terça-feira, 26 de dezembro de 2017

PIB de Goiás cresce três vezes mais que do Brasil



PIB de Goiás cresce três vezes mais que do Brasil

PIB de Goiás subiu três vezes mais que a média brasileira, no comparativo com o mesmo período de 2016: 1,9%, diante de 0,6%, respectivamente

EM GOIÁS, AS RIQUEZAS PRODUZIDAS ATINGIRAM R$ 139,53 BILHÕES E OCORRE UM AUMENTO GRADATIVO DESSES VALORES A CADA TRÊS MESES
Impulsionado pela agropecuária, a economia goiana segue demonstrando força. De janeiro a setembro deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas geradas, subiu três vezes mais que a média brasileira, no comparativo com o mesmo período de 2016: 1,9%, diante de 0,6%, respectivamente. As estimativas do PIB trimestral goiano são calculadas pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan).
Em valores correntes, para o acumulado dos três primeiros trimestres deste ano o IMB/Segplan estima que em Goiás as riquezas produzidas atingiram R$ 139,53 bilhões e mostra que está ocorrendo um aumento gradativo desses valores a cada três meses. “Isso demonstra, mais uma vez, que a economia goiana realmente está superando a crise econômico-financeira que abalou todo o País nos últimos anos, e que vamos fechar 2017 com dados estatísticos muito positivos”, avalia a superintendente do IMB, Lillian Maria Silva Prado.
O estudo também demonstra que o PIB goiano cresceu bem acima do restante do País nos três primeiros trimestre do ano. De janeiro a março, a alta foi de 0,3%, enquanto no Brasil houve estabilidade. De abril a junho, Goiás cresceu 1,2% e, o Brasil, 0,4%. Já de julho a setembro, último período consolidado, o PIB goiano saltou 3,3%, contra 1,4% da média nacional.
Entre os oito Estados que realizam o cálculo do PIB trimestral, e que até hoje (18/12) haviam divulgado o resultado, Goiás é o que apresentou a maior taxa de crescimento em riquezas geradas no 3º trimestre do ano (3,3%).   O PIB de São Paulo aumentou 2,3% no 3º trimestre deste ano, na comparação com igual período de 2016, o de Minas Gerais subiu 0,1%, bem como o da Bahia, 01%, enquanto o do Rio Grande do Sul ficou estável (0,0%). Ainda faltam divulgar os dados os Estados de Pernambuco, Espírito Santo e Ceará.
Carro chefe
O estudo do IMB/Segplan demonstra que o crescimento da agropecuária goiana tem sido constante desde o início de 2017. O setor avançou 6,6% no primeiro trimestre, 21,3% no segundo e 26,1% no terceiro. No acumulado do ano (janeiro a setembro), a alta do setor é de 20,6% – enquanto a média brasileira ficou em 14,5%.
Embora não tenha ocorrido aumento na área plantada nas principais culturas do Estado, a produtividade do setor puxou o valor adicionado da agropecuária goiana, de janeiro a setembro. O sorgo foi a cultura que mais aumentou a produção, com 124,3%, seguido do milho com 70,7%; dos cereais, leguminosas e oleaginosas com alta de 34% e do tomate, 33%.
Com uma participação de 65,1% na economia goiana, o setor de serviços ficou praticamente estável no 3º trimestre deste ano, com uma ligeira queda de 0,1%, na comparação ao mesmo período do ano passado. A maior queda nas vendas do varejo foi registrada no segmento de combustíveis e lubrificantes (-25,6%), seguido de hipermercados e supermercados (-17,9%). Houve crescimento nas vendas de móveis e eletrodomésticos (10%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,5%).
Na indústria, o resultado do 3º trimestre de 2017, na comparação com o mesmo período do ano passado, houve um recuo de 1,9% em Goiás. O dado negativo está vinculado à queda de serviços industriais de utilidade pública – geração e distribuição de eletricidade e água e limpeza urbana (-11,9%) e da construção civil (-6,24%).  Mas a indústria de transformação, segundo a Pesquisa Mensal da Indústria PIM/IBGE, cresceu 3,8%, no 3º trimestre puxada pelo aumento de 31,7% na fabricação de veículos automotores e de 28,4% na de produtos farmoquímicos e farmacêuticos. No acumulado de janeiro a setembro, a indústria goiana cresceu 2,4%, influenciada pelo desempenho positivo do setor de fabricação de produtos alimentícios, que representa quase a metade da indústria de transformação no Estado. (Fonte: Segplan)
Diário do Estado 

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