quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

DF

Policial civil do DF usava arma da corporação para roubar celulares

Márcio Gonçalves carregava pistola funcional, distintivo e colete da instituição quando foi preso na companhia de dois comparsas


Um agente da Polícia Civil com 22 anos de serviço e ocupando o cargo de chefe de plantão da 6ª DP (Paranoá) foi preso em flagrante sob suspeita de praticar roubos à mão armada, na noite de quarta-feira (27/12), no Recanto das Emas. Márcio Gonçalves Dias portava pistola funcional, distintivo e colete da corporação, quando acabou detido com outros dois homens.
Um jovem de 19 anos procurou a 27ª DP (Recanto das Emas) para denunciar três homens que haviam roubado seu telefone celular e fugido em um Hyundai I30 preto. Por volta das 23h40, policiais militares começaram a patrulhar a região e avistaram o carro e os suspeitos.

Durante a abordagem, o policial civil mostrou aos PMs a identidade funcional e alegou procurar um grupo de ladrões que teria levado o celular do seu filho. Os militares resolveram finalizar as buscas no veículo quando foram surpreendidos ao localizar alguns aparelhos telefônicos dentro do carro, além de duas armas de fogo.
ReconhecimentoO policial civil e os outros dois homens identificados como Gutembrg Eloi Dantas e Raimundo Valério da Silva Filho foram levados para a 27ª DP. Além do rapaz que teve o celular roubado, outras três vítimas estiveram na unidade policial e reconheceram o agente, entre eles mãe e filho que também tiveram os celulares roubados na mesma região. Todos foram categóricos em afirmar que Márcio Gonçalves e os comparsas foram os autores do delito.
De acordo com uma das vítimas, dois dos suspeitos vestiam colete da Polícia Civil e distintivo. Segundo ela, foi ordenado que colocasse as mãos na cabeça e virasse de costas. Um dos bandidos tirou o celular que estava na cintura do rapaz e perguntou se ele tinha a nota fiscal. Apesar da resposta positiva, o policial e os outros dois homens levaram o aparelho.
Os suspeitos devolveram o chip do telefone para a vítima e foram embora. O jovem chegou a implorar para ficar com o aparelho, mas foi ignorado. Além do inquérito policial instaurado na delegacia do Recanto das Emas, a Corregedoria-Geral da Polícia civil também abrirá procedimento apuratório para investigar a conduta do policial civil.
 FONTE: METRÓPOLES 

Nenhum comentário:

Postar um comentário