Nas vendas externas, destaques ficaram para soja, farelo, carne de frango e cana-de-açúcar. Greve dos caminhoneiros foi dos pontos de prejuízo para o setor. Para 2019, desafios estão focados na logística, nos marcos regulatórios, na segurança do campo e na continuidade de crescimento.
Raphael Costa - Repórter da Agência do Rádio
BRASÍLIA (Reuters) - O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro deverá crescer 2 por cento em 2019 em relação ao ano anterior, após uma queda prevista de 1,6 por cento neste ano frente a 2017, disse a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) nesta quarta-feira.
A CNA apresentou uma visão otimista para 2019, com perspectivas positivas para a economia e a política agrícola do Brasil.
A contração deste ano foi atribuída principalmente à greve dos caminhoneiros em maio, que paralisou as estradas do país, elevando os preços dos insumos agrícolas e prejudicando a capacidade do setor de levar produtos ao mercado.
Os agricultores foram importantes apoiadores do presidente eleito Jair Bolsonaro, que assumirá o cargo em 1º de janeiro, adotando uma agenda do setor do agronegócio.
Bolsonaro deu aval à indicação da Frente Parlamanentar da Agropecuária (FPA) para o Ministério da Agricultura, que será liderado por Tereza Cristina (DEM-MS).
A produção de grãos do país deverá crescer ainda mais na safra seguinte, após 228 milhões de toneladas colhidas em 2017/18, graças às condições climáticas favoráveis, disse a CNA.
A produção de soja deverá crescer de 5 a 6 por cento em 2018/19, de acordo com um analista da CNA.
Balanço de fim de ano da CNA destaca presença do agro nacional em 42% das exportações do Brasil em 2018
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Entrevista com Raphael Costa - Repórter da Agência do Rádio sobre o Balanço do fim de ano da CNA
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Fonte: Notícias Agrícolas
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