quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Resultados de duas estratégias preventivas são apresentados durante o I Encontro sobre prematuridade

Resultados de duas estratégias preventivas são apresentados durante o I Encontro sobre prematuridade

Rose Velasco SES/MT

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No I Encontro Mato-grossense sobre prematuridade que ocorreu em 27 e 28 de novembro, no auditório da UNIC Beira Rio, foram abordadas duas estratégias do Ministério da Saúde: A Qualineo, que visa qualificar as práticas de atenção ao recém-nascido de risco e reduzir a mortalidade neonatal, e o APICE ON, Projeto de Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia, que propõe a qualificação de profissionais nos campos de atenção e cuidado ao parto e nascimento; planejamento reprodutivo; atenção à mulher em situações de violência; abortamento e aborto legal. 
As apresentações dos resultados obtidos com essas duas estratégias foram feitas pelas técnicas Cláudia Moreno, da rede Cegonha/QualiNeo/APICE ON/MTA da Atenção à Saúde do Escritório Regional de Saúde da Baixada Cuiabana da SES/MT, e por Renata Cristina Teixeira, do projeto Apice On do Ministério da Saúde.
Em Mato Grosso, a Qualineo contempla as maternidades Hospital Santa Helena, Hospital Geral e Hospital Universitário Júlio Muller. Já o Apice On,  atua em hospitais de ensino, universitários e/ou atuantes em unidades de ensino no âmbito da Rede Cegonha e está presente no Hospital Geral e Hospital Universitário Júlio Muller.
Essas estratégias são desenvolvidas por grupos locais formados por profissionais de saúde que atuam na UTI neonatal e no Centro obstétrico, além de representantes da gestão hospitalar e das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde e apoiadores do Ministério da Saúde. “Devem ser trabalhadas de forma integrada, pois possuem interfaces que sinalizam temas importantes para a saúde da mulher e da criança", informou a Cláudia Moreno, da rede Cegonha/QualiNeo/APICE ON/MTA da Atenção à Saúde do Escritório Regional de Saúde da Baixada Cuiabana da SES/MT.
Atualmente, os avanços da tecnologia na área de saúde permitem a sobrevivência das crianças pré-termo, e uma das formas de prevenção é o conhecimento e o monitoramento dos fatores de risco e a devida atenção e assistência ao materno infantil.
De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde, entre os anos de 2013 e 2017 a septicemia bacteriana do recém-nascido foi a principal causa de óbitos para as crianças pré-termo, representando 8,1% do total de óbitos.
Ainda de acordo com os dados, nesse mesmo período foram registrados no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) 276.657 nascidos vivos, e no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) 3.838 óbitos infantis e 2668 óbitos fetais.
Os mesmos registros apontam que nesse período, 85,74% dos nascidos vivos nascem dentro do tempo adequado de gestação de 37 a 41 semanas, e 10,4% são pré-termo (parto prematuro).
O levantamento desse período de 2013 a 2017 aponta para um aumento no percentual de óbitos em crianças prematuras, tendo uma variação de 10,88% passando de 53,56% em 2013 para 59,38% em 2017.
O baixo-peso ao nascer é uma das características dos óbitos infantis, representando 55,3% do total de óbitos no período de 2013 a 2017, sendo considerado um fator de risco. Apenas 10,02% dos prematuros nascem com peso normal.
As afecções perinatais são doenças relacionadas com problemas do bebê para respirar e complicações de saúde antes, durante e logo após o parto, normalmente causados por gestação de curta duração, baixo peso e infecções.
Considerando os dados dos Escritórios Regionais de Saúde, no período de 2013 a 2017, constata-se que em quase todas as regiões de saúde ocorreu elevação no percentual de prematuros. O ERS de Porto Alegre do Norte se destacou com variação de 136,36%, passou de 23,08% em 2013 para 54,55% em 2017. Já nos ERS de São Felix do Araguaia e de Peixoto de Azevedo registrou-se uma redução respectivamente de 62,50% e 28,13%.
O I Encontro Mato-grossense sobre Prematuridade foi considerado um avanço significativo para o universo acadêmico, profissional e de serviços públicos na rede de saúde, tendo atingido todos os setores envolvidos. Segundo informou o técnico da saúde da criança da SES/MT Ademar Sales Macaúbas, houve um número expressivo de participantes e um alto nível técnico de palestrantes, com a presença de profissionais dos Estados de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e de Brasília, além dos que atuam nos hospitais federal e particular na capital (HG/HUJM/Santa Helena), na Unemat e no Cridac.
“A iniciativa atingiu o seu objetivo que foi o de fomentar o debate e a reflexão obre a prematuridade e suas implicações no trinômio bebê-mãe-família, e de maneira satisfatória; pretendemos dar continuidade a essa discussão com a sociedade em geral para a troca de experiências e para aprimorar ainda mais os serviços e avançar na prevenção de nascimentos prematuros”, destacou Ademar Macaúbas.
Os participantes inscritos no evento irão receber certificado da Escola de Saúde Pública do Estado (ESP/MT), que deverá estar disponível dentro de dois meses. Os inscritos deverão retirar o certificado diretamente na ESP/MT, informou a organização do evento.

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