Lei Orgânica da Cultura é sancionada
Governador Rodrigo Rollemberg assinou o documento na cerimônia de reabertura do foyer da sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro
A Lei Orgânica da Cultura do Distrito Federal (LOC) foi sancionada nesta quinta-feira (7) pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg. Elaborado pelo Executivo em parceria com a sociedade, o texto atende a uma demanda histórica da categoria de entes e agentes culturais.

A assinatura ocorreu na cerimônia de reabertura do foyer da sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro e de lançamento da sétima edição do Prêmio José Aparecido de Oliveira, destinado a reconhecer trabalhos de relevância para a preservação e valorização do patrimônio cultural brasiliense.
“Nós temos agora o instrumento de política cultural mais avançado do Brasil e estamos, com isso, cumprindo uma missão de Brasília, que é de ser vanguarda. Trata-se de um instrumento que não é política de governo, mas de Estado, construído em parceria com a sociedade civil”, discursou Rollemberg.
A LOC estabelece o Plano de Cultura para o DF, com diretrizes e ações para os próximos dez anos.
Entre os avanços da norma está a instituição do Sistema de Arte e Cultura do Distrito Federal, ferramenta que será coordenada pela Secretaria de Cultura e outras unidades de governo para criar mecanismos de gestão e descentralizar as ações e os recursos do setor.
"A leia legislação da cultura”, disse o secretário dárea, Guilherme Reis.
Reabertura do foyer da sala Villa-Lobos
A cerimônia de hoje foi marcada também pela reabertura do foyer da sala Villa-Lobos, durante a celebração dos 30 anos de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Inicialmente o local funcionará apenas para visitação turística. A partir de 2018, receberá as diretrizes para ocupação cultural. Poderá, então, abrigar mostras, saraus e lançamentos de livros, entre outros eventos.
Na terça-feira (5), para garantir a segurança dos visitantes, o Corpo de Bombeiros vistoriou as condições do foyer, que passou por reparos.
O espaço recebeu hidrante extra, sinalização de incêndio e segurança e divisórias para isolamento das entradas das salas do teatro.
Além disso, foi feita a troca dos vidros quebrados. As intervenções custaram R$ 41,5 mil, pagos pela Secretaria de Cultura.
Na gestão dele, em 1987, a área central da cidade foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan).O nome do concurso homenageia José Aparecido de Oliveira, que governou o DF de maio de 1985 a setembro de 1988.
No mesmo ano, Brasília ganhou o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, conferido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Presente à cerimônia, a oficial de projetos do Setor de Cultura da Unesco, Isabel de Freitas Paula, relembrou a honraria. “É uma grande satisfação para nós a preocupação e todas as medidas que estão sendo tomadas, e todo o esforço para garantir as características originais que deram o título de patrimônio mundial a Brasília.”
AGENCIA BRASIL
Colaborou Larissa Sarmento.
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