Catador de recicláveis ganha material de construção depois de mostrar sonho em reportagem inspiradora
Lúcio Silva Barbosa, 58 anos, é ex-morador de rua e encontrou na reciclagem a força de vontade para lutar pelo sonho da casa própria. A história dele foi contada pelo Bom Dia Pernambuco, na edição do dia 28 de dezembro.
Ex-morador de rua, Lúcio conseguiu melhorar a vida através da reciclagem. "Catador com muito orgulho!", afirma.
Um sonho que Lúcio Barbosa iniciou sozinho, ganhou reforços. O ex-morador de rua e catador de recicláveis, de 58 anos, recebeu uma doação de tijolos para a construção da casa de alvenaria, com a qual sempre sonhou. O “Rancho do Lúcio”, como ele apelidou o barraco de madeira que construiu com o trabalho de reciclagem, começa a se transformar. (Veja vídeo acima)
O Bom Dia Pernambuco contou a história de superação e luta de Lúcio na edição do dia 28 de dezembro e acompanhou o dia-a-dia da coleta. Depois de ser humilhado e desrespeitado nas ruas, ele decidiu usar a reciclagem para mudar de vida e construiu, em apenas 18 dias, uma casa de madeira. Mas o sonho sempre foi construí-la em alvenaria.
O gerente comercial Gustavo Henrique conheceu a história de Lúcio ao assistir à reportagem, antes de sair de casa para trabalhar, na manhã do dia 28. Resolveu, então, que precisava fazer algo pelo catador de reciclados. “Aquela reportagem me emocionou e eu resolvi ajudar”, conta.
Ex-morador de rua recebeu doação de tijolos para construção de casa de alvenaria (Foto: Reprodução/TV Globo)
A primeira parte doação chegou nesta quarta-feira (3). Os primeiros mil tijolos que irão construir o Rancho do Lúcio. “Como aqui não tem espaço, combinei com ele que, conforme a casa for sendo construída, eu vou trazendo o resto da doação, de mil em mil. Para fazer a casa dele, vai precisar de uns 3 mil a 3,5 mil tijolos. Eu vou doar todos”, afirma.
Aos poucos, Lúcio é quem vai levantar a construção. “Eu não esperava chegar 2018 assim, com a graça de Deus ganhei os tijolos. O meu sonho era esse, construir a minha casa”, afirma, emocionado.
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Durante 18 anos, Lúcio morou na rua, se embriagou e usou drogas. Nesse período, ele foi humilhado por muitas pessoas e sempre sonhou em ter sua casa própria, onde pudesse descansar. Com muita força de vontade, o catador encontrou na reciclagem uma maneira de tomar as rédias da própria vida. Há nove meses, conseguiu construir uma casa de madeira na comunidade Irmã Dorothy, em Boa Viagem.
Aos poucos, conseguiu mobiliar a casa com geladeira, fogão, cama, guarda-roupas. Todos os móveis foram recolhidos do lixo e reaproveitados para uso. Com a reciclagem, diariamente, ele anda de 12 a 15 quilômetros por dia. Na camisa, ele estampa o gosto pela profissão que mudou sua vida. "Catador com muito orgulho!".
G1

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