Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil ocupa a segunda colocação no mundo em número de casos novos de hanseníase, perdendo apenas para a Índia. De acordo com a Dahw Brasil, ONG alemã de assistência a hansenianos com 61 anos existência e atuação em 21 países, o Brasil concentra mais de 90% dos casos da doença na América Latina.
Para chamar a atenção para a causa, a Campanha Mundial de Combate à Hanseníase, Janeiro Roxo, conscientiza para os sintomas, diagnóstico e tratamento da doença que, antigamente, era conhecida como lepra.
Para informar sobre o assunto, convidamos a médica especialista em infectologia e Diretora Técnica do Hospital Estadual de Dermatologia Sanitária e Reabilitação Santa Marta – HDS, unidade da SES-GO, Dra. Mônica Ribeiro Costa, para esclarecer algumas dúvidas sobre a doença.
Para chamar a atenção para a causa, a Campanha Mundial de Combate à Hanseníase, Janeiro Roxo, conscientiza para os sintomas, diagnóstico e tratamento da doença que, antigamente, era conhecida como lepra.
Para informar sobre o assunto, convidamos a médica especialista em infectologia e Diretora Técnica do Hospital Estadual de Dermatologia Sanitária e Reabilitação Santa Marta – HDS, unidade da SES-GO, Dra. Mônica Ribeiro Costa, para esclarecer algumas dúvidas sobre a doença.
O que é hanseníase?
A hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, também conhecida como bacilo de Hansen. A doença pode se apresentar de duas formas nos exames: a paucibacilar (poucos bacilos) e a multibacilar (muitos bacilos).
Como é feito o diagnóstico da hanseníase?
Para fechar o diagnóstico, o médico pode se basear na avaliação clínica (exame da pele e nervos do paciente) ou, se necessário, solicitar a pesquisa de bacilos no laboratório (baciloscopia) do material líquido (serosidade cutânea) colhido em orelhas, cotovelos e na lesão de pele. O médico pode ainda pedir a realização da biópsia dos fragmentos da lesão ou de uma área suspeita.
Como se transmite a hanseníase?
A transmissão do M. leprae se dá por meio de convivência muito próxima e prolongada com o doente (multibacilar) que não se encontra em tratamento. O contato pode ser com gotículas de saliva ou secreções do nariz.
Importante:
A forma paucibacilar da doença não é transmissora. Tocar a pele do paciente não transmite a hanseníase.
Quais os sintomas da hanseníase?
A hanseníase é uma doença que afeta a pele e os nervos periféricos. A doença pode se apresentar com manchas mais claras, vermelhas ou mais escuras, que são pouco visíveis e com limites imprecisos, com alteração da sensibilidade no local associado à perda de pelos e ausência de transpiração.
Quando o nervo de uma área é afetado, surgem dormências, perda de tônus muscular e retrações dos dedos. Se o tratamento não for iniciado a tempo ocorre desenvolvimento de incapacidades físicas que afetam principalmente as mãos e os pés.
Nas fases agudas, podem aparecer caroços e/ou inchaços nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos, cotovelos e pés.
Nas fases agudas, podem aparecer caroços e/ou inchaços nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos, cotovelos e pés.
Quais os tratamentos para a hanseníase?
O tratamento é gratuito e fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O cuidado é feito ambulatorialmente com o uso de medicamentos em cartelas mensais.
O tratamento varia de seis meses, nas formas paucibacilares, a um ano, nas formas multibacilares, podendo ser prorrogado ou feita a substituição da medicação em casos especiais.
O tratamento varia de seis meses, nas formas paucibacilares, a um ano, nas formas multibacilares, podendo ser prorrogado ou feita a substituição da medicação em casos especiais.
A hanseníase tem cura?
O tratamento é eficaz e cura. Após a primeira dose da medicação não há mais risco de transmissão da doença. Assim, não há necessidade de afastamento do paciente do convívio social e familiar.
Comunicação Crer
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