Após 22 mortes e 450 prisões em protestos, Irã registra ato pró-aiatolá
| AFP | ||
| TV estatal iraniana exibe imagens da manifestação pró-aiatolá Ali Khamenei na cidade de Ahvaz |
Os protestos anti-regime, por sua vez, arrefeceram depois de ao menos 450 pessoas terem sido detidas somente na capital, Teerã. Desde seu início, na quinta-feira passada (28), 22 pessoas foram mortas, incluindo um policial e uma criança de 11 anos.
A onda de protestos começou em um reduto conservador no nordeste do país, inicialmente motivada pelas agruras econômicas –o desemprego entre jovens ultrapassa os 40% em algumas regiões do país, segundo estimativas não oficiais. Mas, nas ruas, os manifestantes mais tarde incorporaram slogans políticos e passaram a pedir uma mudança de regime.
As manifestações rapidamente atraíram a atenção no país e fora dele por evocar a massa de milhões que foram às ruas em 2009 protestar contra a reeleição do então presidente Mahmoud Ahmadinejad. Mas há uma diferença fundamental, alertam os analistas: se em 2009 era um movimento de classe média, agora a mobilização é da classe trabalhadora.
O líder supremo Khamenei fez sua primeira declaração pública na terça-feira (2), culpando "inimigos" da República Islâmica pela crise. Ele não deu nome aos desafetos, mas a sua mensagem parecia destinada a países como os EUA, o Reino Unido e a Arábia Saudita.
Nas manifestações pró-governo desta quarta-feira, eram ouvidos gritos de "líder, nós estamos prontos" e de "oferecemos o sangue em nossas veias ao nosso líder", segundo a agência de notícias AFP. Devido às restrições impostas pelo governo, que dificulta o trabalho da imprensa no país, há escassa informação confiável vinda de suas cidades. Redes como Instagram e Telegram foram bloqueadas.
Já há anos existe insatisfação quanto à economia, em uma população com baixo poder de compra e crescente percepção de corrupção. Mas havia alguma expectativa de melhora com o acordo nuclear de 2015, que levantaria sanções e traria investidores ao país.
O acordo, no entanto, é contestado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que pode decidir neste mês manter as sanções.
O presidente do Irã, Hassan Rowhani, tem tido dificuldade de apaziguar as reivindicações populares.
Isso explica, em parte, por que desta vez –em comparação com 2009– os protestos se espalharam por áreas mais pobres do país, em vez de se concentrar na capital, Teerã. Regiões rurais foram especialmente afetadas nos últimos anos pela seca e pela falta de investimentos.
A onda de protestos começou em um reduto conservador no nordeste do país, inicialmente motivada pelas agruras econômicas –o desemprego entre jovens ultrapassa os 40% em algumas regiões do país, segundo estimativas não oficiais. Mas, nas ruas, os manifestantes mais tarde incorporaram slogans políticos e passaram a pedir uma mudança de regime.
As manifestações rapidamente atraíram a atenção no país e fora dele por evocar a massa de milhões que foram às ruas em 2009 protestar contra a reeleição do então presidente Mahmoud Ahmadinejad. Mas há uma diferença fundamental, alertam os analistas: se em 2009 era um movimento de classe média, agora a mobilização é da classe trabalhadora.
| AFP | ||
| TV estatal iraniana exibe imagens da manifestação pró-aiatolá Ali Khamenei na cidade de Ahvaz |
Nas manifestações pró-governo desta quarta-feira, eram ouvidos gritos de "líder, nós estamos prontos" e de "oferecemos o sangue em nossas veias ao nosso líder", segundo a agência de notícias AFP. Devido às restrições impostas pelo governo, que dificulta o trabalho da imprensa no país, há escassa informação confiável vinda de suas cidades. Redes como Instagram e Telegram foram bloqueadas.
Já há anos existe insatisfação quanto à economia, em uma população com baixo poder de compra e crescente percepção de corrupção. Mas havia alguma expectativa de melhora com o acordo nuclear de 2015, que levantaria sanções e traria investidores ao país.
O acordo, no entanto, é contestado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que pode decidir neste mês manter as sanções.
O presidente do Irã, Hassan Rowhani, tem tido dificuldade de apaziguar as reivindicações populares.
Isso explica, em parte, por que desta vez –em comparação com 2009– os protestos se espalharam por áreas mais pobres do país, em vez de se concentrar na capital, Teerã. Regiões rurais foram especialmente afetadas nos últimos anos pela seca e pela falta de investimentos.











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