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Os dois chefiaram secretaria durante gestão de Agnelo Queiroz (PT). Investigação apurou conexão com cartel que operava no Rio de Janeiro, revelado pela Lava Jato.
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Os dois chefiaram secretaria durante gestão de Agnelo Queiroz (PT). Investigação apurou conexão com cartel que operava no Rio de Janeiro, revelado pela Lava Jato.
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| Rafael Barbosa e Elias Miziara, ex-secretários de Saúde do DF — Foto: Valter Campanato/ABr |
Os ex-secretários de Saúde do Distrito Federal Rafael
Barbosa e Elias Miziara foram presos nesta quinta-feira (29) durante uma
operação contra fraudes na pasta. Os dois chefiaram a secretaria durante a
gestão de Agnelo Queiroz (PT).Ao chegar à Polícia Civil, Miziara afirmou que
não sabia do que a operação se tratava. O advogado dele, Joelson Dias, disse que
só vai pronunciar quando tiver acesso ao processo. A defesa negou qualquer
irregularidade.Barbosa não quis conversar com a reportagem na chegada à
polícia.Ao todo, são 12 mandados de prisão preventiva, de tempo indeterminado.
Também são cumpridos 44 mandados de busca e apreensão, em Brasília, São Paulo e
Rio de Janeiro. O grupo é investigado por peculato, corrupção ativa e passiva,
fraude em licitação e organização criminosa.Segundo as investigações do
Ministério Público do DF, um grupo de empresas que fraudou licitações no Rio de
Janeiro durante a gestão do ex-governador fluminense Sérgio Cabral (MDB)
replicou o esquema no DF.
O inquérito aponta que a Secretaria de Saúde do DF aderiu a
uma ata de registros de preços da secretaria do Rio de Janeiro para que uma
empresa fornecesse órteses e próteses para o DF.Mas segundo os investigadores,
essa empresa fazia parte de um cartel de empresas fornecedoras de material
hospitalar. Com isso, todos os preços eram combinados antes, e o pagamento de
propina fazia parte de um esquema orquestrado pelo ex-governador Sérgio
Cabral.A operação tem nome "Conexão Brasília" por ter paralelo com as
apurações da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. A ação é da força-tarefa de
Combate à Corrupção na Saúde, chefiada pelo promotor Luís Henrique Ishihara,
com o trabalho de mais quatro promotores.
A ação desta quinta ocorreu em parceria com a Polícia Civil
do DF, que atuou com 105 agentes, 48 delegados, 10 peritos e 15 escrivães.
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