Em coletiva, secretários de governo esclarecem e analisam a evolução e os impactos da pandemia

“A letalidade do DF é uma das menores do país e isto precisa ficar claro”, garantiu o secretário de Saúde, Francisco Araújo, durante entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (19), no Palácio do Buriti. Conforme os dados da pasta, o maior número de óbitos em um mesmo dia ocorreu em 9 de julho, no pico da pandemia, quando 41 vidas foram perdidas por causa da doença.
Na segunda-feira passada (17), no entanto, apenas uma morte em virtude da doença ocorreu na capital. A partir de agora, o governo vai divulgar o número diário de óbitos, além de contabilizar os registros realizados nos cartórios.
O Subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage ressaltou que o problema de sub-notificação de óbitos é muito menor no DF que em outros estados: somente 3,9% dos óbitos não são testados com exame PCR para detecção do vírus causador da Covid-19. Nesses casos, são usadas alternativas como tomografias computadorizadas compatíveis.
Confirmação de casos
Os casos confirmados só entram na estatística após investigação epidemiológica. As notificações partem de todas as unidades de saúde do DF, públicas e privadas, e são enviadas para o Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), que verifica e consolida as informações para evitar erros e duplicações.
São fontes os dados enviados pelos laboratórios que realizam o teste RT-PCR e os exames realizados nas unidades básicas de saúde (UBS), unidades de pronto atendimento (UPA), hospitais e demais locais que realizam os testes. Com base em tudo isso são produzidos boletins diários.
Leitos de UTI

Recentemente também entregues 84 leitos no hospital da Polícia Militar e novos serão inaugurados. No hospital no Complexo Penitenciário da Papuda, serão mais 40 leitos. No Hospital de Campanha de Ceilândia, outros 20 com suporte respiratório. “Enquanto durar a pandemia a secretaria estará abrindo leitos fazendo adequações nas unidades”, avisou o secretário.
Francisco Araújo esclareceu que só o médico pode direcionar um paciente dentro da rede. “Muitas vezes, na maioria delas, o paciente não é direcionado para um leito de UTI porque não tem condições clínicas disso. Não faltam leitos”, cravou.
Ainda assim, os cuidados devem continuar. “A população tem que ter cuidado com o maior bem, a vida. O pior momento da pandemia é quando o cidadão acha que está tudo bem”, aconselhou o secretário de Saúde.
*Com informações da Secretaria de Saúde
AGÊNCIA BRASÍLIA
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