Escola Municipal Bilíngue encerra ano letivo com sessão de fotos no Espigão Costeiro
A atividade foi uma das ações realizadas pela escola que integra a política de inclusão implantada pelo prefeito Edivaldo que investe ainda em acessibilidade nas unidades da rede e na capacitação de professores na área da educação especial
Na Escola Bilíngue, onde a primeira língua é a Libras, prioriza-se o ambiente linguístico natural para crianças e jovens surdos falantes da Língua de Sinais. Para que, a partir dessa língua, construam-se as relações sociais em torno do conhecimento cultural, artístico e científico, tornando-a, ao mesmo tempo, uma língua viva que permita a comunicação desses sujeitos e sua participação acadêmica e política na sociedade. Sabendo-se que grande parte das crianças surdas convivem com pais ouvintes, em geral, é a Escola Bilíngue que irá tornar possível a identidade linguística desse aluno.
Para o secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa, a Escola Bilíngue é um espaço de cidadania. "Acreditamos que, a partir dessa perspectiva escolar, serão ampliadas as possibilidades dos surdos exercerem plenamente sua cidadania. A gestão do prefeito Edivaldo incentiva e trabalha pela inclusão deste segmento da sociedade, dando-lhes a oportunidade de terem uma vida mais plena", destacou o secretário.
A coordenadora da Escola Bilíngue, Erlene Silva, reforça esse pensamento. "Precisamos não só educar, transmitir conhecimentos, mas influir na vida das crianças e adolescentes surdos para transformá-los em cidadãos, para que lutem pelos seus direitos e conquistem seu espaço".
"A apropriação da linguagem do estudante é essencial para a inclusão dele na sociedade, para que ele tenha o nível de oportunidade igual a todos e a escola é determinante nesse sentido", pontuou a professora da Educação Infantil e 5º ano do Fundamental, Silvane Correa.
De acordo com Maria do Socorro Felix dos Santos, mãe do pequeno Nícolas, 6 anos, estar no ambiente escolar onde há outras crianças surdas é muito importante. "Na escola ele fica a vontade, aprende a se comunicar, porque é tudo voltado para a condição dele, professores, ensino da língua de sinais, os colegas iguais a ele", disse.
Evelyn Reis, que neste ano vai cursar o 6ª ano, disse que não quer parar de estudar. "Sei que é difícil, mas vou conseguir. Gosto muito de estudar e não quero parar. Na escola além dos amigos, o importante é ser incentivada aos estudos", falou por meio de linguagem de sinal.
LIBRAS
A política educacional apoia-se nas determinações da Carta Magna (Brasil, 1988), na Lei 9.394/1996, e na Lei 10.436/2002, que reconhecem a Língua Brasileira de Sinais como sistema linguístico, no qual se realiza a comunicação de pessoas surdas; além de outros decretos, leis e convenções nacionais e internacionais, que reconhecem a identidade cultural e linguística específica das pessoas com deficiência
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