Há 40 anos sem cortar os cabelos, pastora luta contra o câncer de mama
Simone Costa resolveu encarar o câncer de frente, lutar para vencer. Com dois filhos pequenos, ela ainda encontra tempo para falar de Deus
Cada paciente reage de uma maneira diferente ao receber o diagnóstico de câncer. A pastora Simone Costa, de 41 anos, batalha há 11 meses contra um tumor agressivo na mama e aprendeu que podia escolher como ia passar por isso. “Podia ficar triste, ser a coitada e morrer. Ou podia escolher ser a mulher que vai lutar e vai vencer”, reflete.
O processo não tem sido fácil. Ela precisou tirar uma das mamas e “esvaziar” a axila. Nos próximos dias, termina a quimioterapia e agora segue para sessões de radioterapia. Depois deve ainda passar por mais duas cirurgias. Mas um dos momentos mais complicados, sem dúvida, foi a queda dos cabelos.
Simone ostentava uma longa cabeleira que não via cortes drásticos há 40 anos. A mãe da pastora só tirava dois dedinhos eventualmente.
Um pouquinho antes de começar o tratamento, ela resolveu cortar na altura dos ombros. Tinha esperança dele não cair. Chegou até a escolher perucas compridas, que evitariam qualquer questionamento sobre a aparência. Hoje anda de queixo em pé e fios curtíssimos na cabeça. “Me acho linda”, confessa.
“Deus me deu a opção de não perder meu cabelo. Mas minha vida não seria transformada tão profundamente. Chorei muito e aceitei”, lembra. Depois de três dias de quimioterapia, caiu. Não sobrou nada. Foi um momento muito difícil e de muita dor. “Dei meu cabelo, mas pedi para não sentir mais nada relacionado a ele”, conta a pastora. Ela acredita que Deus a poupou de todo olhar ruim e de pena. “Me senti livre. Ele caiu e foi liberdade”, conclui.
RICARDO BOTELHO/ESPECIAL PARA O METRÓPOLES
O filho mais velho, Samuel, acompanhou todo o processo. Mas tinha medo da mãe careca. Fez questão da peruca, ajudou até a escolher. Da primeira vez que Simone foi à escola do pequeno careca, ele pediu para ela não ir. Não queria que as pessoas a vissem daquele jeito.
A pastora aproveitou o momento para ensiná-lo que não devemos nos importar com a opinião do outro. “Fiquei surda nesse processo. Queriam me dar um manual de como me comportar na quimio. Queriam me prostrar. Mas não me cabe. Sou muito enérgica, agitada. Sou muito viva”, afirma.
metrópoles

O processo não tem sido fácil. Ela precisou tirar uma das mamas e “esvaziar” a axila. Nos próximos dias, termina a quimioterapia e agora segue para sessões de radioterapia. Depois deve ainda passar por mais duas cirurgias. Mas um dos momentos mais complicados, sem dúvida, foi a queda dos cabelos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário