quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Após passar Ano Novo em abrigo, menina abandonada em árvore volta para casa de avós

Após passar Ano Novo em abrigo, menina abandonada em árvore volta para casa de avós

Decisão favorável ao desabrigamento da criança foi dada por juíza de plantão. Avós foram buscá-la no início da tarde desta quarta-feira (3), com advogado.

Menina foi localizada suja e abraçada a uma árvore em rua de Sorocaba (Foto: Reprodução/Facebook)Menina foi localizada suja e abraçada a uma árvore em rua de Sorocaba (Foto: Reprodução/Facebook)
Menina foi localizada suja e abraçada a uma árvore em rua de Sorocaba (Foto: Reprodução/Facebook)
Amenina de 2 anos, que foi encontrada abandonada abraçada a uma árvore no Jardim Eldorado, em Sorocaba (SP), voltou para a casa da família no início da tarde desta quarta-feira (3) depois de ter passado o Ano Novo em um abrigo da cidade.
A garota foi resgatada por um morador do bairro na rua Celina Stela Corradi, na manhã de Natal (25), só de fralda e toda suja. O homem a recolheu, deu banho e comida e, em seguida, acionou a Polícia Militar, a Guarda Civil Municipal e o Conselho Tutelar.
Poucas horas depois, a mãe dela, Juliana Jovino, de 24 anos, foi localizada morta na represa de Itupararanga, em Votorantim (SP). Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a causa da morte foi asfixia por afogamento, mas o resultado do exame toxicológico e alcoólico ainda não foi divulgado.
De acordo com o advogado da família, Paulo Henrique Soranz, a decisão forável ao desabrigamento da criança saiu na terça-feira (2) e foi dada pela juíza que estava de plantão. O processo havia sido autuado no dia 29 de dezembro, mas ficou paralisado durante o recesso de fim de ano dos fóruns.
Como a garota não tem pai reconhecido na certidão de nascimento e a mãe foi encontrada morta, a guarda provisória ficou com os avós, que foram buscá-la no início da tarde, acompanhados do advogado. No momento do reencontro, a criança estava tranquila e não chorou.
Antes da morte de Juliana, as duas já moravam com os avós da menina, Maria Aparecida e Manoel Jovino, além de uma tia e uma prima.
Juliana Jovino, de 24 anos, foi encontrada morta na represa de Itupararanga, em Votorantim (Foto: Reprodução/TV TEM)Juliana Jovino, de 24 anos, foi encontrada morta na represa de Itupararanga, em Votorantim (Foto: Reprodução/TV TEM)
Juliana Jovino, de 24 anos, foi encontrada morta na represa de Itupararanga, em Votorantim (Foto: Reprodução/TV TEM)

Acompanhamento

Enquanto o processo pela guarda definitiva corre na Justiça, explica o advogado, a entidade que abrigou a menina terá que escrever relatórios sobre o comportamento dela durante o período que ficou no local, além de elaborar um plano de atendimento para orientar os avós.
Em seguida, o plano será executado com o acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais para que os familiares tenham condição de assumir a responsabilidade permanentemente. "Voltando para casa, as chances dela superar o trauma são muito maiores", explica.
Ainda segundo o advogado, enquanto a criança esteve no abrigo, a família foi visitá-la várias vezes para que ela não se sentisse distante.
"Sempre que eles precisavam ir embora, ela ficava pedindo pela mãe ou pela avó. Então, voltar pra casa foi um alívio para ela", completa.
Menina foi encontrada abandonada no Jardim Eldorado, em Sorocaba (Foto: Google Street View/Reprodução)Menina foi encontrada abandonada no Jardim Eldorado, em Sorocaba (Foto: Google Street View/Reprodução)
Menina foi encontrada abandonada no Jardim Eldorado, em Sorocaba (Foto: Google Street View/Reprodução)
G1

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