terça-feira, 16 de outubro de 2018

Definido relator de processo no Conselho de Ética contra três deputados do PT

16/10/2018 - 17h05


O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), designou nesta terça-feira (16) o deputado Jorginho Mello (PR-SC) como relator de processo contra os deputados do PT Paulo Pimenta (RS), Paulo Teixeira (SP) e Wadih Damous (RJ) – os dois primeiros foram reeleitos para a legislatura 2019-2022; o terceiro não.
O PSL, autor da representação (REP 30/18) contra os deputados petistas, argumenta que os três agiram de má-fé ao apresentar durante plantão judiciário, em julho deste ano, pedido de habeas corpus para tentar libertar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba em razão da Operação Lava Jato. O habeas corpus foi inicialmente concedido, mas cassado posteriormente.
Audio Player
Ouça esta matéria na Rádio Câmara
Jorginho Mello integrou lista tríplice, formada por sorteio, que incluía ainda Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) e Kaio Maniçoba (SD-PE). Após a designação do relator, a reunião do colegiado foi suspensa e depois encerrada. Assim, o Conselho de Ética não chegou a analisar outros dois casos que estavam na pauta, envolvendo os deputados Nelson Meurer (PP-PR) e Laerte Bessa (PR-DF).
Discussão aberta
No caso de Nelson Meuer, alvo de representações da Rede e do Psol por suposta quebra de decoro parlamentar(REP 27/18 e apensado), já foi apresentado parecer do relator, deputado Mauro Lopes (MDB-MG), pelo arquivamento. O parecer ainda não foi votado pelo Conselho de Ética.
Meurer foi o primeiro detentor de mandato condenado na Operação Lava Jato pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em atos ocorridos entre 2006 e 2014. A pena é de 13 anos, 9 meses e 10 dias em regime fechado. Meurer ainda aguarda decisão sobre recursos que apresentou ao STF.
Defesa prévia
Conforme representação do PSB (REP 28/18), Laerte Bessa agrediu o subsecretário de Articulação Federal da Casa Civil do Distrito Federal, Edvaldo Dias da Silva, em comissão mista do Congresso Nacional sobre medida provisória que criou o Ministério da Segurança e tratava também da divisão de verbas do Fundo Constitucional do Distrito Federal entre segurança, saúde e educação.
A defesa de Bessa argumentou que o PSB não tem legitimidade para oferecer a acusação por quebra de decoro. Além disso, segundo a defesa, na ocasião o deputado estava “no pleno exercício do mandato parlamentar”, sendo inviolável por “opiniões, palavras e votos”. O parecer preliminar do relator, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), ainda não foi lido no Conselho de Ética.
Reportagem – Ralph Machado
Edição – Marcelo Oliveira

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias

    Nenhum comentário:

    Postar um comentário