Não existe nenhum magistrado mais honesto do que eu, diz Lula
Em discurso em Porto Alegre, um dia antes de julgamento pelo TRF4, petista afirma que falava com a ‘tranquilidade dos inocentes que não cometeram crime’
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante ato em Porto Alegre (Paulo Whitaker/Reuters)
Em sua última manifestação pública antes do julgamento que pode comprometer seu futuro político, o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)reafirmou que é inocente e disse esperar que os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) analisem apenas os autos do processo e não levem em conta “convicções políticas”. As declarações foram dadas em um ato no centro de Porto Alegre em seu apoio, organizado pelo PT e movimentos sociais e centrais sindicais aliados.
“Tenho advogados competentes que já comprovaram minha inocência. Acredito que aqueles que vão votar deverão se ater aos autos do processo e não às convicções políticas de cada um”, declarou o ex presidente. Condenado em primeira instância pelo juiz federal Sergio Moro a nove anos e meio de prisão no processo referente ao tríplex do Guarujá, Lula terá seu recurso contra a sentença analisado nesta quarta feira, 24, pela 8ª Turma do TRF4. Composto por três desembargadores, João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus, o colegiado se reunirá a partir das 8h30.
Em seu discurso à militância, Lula voltou a criticar indiretamente Moro. “Eu duvido que nesse país tenha um magistrado mais honesto que eu”, afirmou ele, que disse falar com a “tranquilidade dos inocentes que não cometeram crime”. Além da “elite”, outro alvo de Lula em sua fala foi a imprensa. O petista chegou a dizer que tem “pena” dos jornalistas e que os veículos de comunicação do país sofrem de “complexo de vira-lata”

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