terça-feira, 16 de outubro de 2018

Recanto das Emas: 6ª maior cidade do DF é esquecida pelo poder público

DF
Os 146 mil moradores cobram a construção de viaduto na RA, mais segurança e atendimento de qualidade na Unidade Básica de Saúde
Igo Estrela/Metrópoles
IGO ESTRELA/METRÓPOLES
A noite de segunda-feira (8/10) pareceu interminável para Gezabel Cristina Alves (foto em destaque). Com fortes dores no estômago, tosse, febre de 40 graus e vômitos com sangue, a cabeleireira de 43 anos procurou a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Recanto das Emas para tentar pôr fim ao sofrimento. Após esperar cerca de duas horas por atendimento, a decepção: “Falaram que não me enquadro na classificação vermelha e me mandaram procurar um posto de saúde, que só funciona durante o dia. É desumano”, desabafou a mulher.
O sistema de saúde precário é apenas um dos muitos problemas que afligem os moradores do Recanto das Emas. Com 146 mil habitantes – conforme a última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) –, a cidade carece de melhorias de serviços essenciais, como mobilidade e segurança. Apesar de ser a sexta região administrativa (RA) mais populosa do DF, tem sido deixada em segundo plano no rol de prioridades governamentais.
Nesta reportagem da série DF na Real – na qual os candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF) comentam o que fariam (confira no fim do texto) para resolver os problemas apontados pelos brasilienses –, o Metrópoles aborda a situação do Recanto das Emas.
InvestimentosEm 2017, o Governo do DF destinou R$ 4,9 milhões para a Administração Regional do Recanto das Emas. O Lago Norte, que tem 110 mil moradores a menos e estrutura urbana bem melhor, foi agraciado com o mesmo valor. Já a RA do Núcleo Bandeirante, que conta com 23,5 mil habitantes, recebeu do Palácio do Buriti R$ 6,2 milhões. O GDF também entendeu que Águas Claras, com uma população estimada em 138 mil, deveria receber mais recursos: R$ 10,4 milhões.
Com investimento escasso, a localidade acumula problemas. Na Quadra 401, motoristas têm de trafegar com cuidado para não cair nos inúmeros buracos. Num deles, os moradores sinalizaram a cratera com pneu e madeiras. Quem reside nas proximidades diz que a abertura no asfalto incomoda há meses, mas nenhuma providência do Estado foi tomada para fechar a fissura.

METRÓPOLES

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