terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Após ano com Schweinsteiger, Juninho torce para seguir no Chicago Fire em 2018



Após ano com Schweinsteiger, Juninho torce para seguir no Chicago Fire em 2018

Meia de São José dos Campos foi um dos reforços na reconstrução do Fire na MLS. Após lesão, perdeu espaço, mas trabalha para voltar no auge


Por Filipe Rodrigues e João Pedro Almeida, São José dos Campos, SP
 
O meio-campo Juninho curte as férias em São José dos Campos, interior de São Paulo, ainda sem saber qual será seu futuro em 2018. Com contrato vigente com o Tijuana, do México, ele foi emprestado ao Chicago Fire em 2017, onde atuou com o alemão Bastian Schweinsteiger na Major League Soccer (MLS).
Juninho e Schweinsteiger em ação no Chicago Fire (Foto: Divulgação/Chicago Fire)Juninho e Schweinsteiger em ação no Chicago Fire (Foto: Divulgação/Chicago Fire)
Juninho e Schweinsteiger em ação no Chicago Fire (Foto: Divulgação/Chicago Fire)
Juninho chegou ao soccer em 2010, quando o Los Angeles Galaxy pagou cerca de R$ 4 milhões para tirá-lo do São Paulo. Como atuou nos EUA em seis dos últimos sete anos, o meia de 28 anos espera seguir no Chicago. Após anos lutando na lanterna, o time de Windy City sofreu uma reformulação. Além de Schweinsteiger e Juninho, contratou o hungaro Nemanja Nikolić, artilheiro da temporada, e Dax MacCarthy. O resultado foi o terceiro lugar da Conferência Leste no ano.
- Chicago não tinha nenhuma pretensão nos anos anteriores. Se reforçou muito para este ano, e fizemos um campeonato muito além da expectativa. Infelizmente, não coroamos com o título, mas foi um campeonato que trouxe esperança para um time que tem uma grande torcida. Esperamos continuar este trabalho em 2018 - disse Juninho.
A entrevista de Juninho ao GloboEsporte.com foi concedida em uma academia na zona leste de São José dos Campos, onde o jogador se prepara para 2018. Mais do que manter a forma, Juninho se recupera após passar por uma artroscopia no joelho. O atleta tem planos bem diferentes do irmão Ricardo Goulart, que quer voltar da China ao Brasil. O planejamento de Juninho é seguir nos EUA, onde já está estabelecido com a mulher e seus dois filhos.
Juninho atendeu a equipe do GloboEsporte.com na academia onde mantém a forma (Foto: João Pedro Almeida / GloboEsporte.com)

Juninho atendeu a equipe do GloboEsporte.com na academia onde mantém a forma (Foto: João Pedro Almeida / GloboEsporte.com)
O problema está na transação que seria necessária para que o Tijuana abrisse mão de seu contrato. Até o momento, o destino de Juninho será o futebol mexicano em 2018. A apresentação está marcada para o início de janeiro.
- Tenho contrato com o Tijuana para 2018. Estou em negociação para ver se eu permaneço nos Estados Unidos por mais alguns anos. Essa é a mentalidade, continuar nos Estados Unidos. Mas tenho contrato e tenho que me apresentar, independente da situação. Mas queria continuar nos Estados Unidos. Fiquei por muito tempo lá - afirmou.

Papo sobre 7 a 1

Na MLS, Juninho chegou ao Chicago Fire pouco antes de Schweinsteiger. O meia alemão trouxe consigo a sombra daquele doloroso 7 a 1 da Copa do Mundo de 2014. Apesar disso, Juninho afirma que o alemão nunca brincou sobre o assunto. Pelo contrário, afirma que ficou surpreso pela forma como os brasileiros reagiram com os alemães após a goleada.
- Tivemos várias conversas sobre isso. Ele gostou muito do Brasil, porque o país recebeu a Alemanha, desde o começo, muito bem. Eles tiveram um resort só pra eles na Bahia. Ele só conversou comigo que depois do 7 a 1, a recepção do povo não era mais a mesma. Ele sentiu o povo mais triste. Ele era um cara bem profissional. Não tinha zoação não. Ele gosta muito do Brasil. Até brinquei para ele vir jogar no Brasil. Ele disse quem sabe um dia - lembrou o atleta.Juninho atendeu a equipe do GloboEsporte.com na academia onde mantém a forma (Foto: João Pedro Almeida / GloboEsporte.com)
O problema está na transação que seria necessária para que o Tijuana abrisse mão de seu contrato. Até o momento, o destino de Juninho será o futebol mexicano em 2018. A apresentação está marcada para o início de janeiro.
- Tenho contrato com o Tijuana para 2018. Estou em negociação para ver se eu permaneço nos Estados Unidos por mais alguns anos. Essa é a mentalidade, continuar nos Estados Unidos. Mas tenho contrato e tenho que me apresentar, independente da situação. Mas queria continuar nos Estados Unidos. Fiquei por muito tempo lá - afirmou.

Papo sobre 7 a 1

Na MLS, Juninho chegou ao Chicago Fire pouco antes de Schweinsteiger. O meia alemão trouxe consigo a sombra daquele doloroso 7 a 1 da Copa do Mundo de 2014. Apesar disso, Juninho afirma que o alemão nunca brincou sobre o assunto. Pelo contrário, afirma que ficou surpreso pela forma como os brasileiros reagiram com os alemães após a goleada.
- Tivemos várias conversas sobre isso. Ele gostou muito do Brasil, porque o país recebeu a Alemanha, desde o começo, muito bem. Eles tiveram um resort só pra eles na Bahia. Ele só conversou comigo que depois do 7 a 1, a recepção do povo não era mais a mesma. Ele sentiu o povo mais triste. Ele era um cara bem profissional. Não tinha zoação não. Ele gosta muito do Brasil. Até brinquei para ele vir jogar no Brasil. Ele disse quem sabe um dia - lembrou o atleta.
Schweinsteiger se aposentou da seleção alemã (Foto: Reuters )

Schweinsteiger se aposentou da seleção alemã (Foto: Reuters )
Dos EUA, Juninho e Schweinsteiger viram Brasil e Alemanha se destacando no cenário mundial em 2017 e garantindo suas vagas com vantagem para a Copa de 2018. As duas seleções voltam a se enfrentar em 28 de março, em Berlim. A expectativa é de um resultado diferente.
- Se você vir a retrospectiva da Alemanha em 2017, acho que eles não perderam nenhum jogo. Eles têm uma leva muito boa. O Brasil também está muito bem. A seleção está mais encorpada. Vai ser um grande jogo. A gente assistia junto aos jogos da Alemanha e conversava sobre o momento da Alemanha - disse.

Adeus, Kaká

Desde sua chegada aos EUA, Juninho atuou ao lado ou contra de nomes gigantes no futebol mundial. Comemorou títulos ao lado de David Beckham no Los Angeles Galaxy, onde também dividiu o meio-campo com Steven Gerrard. Enfrentou David Villa, Thierry Henry e, mais recentemente, Kaká.
Para 2018, Schweinsteiger ainda negocia renovação e é considerado uma prioridade pela diretoria do Chicago Fire. Juninho torce para que ambos sigam parceiros no meio-campo. E que mais craques continuem chegando. Afinal, para ele, voltar ao Brasil é uma missão difícil. Atuou apenas meses no time profissional do São Paulo antes de ser negociado.
- É difícil ter um mercado onde você atuou pouco. Fiz minha carreira nos Estados Unidos. Meus filhos foram criados lá. Prefiro me manter lá. Mas estou aberto a negociações. Sei o quanto posso render do futebol. Quem sabe, um dia, ainda não posso atuar contra o meu irmão, na frente da minha família.
Globo Esporte 




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