SEMPLAN - TRATAMENTO
Programa já está em sua segunda turma
13/09/2018 - 15h00 Imprimir Envie por e-mail
Créditos: Ascom/Semplan
A epidemia global do tabaco mata quase 6 milhões de pessoas por ano. Seus malefícios prejudicam não apenas quem usa, mas também as pessoas que convivem com fumantes. Diante desta ameaça à saúde, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) mantém na Unidade Básica de Saúde João Cirilo, no povoado Boa Hora, um programa voltado quem deseja largar o vício.
O programa já está em sua segunda turma, que conta com 10 participantes. Durante o período de um ano, estas pessoas são acompanhadas pela equipe Estratégia Saúde da Família do local, que promove um tratamento que consiste em reuniões (inicialmente semanais, depois passam a ser mensais), administração de medicamentos (adesivos e comprimidos anti-tabaco) e acompanhamento odontológico. Mas o fator principal para o sucesso no tratamento é a força de vontade do participante em parar com o vício, como explica a enfermeira da equipe 235, Lívia Viana. “Estamos sempre disponíveis para conversar, e nas reuniões de grupo eles se apoiam mutuamente e contam suas experiências. A gente traz ainda filmes educativos que mostram a repercussão do cigarro no corpo do indivíduo”, comenta a enfermeira.
Ainda segundo Lívia Viana, em oito meses de acompanhamento, nove pessoas do grupo de dez já deixaram de fumar, e a turma segue até o mês de abril, quando dará lugar a novos participantes. “Durante a época de inscrição, os agentes comunitários de saúde convocam a população para que façam a avaliação para participar. Inicialmente a gente faz uma entrevista com a médica para avaliar a saúde deles de forma geral, a questão do vício, há quanto tempo fumam, as condições de vida e se estão aptos ou não a participar”, diz a enfermeira.
A médica Silvana Veloso comenta que a comunidade do Boa Hora apresenta um número grande de fumantes, e muitos têm interesse em participar do programa graças aos depoimentos e engajamento de seus participantes na comunidade. “O pessoal já veio com mais vontade e determinação para participar. Para gente nós é muito gratificante e nos dá mais vontade de planejar o que vamos fazer com o próximo grupo”, diz a médica.
Elvis de Oliveira é um dos atendidos na Unidade conta que que um vídeo comparando um pulmão de fumante a um saudável despertou nele o desejo de largar o vício. “Vai completar três anos que eu parei. Vontade eu tenho, mas a gente tem que controlar e vou seguir assim porque não quero voltar a ser fumante”, conta.
Outro participante, Messias dos Santos, enumera os benefícios que largar o cigarro trouxe para sua vida. “Eu fumava um cigarro para dormir e quando eu acordava meu fôlego ficava curto. Hoje isso não acontece mais”, relata ele. Já Laisa Carvalho diz que parou por causa das duas filhas pequenas “Elas viviam gripadinhas, cansadinhas, e a casa tinha muito cheiro ruim, por isso parei”, relata a dona de casa, que participa do grupo junto com seu marido. Outros benefícios citados pelos participantes foram melhoras no sono, no olfato e no paladar.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) é o órgão do Ministério da Saúde responsável por coordenar e executar o Programa de Controle do Tabagismo no Brasil. O objetivo é prevenir doenças e reduzir a incidência do câncer e de outras doenças relacionadas ao tabaco, por meio de ações que estimulem a adoção de comportamentos e estilos de vida saudáveis. Em Teresina, o programa de tabagismo existe desde 2010 no Hospital do Parque Piauí e desde 2015 na Atenção Básica em Saúde, onde já está implementando em cerca de vinte UBS.
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