quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Ex-secretários de Saúde do DF Rafael Barbosa e Elias Miziara são presos por fraude na pasta

DF
Os dois chefiaram secretaria durante gestão de Agnelo Queiroz (PT). Investigação apurou conexão com cartel que operava no Rio de Janeiro, revelado pela Lava Jato.
Rafael Barbosa e Elias Miziara, ex-secretários de Saúde do DF — Foto: Valter Campanato/ABr
Os ex-secretários de Saúde do Distrito Federal Rafael Barbosa e Elias Miziara foram presos nesta quinta-feira (29) durante uma operação contra fraudes na pasta. Os dois chefiaram a secretaria durante a gestão de Agnelo Queiroz (PT).Ao chegar à Polícia Civil, Miziara afirmou que não sabia do que a operação se tratava. O advogado dele, Joelson Dias, disse que só vai pronunciar quando tiver acesso ao processo. A defesa negou qualquer irregularidade.Barbosa não quis conversar com a reportagem na chegada à polícia.Ao todo, são 12 mandados de prisão preventiva, de tempo indeterminado. Também são cumpridos 44 mandados de busca e apreensão, em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. O grupo é investigado por peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação e organização criminosa.Segundo as investigações do Ministério Público do DF, um grupo de empresas que fraudou licitações no Rio de Janeiro durante a gestão do ex-governador fluminense Sérgio Cabral (MDB) replicou o esquema no DF.
O inquérito aponta que a Secretaria de Saúde do DF aderiu a uma ata de registros de preços da secretaria do Rio de Janeiro para que uma empresa fornecesse órteses e próteses para o DF.Mas segundo os investigadores, essa empresa fazia parte de um cartel de empresas fornecedoras de material hospitalar. Com isso, todos os preços eram combinados antes, e o pagamento de propina fazia parte de um esquema orquestrado pelo ex-governador Sérgio Cabral.A operação tem nome "Conexão Brasília" por ter paralelo com as apurações da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. A ação é da força-tarefa de Combate à Corrupção na Saúde, chefiada pelo promotor Luís Henrique Ishihara, com o trabalho de mais quatro promotores.
A ação desta quinta ocorreu em parceria com a Polícia Civil do DF, que atuou com 105 agentes, 48 delegados, 10 peritos e 15 escrivães.


G1 DF























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