Qualificação
Servidores da Fasepa discutem o assédio moral no trabalho
11/12/2017 17:37h
A equipe do Núcleo de Gestão de Pessoas da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), com o apoio da Escola de Governança Pública do Estado do Pará (EGPA), promoveu nesta segunda-feira (11), em Belém, uma palestra para debater o assédio moral nas relações de trabalho no ambiente socioeducativo. Nesse primeiro momento, o encontro foi destinado aos monitores que trabalham nas unidades socioeducativas da Fundação, localizadas na Região Metropolitana de Belém.
A ação faz parte do Plano de Qualificação do Servidor e agrega uma série de atividades, como formação continuada, treinamento e capacitação em todos os setores e unidades socioeducativas da Fasepa. A iniciativa está vinculada ao Projeto Ressignificando Caminhos na Socioeducação.
A palestrante Roberta Rios explicou que as pessoas precisam entender o conceito de assédio moral, reforçando o constrangimento que essa conduta causa no outro. “São situações repetitivas e precisam ser analisadas quais as reais intenções do assediador em causar constrangimento na pessoa que se sentiu assediada. O que não é assédio moral configura-se um problema nas relações de trabalho e precisa ser resolvido para o melhor andamento do trabalho”, frisou Roberta Rios.
Capacitação - O ciclo de palestras termina na terça-feira (12) com a continuidade da temática aos novos participantes. Trabalhando há mais de 10 anos na socioeducação como monitor, Carlos Evandro destacou que palestra vai aprimorar o ambiente de trabalho e a relação entre os servidores que atuam na socioeducação. “Toda capacitação é boa para efetivar, melhorar cada vez mais o nosso trabalho nas unidades socioeducativas e, consequentemente, o atendimento junto aos adolescentes e seus familiares, que são nosso público-alvo”, declarou o servidor, que trabalha no Centro de Internação Jovem Adulto Masculino (Cijam), localizado no município de Ananindeua.
Segundo a coordenadora do NGP, Paula Lins, o debate abordou um tema de extrema importância nos ambientes de trabalho, além de auxiliar e incentivar denúncias de casos de assédio. “Precisamos estar trabalhando técnica e comportalmente essas relações e expectativas. Que esse momento possa trazer reflexões e entendimento do real conceito do tema, e que possamos no dia a dia das relações ter o devido cuidado com o outro, para que tenhamos uma melhor compreensão dos direitos na perspectiva de uma visão profissional, com mais ética, mais efetividade e o bem-estar psíquico e social melhor na geração de trabalho”, destacou Paula Lins.
Por Alberto Passos
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