
E, no final de novembro, o CNJ publicou uma nova versão das TPUs, com alterações que aprimoram os dados sobre o direito à educação e ao trabalho, entre outros. Ao auxiliar no diagnóstico dos tipos de causas e assuntos discutidos em juízo, as novas informações vão apoiar a execução das políticas públicas e o aprimoramento das legislações. “O aprimoramento das Tabelas Processuais Unificadas é fundamental para a correta identificação das ações em trâmite no país, uma vez que torna a estatística mais precisa”, explica a juíza auxiliar da Presidência do CNJ e supervisora do Departamento de Pesquisas Judiciárias, Ana Lúcia Andrade de Aguiar.
Dentre as principais alterações na nova versão, está a evolução da tabela de assuntos para a Justiça do Trabalho, a partir de sugestão da Corregedoria-Geral do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Antes unificados, os assuntos trabalhistas estão agora divididos em duas árvores: uma para o direito coletivo e outro para os direitos individuais dos trabalhadores e trabalhadoras.
Ainda foi desenvolvido um grupo específico para tratar da prescrição e decadência nos processos trabalhistas, informações mais voltadas para o controle da tramitação. E, para melhorar o monitoramento da tramitação dos processos judiciais em geral, foram criados movimentos específicos para o voto de magistrados e um de devolução dos autos após vista.
Outra novidade é a criação de um grupo de assuntos sobre o Direito à Educação. Desenvolvido em parceria com o Instituto Articule, ele traz diversos temas que envolvem a educação, como ações afirmativas de acesso, Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), vagas em creches e escolas públicas, políticas para indígenas e quilombolas, evasão escolar, demandas trabalhistas de professores e outros profissionais da educação etc.
As informações sobre classe, assunto e movimento das TPUs são disponíveis no Portal do CNJ, no endereço https://www.cnj.jus.br/sgt/consulta_publica_assuntos.php. A plataforma ainda permite consultar versões anteriores das tabelas, fazer download, consulta por webservice e disponibilização de dump da base completa.
Veja outras versões e conheça as alterações efetuadas nas TPUs
Cooperação
Para manter o aprimoramento contínuo das tabelas e das informações, o sistema permite que os órgãos do Judiciário enviem sugestões. Para isso, o juiz ou servidor responsável pela gestão das tabelas no tribunal formula a proposição com justificativa dentro da própria plataforma, para ser avaliada pelo CNJ.
A atualização das TPUs é feita diretamente pelo CNJ no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe). Os tribunais que utilizam outras ferramentas de gestão processual precisam manter as tabelas atualizadas nesses sistemas, garantindo assim a padronização da taxonomia em âmbito nacional.
Agência CNJ de Notícias
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