segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Instituto de Genética Forense reduz prazo de análises de amostras com equipamentos de ponta

Instituto de Genética Forense reduz prazo de análises de amostras com equipamentos de ponta

Instituto conta com equipamentos de ponta para análises de amostras criminais (Fotos: Karlos Geromy)
As análises de amostras para identificar autoria de crimes ganharam mais agilidade e confiabilidade, desde a criação do Instituto de Genética Forense (IGF). O órgão, criado pelo Governo do Estado, integra a Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC) da Polícia Civil. Antes, todo material genético era enviado para fora do Estado e levava meses ou até anos para ser analisado. Com o IGF, este prazo reduziu para o mínimo de 15 dias.
O IGF do Maranhão é referência no Brasil por ser equipado com alta tecnologia de aplicação mundial, possuir a maior estrutura física entre os Institutos de Genética Forense do Brasil e utilizar o mesmo sistema de confronto e identificação da polícia estadunidense – o Combined DNA Index System (CODIS), do FBI. A demanda aumentou com a implantação do IGF e, além do Maranhão, foram realizados casos de outros estados, como o Tocantins e Roraima, bem como a colaboração para a realização de exames para estados já consagrados, como o Pará e São Paulo.
O instituto conta com equipamentos de ponta como o Puncher Semi-Automatizado, primeiro do Brasil, que analisa um grande volume de amostras, sendo utilizado nas análises de perfil genético dos condenados; um Pipetador Automatizado, que tem capacidade para analisar simultaneamente grande volume de amostras diminutas. A estrutura realiza ainda extração, coleta, tratamento e armazenamento de DNA extraído de qualquer material biológico, como sangue, unha, fio de cabelo, saliva, suor, pele ou ainda objetos, roupas e acessórios que possam ter alguma correlação com crimes.
O laboratório deve ampliar a atividade com a análise de DNA Mitocondrial, que são amostras com alto nível de degradação. “Estamos caminhando para essa inserção e será mais um diferencial, pois nem todos os laboratórios possuem estrutura para esse tipo de análise”, explica a diretora do IGF-MA.
Perita criminal e diretora do IGF, Christhiane Cutrim, enfatiza o grau de importância do laboratório para a solução de crimes (Fotos: Karlos Geromy)
A perita criminal e diretora do órgão, Christhiane Cutrim, enfatiza o grau de importância do laboratório para a solução de crimes. “O trabalho investigativo tem agora maior possibilidade de uma resposta imediata, mais fidedigna e praticamente incontestável, pois analisa o DNA, que é único para cada pessoa. É um laboratório recente, mas que já colabora em inúmeros casos no país”, reforça.
O trabalho da equipe do órgão maranhense foi reconhecido pela Polícia Civil do Pará. Publicada no Diário Oficial, a referência ao IGF-MA enaltece os peritos e técnicos pelo seu conhecimento e profissionalismo. “Recebemos com satisfação essa deferência. Trabalhamos compromissados com a missão. A tecnologia de automação que usamos é compatível com os grandes laboratórios do mundo”, enfatiza Christhine Cutrim.
A criação do Instituto de Genética Forense (IGF) segue lei estadual nº 10.038, de 13 de maio de 2015, e atende demanda da polícia técnico-científica para a investigação de crimes violentos letais intencionais e demais crimes hediondos. A equipe é formada por peritos criminais especializados em Genética Forense e Biologia Molecular.
Perícia minuciosa
O IGF realiza análise de amostras forenses coletadas em locais de crimes para identificação humana, confronto de vestígios, violência sexual e paternidade criminal. Trata-se de exame comparativo que, encontrado o perfil genético pode ainda ser confrontando com outras amostras e registros no banco de dados – estadual e nacional – cuja rede é integrada. No Brasil, existem 20 laboratórios para análises genéticas com o sistema CODIS, que passou a ser usado em 2011.
São amostras de perfis genéticos coletados de internos do sistema prisional, suspeitos (via ordem judicial), pessoas desaparecidas e seus familiares (neste caso, para auxiliar nas buscas) e vestígios coletados do local de crime ou da vítima com a finalidade de obter o perfil genético do autor do crime. Os materiais são encaminhados do Instituto Médico Legal (IML); do Instituto Laboratorial de Análise Forense (ILAF); do Instituto de Criminalística (ICRIM); do Centro de Perícias Técnicas para a Criança e o Adolescente (CPTCA); e de autoridades policiais.
Instituto conta com equipamentos de ponta para análises de amostras criminais (Fotos: Karlos Geromy)

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