terça-feira, 19 de junho de 2018

Museu do Piauí recebe palestra sobre memória indígena

Museu do Piauí recebe palestra sobre memória indígena

Encontro vai abordar trabalho na comunidade Nazaré, no município de Lagoa de São Francisco.

Divulgação
(Divulgação)
O Piauí possui diversas comunidades indígenas espalhadas pelo estado, que ainda hoje mantém viva suas tradições. Para registrar e dar visibilidade a esses povos, o Museu do Piauí recebe, nesta quarta-feira (20), a partir das 10h30, a palestra do historiador e antropólogo Alexandre Gomes, doutorando da Universidade Federal de Pernambuco.
A palestra “Um diálogo sobre os museus comunitários e memórias indígenas na América Latina” é fruto da pesquisa de doutorado do antropólogo sobre os contextos em que surgem museus indígenas, tanto no Brasil como na América Latina. Na palestra, também será abordada a pesquisa etnográfica e registro sobre a comunidade Nazaré, do Povo Tabajara e Tapuio-Itamaraty, localizada na zona rural do município de Lagoa de São Francisco. O trabalho parte do projeto de registro e documentação das culturas indígenas, desenvolvido pelo Museu do Índio da Funai (RJ).
“Nós sempre tivemos uma preocupação especial com a cultura indígena, tentando agregar essas comunidades e não deixá-las no isolamento. A pesquisa do Alexandre é de fundamental importância e tivemos a sorte de conseguir trazê-lo ao Museu do Piauí”, conta a coordenadora do Museu do Piauí, Dora Medeiros.
O objetivo da pesquisa na comunidade Nazaré é planejar as ações de caráter colaborativo que resultará em um levantamento etnográfico com destaque para as matérias-primas utilizadas. As técnicas de produção, os principais produtores, os conhecimentos e saberes, os espaços de produção e os locais de extração de recursos no território, entre outras informações, efetuando o registro fotográfico e audiovisual do processo de pesquisa e dos atores sociais envolvidos.
“Hoje, no Piauí, os Tabajaras têm um museu indígena independente, feito com recursos próprios e a nossa passagem pela comunidade é justamente para pautar essa discussão de forma mais direta. Nós vamos trazer de forma mais sistemática essa discussão que tem sido feita a nível de América Latina para o Piauí, enfatizando esse protagonismo indígena”, afirma Alexandre Gomes.
Além da pesquisa propriamente dita, o registro etnográfico e a documentação dos processos técnicos, formarão uma coleção de objetos para o Museu do Índio e atuará no fortalecimento do museu indígena da comunidade, ao contribuir na formação dos indígenas em pesquisa e gestão museológica, como parte da pesquisa colaborativa.
Autoria: Marisa Oliveira

Nenhum comentário:

Postar um comentário