cangaço’. Brasília sai à frente.”
Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (19), ele afirmou que estrutura da "megadelegacia" será "absolutamente técnica, transparente e eficiente" e as atividades vão ser realizadas de forma integrada com o Ministério Público e com a Controladoria Geral do DF.
O que muda?
Policial civil em frente a delegacia onde deputados distritais foram depor (Foto: Alexandre Bastos/G1)
Na prática, a chamada "coordenação especial" vai reunir trabalhos de três delegacias que já existem: a Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) e a Divisão de Crimes contra a Ordem Tributária (Dicot).
A diferença é que, a partir de agora, este grupo vai poder investigar crimes tributários – como lavagem de dinheiro – de forma mais centralizada. Inicialmente, a coordenação terá estrutura semelhante das demais, com cartório, seção de investigação e pelo menos 60 policiais.
De acordo com ele, a concentração das investigações em uma só coordenadoria vai permitir um "especialização" da equipe no trabalho. Sobre eventual viés político da mudança, Seba disse que a possibilidade está descartada e que a decisão foi tomada em outubro de 2016.
Na época, o governo participou de uma reunião em Gramado, no Rio Grande do Sul, com representantes de outros estados para debater proposições de polícia judiciaria no país inteiro. "É uma proposta de coordenação das políticas de combate a facções, crime organizado e ao chamado ‘novo cangaço’. Brasília sai à frente.”
Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (19), ele afirmou que estrutura da "megadelegacia" será "absolutamente técnica, transparente e eficiente" e as atividades vão ser realizadas de forma integrada com o Ministério Público e com a Controladoria Geral do DF.
O que muda?
Na prática, a chamada "coordenação especial" vai reunir trabalhos de três delegacias que já existem: a Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) e a Divisão de Crimes contra a Ordem Tributária (Dicot).
A diferença é que, a partir de agora, este grupo vai poder investigar crimes tributários – como lavagem de dinheiro – de forma mais centralizada. Inicialmente, a coordenação terá estrutura semelhante das demais, com cartório, seção de investigação e pelo menos 60 policiais.
O delegado-chefe da DRF, Fernando César Costa, durante coletiva sobre a operação Revés (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
À frente da coordenação, o atual delegado-chefe da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), Fernando César Costa. Segundo a polícia, ele foi escolhido em razão dos "bons resultados" que apresenta durante operações e pelo trânsito com o Judiciário e o Ministério Público.
A nova unidade vai funcionar no prédio onde funcionava o antigo Instituto de Identificação, no Complexo da Polícia Civil, no Parque da Cidade. No entanto, como ainda está em reforma, vai funcionar por enquanto em um prédio vizinho, o do Departamento de Polícia Especializada (DPE).
Outra fusão também foi estabelecida com a criação da Coordenação de Repressão a Crimes contra o Patrimônio Público. Esta vai reunir as delegacias de Roubos e Furtos e de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DRF e DRFV).
FONTE: G1 DF
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