segunda-feira, 27 de novembro de 2017

PREVIDÊNCIA

A votação urgente da reforma da Previdência  e as desigualdades
Para receber 100% do benefício ao se aposentar, o trabalhador precisará contribuir por 40 anos

Com essa  imagem emblemática podemos refletir  sobre  o relator que rejeitou a idade mínima de 70 anos proposta pelo governo para pagamento de benefícios assistenciais (BPC) a idosos pobres e pessoas com deficiência; a idade mínima proposta pelo relator começará nos atuais 65 anos até chegar aos 68 anos Foto: Wládia Drumond 

Novamente  na mira do governo federal, a reforma da Previdência entrou nas rodas de discussão este mês. Na verdade, não há consenso entre os parlamentares que irão  votar a proposta no Congresso sobre a necessidade de mudanças nas regras de concessão de benefícios. Por isso, técnicos da União até já elaboraram uma nova versão do texto, sugerindo regras mais brandas do que o Planalto gostaria. Mas, ainda assim, especialistas dizem que, hoje, é difícil saber o que será aprovado ou modificado.   Dados revelados pela previdência recentemente mostram que sempre que assunto entra em discussão, os pedidos de aposentadoria ao INSS disparam.

Estatísticas apontam esse crescimentos e considerando todo o Brasil, em dois anos, a alta foi de 43%, o que reflete bem o receio dos trabalhadores em relação às mudanças nas regras. No país, entre janeiro e setembro deste ano, 1.093.250 aposentadorias foram concedidas pelo INSS, enquanto, no mesmo período de 2016, 958.621 pessoas saíram da ativa. Ou seja, houve uma alta no número de concessões de 14,3%, de um ano para o outro, exatamente porque o assunto voltou à pauta ao longo de 2017.

 Preocupação do Governo

O presidente Temer está preocupado em não conseguir votos necessários para aprovar a reforma da Previdência, o que prejudicaria a recuperação da economia brasileira, levou o governo a apresentar uma proposta mais enxuta à base aliada. A corrida agora é para conseguir o apoio de, pelo menos, 308 deputados, nos dois turnos de votação.
O novo texto é menos abrangente, mas mantém regras mais rígidas para os servidores públicos. No projeto, o tempo de contribuição mínimo do setor público ficou em 25 anos. No caso dos trabalhadores do setor privado, será preciso contribuir 15 anos para se aposentar.
A proposta não traz mudanças na aposentadoria rural e no Benefício de Prestação Continuada (BPC). Na regra de cálculo, ficou mantida a exigência de 40 anos de contribuição para receber o benefício integral. Trabalhadores privados que contribuírem 15 anos e estiverem dentro da idade mínima recebem o equivalente a 60% da média salarial. Já os servidores públicos poderão receber 70% da média do salário após 25 anos de contribuição.
No texto a atual idade mínima é igual para os dois setores, ficando em 62 anos para mulheres e 65 para homens, com exceção de algumas categorias.

Com informações da Folha de S. Paulo


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