Operação Mãos à Obra prende dois em Porto Alegre e Região Metropolitana
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A Delegacia de Repressão ao Roubo e Furto de Cargas (DRFC), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), deflagrou na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Mãos à Obra 2 para desarticular organização criminosa voltada à prática de reiterados roubos em obras da construção civil. Foram cumpridas 25 ordens judiciais entre mandados de busca e de prisão em Porto Alegre, Canoas e Viamão. Nessa segunda fase duas pessoas foram presas preventivamente.
Segundo o delegado Alexandre Luiz Fleck, em meados de outubro de 2017 a Operação Mãos à Obra foi deflagrada para combater organização criminosa voltada à prática de roubos em obras da construção civil e empresas fornecedoras de materiais elétricos.
A investigação pela Especializada iniciou há mais de um ano, quando foram avocadas diversas ocorrências e inquéritos policiais que tratavam de fatos desta natureza, apontando para uma atividade criminosa que perdurava há quase dois anos. “Desde então, foi possível verificar que se tratava de um mesmo núcleo criminoso, com modus operandi específico, composto por duas células bem identificadas que trabalhavam de forma unitária: uma baseada nas imediações da Avenida Voluntários da Pátria, em Porto Alegre, envolvendo indivíduos ligados à reciclagem de metais, responsáveis pela destinação dos bens subtraídos, os quais, ainda, contribuíam com meios para a execução criminosa; e outra célula composta por indivíduos sediados na Vila Augusta, em Viamão, responsáveis pela execução dos delitos”, explicou o delegado.
Fleck ainda explicou que os indivíduos entravam nos canteiros das obras e, armados, rendiam os funcionários e cerceavam suas liberdades. “Sob constantes ameaças exercidas com armas de fogo e violência - em um dos fatos utilizaram arma de choque elétrico em uma vítima - subtraíam especialmente fios e cabos de cobre, além de ferramentas. Muitas vezes os assaltantes também obrigavam as vítimas a ajudar no carregamento dos materiais, que eram transportados em veículos dos criminoso. Em um dos eventos, chegaram a manter reféns 30 funcionários de uma das obras”, acrescentou o delegado. Estima-se que a quadrilha seja responsável por, pelo menos, 17 roubos identificados, gerando prejuízos de mais de R$ 2 milhões, com roubos praticados em Porto Alegre e Canoas.
Texto: Larissa Marafiga/ Imprensa PC
Edição: Léa Aragón/ Secom
Edição: Léa Aragón/ Secom
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