quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Pragmatismo x show: Palmeiras de Felipão e Santos de Sampaoli opõem receitas de sucesso



Por GloboEsporte.com — São Paulo
 

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Felipão x Sampaoli: GloboEsporte.com analisa clássico do próximo sábado
Duas das melhores campanhas do Campeonato Paulistamedirão forças às 17 horas (de Brasília) de sábado. Sensação e dono do melhor ataque da competição, o Santos vai à arena do Palmeiras enfrentar um rival que, como no recém-conquistado título brasileiro, sofre pouquíssimo defensivamente.
– O Felipão é um cara mais pragmático, que conserta suas equipes, que monta suas equipes pensando na consistência defensiva, para depois tentar ganhar o jogo – define Caio Ribeiro, comentarista do Grupo Globo, antes de analisar o argentino que chegou ao Santos neste ano.
– O Sampaoli é o contrário. Ele tem mais comprometimento com o espetáculo. É um cara que pensa em atacar, em criar muitas chances de gol, para depois tentar segurar lá atrás.
Preparados com receitas diferentes, Palmeiras e Santos estão entre os melhores colocados do Paulistão. A equipe do litoral lidera a classificação geral, com 18 pontos, enquanto o time da capital empata com o RB Brasil na vice-liderança em pontos (14) e saldo de gols (cinco), mas tem menos gols marcados.
– É um jogaço. De duas equipes que vêm de momentos diferentes. Se o Santos deu uma resposta muito rápida com o Sampaoli, mesmo sem um elenco tão recheado de craques, o Palmeiras tem a continuidade de trabalho do Felipão, um sistema de jogo já definido, e joga em casa – opina Caio Ribeiro.
– Em clássico, a gente está cansado de ver, às vezes acontece até o improvável. O Santos vive um ótimo momento, o Palmeiras também. Pelo fato de ser na arena, tem uma leve vantagem para o Palmeiras, mas o jogo é muito parecido.
Felipão Palmeiras Sampaoli Santos — Foto: InfoesporteFelipão Palmeiras Sampaoli Santos — Foto: Infoesporte
Felipão Palmeiras Sampaoli Santos — Foto: Infoesporte

Opinião dos setoristas

Como joga o Palmeiras (por Tossiro Neto)
É uma equipe vertical, que se defende muito bem e não se envergonha de fazer ligações diretas ao ataque. De buscar um pivô para que ele tente segurar a bola até a chegada do restante do time, sobretudo quando esse pivô é Deyverson, que dificilmente perde alguma disputa pelo alto.
Mas Felipão tem problemas para armar seu time no momento, e Deyverson é um deles. Como o atacante tem mais quatro jogos de gancho a cumprir, o único centroavante à disposição no momento é Borja. Um centroavante cuja principal característica, a finalização, vem recebendo críticas.
O escape do Palmeiras ultimamente – e cada vez mais – tem sido a velocidade de seus pontas. Mas aí está outro problema para o clássico. Dudu terá de estar inspirado, já que Felipe Pires (que vinha sendo uma boa opção) está lesionado, e Carlos Eduardo tem colecionado fracas atuações.
Foi um gol de Dudu, único até agora, contra o Bragantino, a jogada mais bonita do Palmeiras em 2019. Um gol que surgiu de um rápido contra-ataque, com triangulação pelo lado do campo, infiltração e finalização certeira. Para não ficar refém de chuveirinhos, o camisa 7 é peça fundamental.
Luiz Felipe Scolari, técnico do Palmeiras — Foto: Marcos RibolliLuiz Felipe Scolari, técnico do Palmeiras — Foto: Marcos Ribolli
Luiz Felipe Scolari, técnico do Palmeiras — Foto: Marcos Ribolli
GLOBO ESPORTE 

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