sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Febre Amarela volta a matar em Minas Gerais

Febre Amarela volta a matar em Minas Gerais

Exame constatou que homem de 51 anos morreu vítima da doença

Campanha para combater a Febre Amarela
Campanha para combater a Febre AmarelaDIVULGAÇÃO / Secretaria de Estado da Saúde de MG
A Secretaria de Estado de Saúde confirmou nesta sexta-feira (5) que o homem que morreu no dia 31, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi vítima de Febre Amarela.
A vítima tinha 51 anos e morava na área rural da cidade de 34 mil habitantes e começou a apresentar os sintomas no dia 25 de dezembro.  É a primeira morte registrada em Minas Gerais pela forma silvestre da doença desde julho do ano passado.
De dezembro de 2016 a junho de 2017, foram 136 mortes por febre amarela, todos da forma silvestre. O período foi caracterizado como o pior surto da doença já registrado em Minas Gerais.
Além a vítima, outro paciente, de 37 anos, também procedente da área rural de Brumadinho, que foi notificado como suspeita de ter contraído a Febre Amarela, teve amostras recolhidas para exames da Fundação Ezequiel Dias e aguarda o resultado. Ele foi transferido para um hospital em Serra, no Espírito Santo,
Dois macacos foram achados mortos em Brumadinho e submetidos a exames, mas resultado foi negativo para Febre Amarela. A SES-MG afirma que  intensificou a vacinação de rotina e a vigilância na área para identificar macacos mortos.
De acordo com a secretaria, a cobertura vacinal acumulada (2007 a 2017) de febre amarela em Brumadinho está em torno de 84,12%, com estimativa de 5.570 pessoas não vacinadas.
Atualmente, a cobertura vacinal acumulada de febre amarela no Estado de Minas Gerais está em torno de 81%. Ainda há uma estimativa de 3.614.670 de pessoas não vacinadas, especialmente na faixa-etária de 15 a 59 anos, que também foi a mais acometida pela epidemia de febre amarela silvestre ocorrida em 2017.
Doença
A Febre Amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por mosquitos, tanto em áreas urbanas quanto silvestres. Em área silvestre, os principais vetores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes. Os macacos são hospedeiros do vírus.
A maior frequência da Febre Amarela ocorre entre os meses de dezembro e maio, período com maior índice de chuvas, quando aumenta a proliferação do vetor, o que coincide ainda com maior atividade agrícola.
A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela, ou tomado a vacina contra a doença, é picada por um mosquito infectado, o Haemagogus e o Sabethes.
As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. 
A medida mais importante para prevenção e controle da febre amarela é a vacinação.

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