sábado, 2 de março de 2019

OEA quer recuperar recursos para reconstrução da Venezuela

MUNDO
Secretário-geral da Organização de Estados Americanos, Luis Almagro, pede ações para recuperar 'lucros ilícitos' levados a outros países por funcionários do governo da Venezuela. Ele diz que o país vive uma situação de 'crimes de lesa humanidade'. Maduro nega que haja 'emergência humanitária'.
Luis Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), em foto de arquivo — Foto: Mary F. Calvert/ Reuters
O secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, pediu nesta sexta-feira (1º) ações para recuperar "os lucros ilícitos" levados a outros países por funcionários do governo da Venezuela, de forma que esses recursos possam ser usados na reconstrução do país.
"Não podemos permitir que fique impune, devemos agir com energia, perseguir os criminosos do governo (...) para recuperar todos os lucros ilícitos que esconderam ao redor do mundo em benefício e para a reconstrução da Venezuela", disse Almagro, em fórum celebrado em Washington.
Nesta conferência sobre a "Corrupção de Estado e crise humanitária na Venezuela", Almagro reiterou que o país sofre "uma situação de crimes de lesa humanidade".
A Venezuela atravessa uma profunda crise política e econômica, marcada pela hiperinflação e por uma severa escassez de produtos básicos.
"O governo da Venezuela quer fazer a comunidade internacional pensar que não existe crise humanitária e que se existisse seria causada pelo suposto bloqueio econômico por parte da classe empresarial venezuelana", defendeu o secretário-geral da OEA, importante apoio do opositor Juan Guaidó, líder do Parlamento reconhecido por mais de 50 países como presidente interino.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, nega a existência de uma "emergência humanitária" e rejeita a assistência, considerada o prenúncio de uma invasão militar.
"É evidente que a causa real da crise é a ganância excessiva", disse Almagro, para quem a gravidade da situação "se tornou a mais ampla estratégia de repressão no país, tornou-se uma arma".



FONTE: AFP

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