sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Tchê Tchê e a curtida na demissão de Roger: "Pessoal leva muito a sério"


Atualmente no Dínamo de Kiev, jogador diz que não tem "nada a declarar" sobre o assunto envolvendo o ex-técnico do Palmeiras. Ele já se diz adaptado após dois meses na Ucrânia


Tchê Tchê e a curtida na demissão de Roger:

Dean Mouhtaropoulos / Getty Images


Por Raphael Sobral, Amsterdã, Holanda
 
Tchê Thê gerou polêmica quando Roger Machado foi demitido do Palmeiras, no fim de julho. O jogador curtiu uma postagem do SporTV - em uma rede social - que anunciava a demissão do treinador. Quase um mês se passou, e ele prefere não alimentar o assunto.
- O pessoal leva tudo muito a sério. Eu curti como curto outras coisas do SporTV, entre outras páginas de esporte, e acabou que teve aquela repercussão, mas nada a declarar.
No fim de julho, Tchê Tchê curtiu postagem sobre a demissão de Roger Machado (Foto: Reprodução)No fim de julho, Tchê Tchê curtiu postagem sobre a demissão de Roger Machado (Foto: Reprodução)
No fim de julho, Tchê Tchê curtiu postagem sobre a demissão de Roger Machado (Foto: Reprodução)
Por falar em Palmeiras, Tchê Tchê não esquece o clube. Há pouco mais de dois meses no Dínamo de Kiev, o meia diz acompanhar o Alviverde quando a diferença de horário permite. Algumas vezes as partidas são às 5h da manhã na Ucrânia.
- Sempre que dá procuro assitir. Minha família acompanha, a gente torce bastante. E ainda tenho muito contato com o Thiago Santos e o Edu Dracena. A gente se fala bastante.

Adaptação à Ucrânia

Se ainda não está fluente em ucraniano, Tchê Tchê garante que ao menos já consegue se virar com o básico. Ele encara com tranquilidade a adaptação à Ucrânia e ao futebol do país. O ex-palmeirense diz já se comunicar, pelo menos dentro de campo, na língua do país e solta algumas palavras para provar. “Pryvit, khorosho?” (Oi, tudo bem?), Spyna (as costas), entre outras.
- Esse tipo de coisa, dentro de campo, eu consigo me virar bem. Tento conversar bastante, pergunto em inglês como se fala as coisas em ucraniano, e o pessoal procura me ajudar. E tem um tradutor que fala português, que também ajuda.
Tchê Tchê vive com a família (esposa e filho) no país, e pouco tempo depois de sua chegada ganhou a companhia de mais dois brasileiros: o lateral Sidcley (ex-Atlético-PR e Corinthians), contratado em julho, e o meia Vitor Bueno (ex-Santos), que chegou no início de agosto.
- Eu brinco bastante que eles chegaram na fase boa. Quando eu cheguei e me apresentei estava sozinho, então tinha que me comunicar com alguns que falam inglês com o pouquinho que eu falo só pra não passar fome (risos). E eles não pegaram o trabalho físico na pré-temporada, esse tipo de coisa. A gente não atuava junto no Brasil, mas conversamos, temos assuntos em comum, então isso facilita bastante para se adaptar e se enturmar com o pessoal mais rápido.
Aos poucos, o meia vem ganhando espaço no time. Atuou em cinco das oito partidas disputadas pelo Dínamo até aqui na temporada, sendo três como titular, e já conquistou um título logo na estreia: a Supercopa do país. Sidcley e Vitor Bueno, no entanto, ainda não estrearam.
Quanto ao frio, que muitas vezes é uma barreira para a adaptação de quem vem de um país tropical, o meia comemora ainda não ter precisado enfrentá-lo. Afinal, chegou durante o verão europeu. Teve, no entanto, que encarar um choque cultural e a solidão de ser, naquele momento, o único brasileiro do time.
- (A vida) É diferente, costumes diferentes, comida diferente. Mas a partir do momento que a gente aceita vir para cá, tem que encarar e se encaixar no padrão de vida deles.

Dínamo de Kiev x Ajax

Tchê Tchê, Sidcley e Vitor Bueno agora têm outro desafio além da adaptação à Ucrânia. Na próxima quarta o Dínamo encara o Ajax, em casa, pelo jogo de volta dos playoffs eliminatórios da Liga dos Campeões. Na partida de ida, em Amsterdã, a equipe holandesa venceu por 3 a 1. Para avançar à fase de grupos da competição europeia, o time de Kiev precisa vencer por 2 a 0 ou por uma diferença de três ou mais gols.
- Não tem nada resolvido, a gente tem uma força muito grande em casa, nossa torcida vai comparecer, então a gente espera uma boa atmosfera para tentar reverter esse placar. Precisamos entrar tentando pressionar nos primeiros minutos, mas não ir com tanta sede para não ficar muito exposto - analisou.
globo esporte 






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