quarta-feira, 28 de novembro de 2018

O Cine Cultura exibe O Colar de Coralina em sessão Especial nesta quinta-feira, 29


Samara Martins

O longa infantil, o Colar de Coralina, de Reginaldo Gontijo, estreia no Cine Cultura, nesta quinta-feira, 29, em sessão especial às 19h. A exibição contará com a presença de Célia Bretas, neta da poetisa. O Cine Cultura está instalado no Espaço Cultural José Gomes Sobrinho, a entrada R$ 12 inteira e R$ 6,00 a meia.


O filme é inspirado no poema “O prato azul-pombinho” da poetisa brasileira Cora Coralina. Um retrato da sua infância e sua ligação afetiva e trágica com o prato azul-pombinho, último de uma coleção de noventa e duas peças, herdade de sua bisavó Antônia.


Letícia Sabatella, Rebeca Vasconcellos, Maria Coeli, Nadja Dulci, Val Moreno, Melina Calazans e Paula Passos compõem o elenco do filme.


De acordo com crítica do jornal Correio Brasiliense, “o filme tem o ritmo poético da literatura da Cora, o ambiente hostil à educação das mulheres, o papel da mulher na sociedade da época que ela aborda bem em sua obra”.


Moradora de Palmas, a neta de Cora Coralina, a jornalista Célia Bretas Tahan, diz que está feliz com a exibição do filme. “Minha avó apoiava a criação do Tocantins. O universo de Cora também faz parte da cultura doEstado, agradeço a Fundação Cultural por  trazer este filme à Palmas”, disse.


O Colar de Coralina estreou nos cinemas em 22 de novembro e está em exibição em mais de 37 cidades, com distribuição da O2 Play: Trailer: https://youtu.be/aAd-qiod-Us


Cora Coralina


Ana Lins dos Guimarães Peixoto, conhecida como Cora Coralina, nasceu na cidade de Goiás (GO), no dia 20 de agosto de 1889. Mesmo tendo cursado apenas até a terceira série do curso primário, Cora Coralina foi uma grande poetisa e contista brasileira, tendo publicado seu primeiro livro aos 75 anos e se tornado uma das vozes femininas mais relevantes da literatura nacional.


Apesar de escrever poemas ao longo da vida, somente em 1965, com 75 anos, Cora Coralina conseguiu realizar o seu sonho de publicar o primeiro livro "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1970, tomou posse na cadeira nº. 5 da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás. Em 1976, lançou seu segundo livro "Meu Livro de Cordel". O interesse do grande público por sua obra só foi despertado graças aos elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980.


A poetisa que escreveu sobre o seu tempo e sobre o futuro, destacando a realidade das mulheres dos anos de 1900 é o principal nome da cidade de Goiás. Em 2002, a cidade de Goiás com sua paisagem urbana predominantemente marcada pela arquitetura dos séculos 18 e 19, recebeu o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, pela Unesco. A casa onde morou a poetisa Cora Coralina é hoje o museu da escritora.


Cora Coralina faleceu em Goiânia (GO), no dia 10 de abril de 1985.




Serviço


Quinta: 29/11/2018


Horario:19h


Local: Cine Cultura - Espaço Cultural


Ingressos: R$12,00 R$ 6,00


Informações: 2111-2405

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