quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

SEGURANÇA

Forças de segurança montam gabinete de crise para julgamento de Lula
Serão convocados policiais de várias regiões do Rio Grande do Sul



Resultado de imagem para Forças de segurança montam gabinete de crise para julgamento de Lula
Lula será julgado em 2ª instância no caso tríplex pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre - Tiago Dantas/ Agência O Globo

PORTO ALEGRE — Forças de segurança do Rio Grande do Sul e do governo federal, em Brasília, já têm em mãos o plano de segurança para impedir atos de violência nas MANIFESTAÇÕES PREVISTAS PARA O DIA 24, EM PORTO ALEGRE, QUANDO O TRF-4 JULGARÁ RECURSO DO EX-PRESIDENTE LULA CONTRA A CONDENAÇÃO DO JUIZ SERGIO MORO NO CASO DO TRÍPLEX DO GUARUJÁ. UM GABINETE DE CRISE FOI MONTADO COM A PARTICIPAÇÃO DE ORGÃOS COMO A BRIGADA MILITAR, QUE FAZ O POLICIAMENTO OSTENSIVO, A POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL, QUE ACOMPANHARÁ A CHEGADA DE MANIFESTANTES NAS ESTRADAS, E A AGÊNCIA BRASILEIRA DE INTELIGÊNCIA (ABIN), QUE JÁ MONITORA A PREPARAÇÃO PARA OS ATOS.
PERGUNTAS E RESPOSTAS: Se condenado, Lula poderá ser candidato?

O plano de segurança, preparado pelo governo estadual, deve ser aprovado na semana que vem, após a análise técnica dos demais órgãos envolvidos. Já está decidido que haverá convocação de policiais de várias regiões do estado, inclusive com a chegada de contingentes hoje deslocados para as praias do litoral gaúcho. O Parque da Harmonia, que fica em frente à sede do TRF-4, e todo o entorno do prédio do tribunal, deve ter bloqueios, com esquema especial para a entrada de funcionários e das partes no dia do julgamento.



As Forças Armadas e a Polícia Federal também participam do plano de segurança, além da prefeitura de Porto Alegre, que provocou polêmica ao solicitar o envio de tropas do Exército para compor o esquema de segurança.

— O poder de manifestação estará garantido, como prevê a Constituição. Não há nenhum interesse do governo do estado em impedir manifestações. Porém, o limite da manifestação é o limite da lei. Vamos atuar para evitar a violência e assegurar a segurança dos manifestantes e de quem estiver dentro do tribunal — afirmou o secretário de Segurança do Rio Grande Sul, Cezar Schirmer.

Movimentos sociais ligados ao PT, como o MST e a CUT, estão convocando seus militantes para estarem em Porto Alegre durante o julgamento, em ato de apoio a Lula e contra a condenação a nove anos e seis meses de prisão. Se confirmada em segunda instância, o ex-presidente poderá ser preso após exaurir os recursos ao próprio TRF-4 e ficar inelegível e, portanto, pode ter sua eventual candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral.

Com a proximidade do julgamento, Porto Alegre vive um clima de boatos espalhados por meio de grupos de whatsapp. Um acidente na BR-471, que leva até o Chuí, na fronteira com o Uruguai, ocorrido no primeiro dia do ano e que deixou oito mortos, entre eles quatro cubanos, gerou comentários de que os cubanos estariam se aglutinando em território uruguaio para retornar ao Brasil no dia do julgamento de Lula e participar do protesto. O governo do estado, no entanto, considera esta hipótese praticamente descartada. A princípio, as investigações apontam que os uruguaios pretendiam entrar no Uruguai e usar o país como rota para chegar aos Estados Unidos.

Em dezembro passado, o ex-ministro José Dirceu convocou a militância do PT a ir a Porto Alegre e chegou a classificar como “dia da revolta”. No site diretório municipal do partido em Ribeirão Preto, o texto afirmava que “a hora é de ação, não de palavras, transformar a fúria e revolta, a indignação e mesmo o ódio em energia, para a luta e o combate”.


Além dos manifestantes ligados ao PT, também o MBL está convocando manifestação de apoio à sentença do juiz Sergio Moro, que condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão. Os dois grupos não deverão se encontrar. Enquanto os manifestantes pró-Lula querem se reunir em locais próximos ao TRF-4, o MBL convocou manifestação para o Parque Moinhos de Vento, conhecido como Parcão e localizado numa área nobre da cidade.

O procurador regional dos direitos do Cidadão no Rio Grande do Sul, Enrico Freitas, realizou na última segunda-feira uma reunião com cerca de 12 representantes de movimentos sociais, entre eles MST e CUT, para ordenar ações que impeçam atos de violência.

FONTE: O GLOBO

Nenhum comentário:

Postar um comentário