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A secretária de Saúde de Cuiabá, Elizeth Araújo, admitiu que falta pelo menos 249 tipos de medicamentos nas unidades de saúde do município, que devem ser adquiridos por meio um contrato emergencial no valor de R$ 30 milhões. O contrato deverá ser formalizado na próxima semana - e os medicamentos adquiridos deverão ser suficientes para os próximos seis meses.
O problema da falta de medicamento veio à tona quando pacientes denunciaram que unidades de saúde não tinham remédios como dipirona e paracetamol nos seus estoques. Além disso, estavam em falta insumos básicos como soro fisiológico e seringas. “Medicamentos faltam e sempre vão faltar, pois é impossível ter medicação que atenda Cuiabá e o interior de Mato Grosso, como tem ocorrido”, justificou a secretária, durante coletiva nesta sexta-feira (23).
De acordo com a secretária, a falta de medicamentos é causada por três fatores principais, que seriam a não entrega dos remédios já adquiridos, os desperdícios por parte dos pacientes, além das dificuldades financeiras vividas pelo setor de saúde. Aproximadamente R$ 3 milhões são devidos às empresas distribuidoras dos medicamentos que, sem receber, deixam de entregar os remédios.
A secretária explica que, no processo de aquisição dos medicamentos, as empresas lançam no pregão preços baixos nos medicamentos a fim de vencer o certame. Porém, quando vencem não conseguem adquiri-los nos laboratórios, com o mesmo valor licitado. Isso atrasa a entrega dos medicamentos, que não são recebidos dentro do prazo estabelecido. “Nós temos vários contratos, mas as empresas não entregam no tempo certo ou no quantitativo certo. A nossa dificuldade financeira também é um agravante. Temos um passivo de R$ 60 milhões para receber do Estado e devemos R$ 3 milhões às empresas distribuidoras dos medicamentos”.
Para evitar problemas relacionados a entrega dos remédios, a Saúde lançou na quinta-feira (22) um pregão no valor de R$ 130 milhões a fim de adquirir medicamentos e insumos para os anos de 2018 e 2019. Serão 562 medicamentos e 300 insumos a serem licitados. A previsão é que o pregão seja finalizado em 90 dias.
Ainda segundo a secretária, para atrair empresas nacionais para o pregão, a Saúde retirou a cláusula que garante exclusividade de participação a micro e pequenas empresas do Estado. “Serão medicamentos e insumos destinados para hospitalares, urgência e atenção básica. Quando se trata de medicamento, ampliar o leque de participação das empresas é fundamental para que o Municipio possa fazer a aquisição dosmedicamentos com menor preço e segurança de que, quem entrou no pregão, vai entregar o medicamento".
Para garantir o melhor controle de entrada e saída dos documentos, está sendo realizada a informatização da Central de Distribuição de Medicamentos. A intenção é que os profissionais da saúde consigam ter acesso ao estoque e possam receitar o medicamento de acordo com sua existência.
Além disso, a informatização vai garantir, segundo ela, o controle do medicamento que realmente chega até o usuário. Até o momento, o almoxarifado, as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Pascoal Ramos e Morada do Ouro e o Pronto Socorro está em processo final de informatização. “O medicamento é a maior despesa da saúde pública, depois da folha salarial. E precisa ter controle maior na aquisição, no planejamento, para não comprar em excesso e principalmente na dispensação”, encerrou.
FONTE:KARINE MIRANDA
Gazeta Digital
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