quinta-feira, 16 de maio de 2013

Distrito Federal



Grupo queima pneus e ameaça jogar botijões em protesto no DF


Manifestantes querem interromper desocupação às margens da BR-020.
Nesta quarta, GDF derrubou 92 barracos; área pertence à Terracap.



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Grupo queima pneus em manifestação contra derrubada de barracos na antiga Fazenda Mangabeira, em Planaltina, no DF (Foto: Gabriella Julie/G1)Grupo queima pneus em manifestação contra derrubada de barracos na antiga Fazenda Mangabeira, em Planaltina, no DF (Foto: Gabriella Julie/G1)
Manifestantes queimaram pneus para fechar o acesso à DF-230 na manhã desta quinta-feira (16) e protestar contra a derrubada de barracos montados na antiga Fazenda Mangabeira, em Planaltina. A área começou a ser desocupada nesta quarta, quando cerca de 500 servidores do governo do Distrito Federal removeram 92 construções, que abrigavam 50 famílias. A área pertence à Terracap. Seis pessoas foram detidas.
Manifestante protesta contra desocupação na antiga fazenda Mangabeira, às margens da BR-020, no DF (Foto: Gabriella Julie/G1)Homem protesta contra desocupação
às margens da BR-020, no DF
(Foto: Gabriella Julie/G1)
Por volta das 9h20, o grupo ameaçava jogar botijões de gás na barreira caso o governo insistisse em continuar o processo de desocupação. De acordo com a Secretaria da Ordem Pública e Social, os manifestantes chegaram ao local às 6h30. No terreno foram erguidas 428 construções, 40 delas em alvenaria.
O secretário José Farias disse que a previsão é retirar 428 construções até sexta-feira (17). Segundo ele,150 casas estão habitadas de forma improvisada. As famílias foram notificadas a respeito da determinação de saída na última segunda-feira (6) e orientadas para deixar o local em dois dias. A fiscalização identificou a demarcação de 600 lotes de até 500 metros quadrados.
De acordo com a secretaria, levantamentos realizados pelos órgãos de fiscalização e de segurança do GDF apontam que a ocupação possui características claras de especulação imobiliária urbana. As famílias também não integram nenhum dos movimentos sociais que lutam por terra de forma legítima e reconhecida, segundo o governo.

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