Com trio de seleção no banco, Fla empata com Flu e ouve "time sem-vergonha"
Rueda decide manter Guerrero, Cuéllar e Trauco no banco e vê partida irregular de substitutos. Titular contra a Ponte, Arão faz time crescer no fim do jogo
Com 40 pontos após o empate por 1 a 1 - gols de Pará, contra, e Réver - com o Fluminense no Maracanã, o Flamengo segue distante dos líderes da competição. O resultado deixa o time de Reinaldo Rueda a seis pontos do Grêmio, quarto colocado, que está no limite da zona de classificação direta para a Libertadores. A meta estabelecida pela diretoria, como reforçou o diretor geral do Flamengo, Fred Luz, em entrevista nesta semana ao GloboEsporte.com.
São quatro partidas sem vencer - a última vez foi contra a Chapecoense, por 4 a 0 na Sul-Americana - e um desempenho irregular, que preocupa e gera protestos das arquibancadas. A torcida do Flamengo, maioria entre os 39 mil presentes, gritou "Time sem-vergonha" no apito final.
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Guerrero começou Fla-Flu no banco de reservas (Foto: André Durão)
O Flamengo teve bom momento no jogo na metade final do primeiro tempo e, no perde e ganha de um clássico emocionante, no fim do jogo. Mas ameaçou mais em jogadas pelo alto, em cruzamentos à procura de Réver, autor do gol de empate em bonita cabeçada. Guerrero, Arão e Trauco entraram na segunda etapa e o Rubro-Negro pressionou o Fluminense, mesmo sofrendo riscos, mas também não criou grandes chances. Na melhor delas, o atacante peruano cabeceou para fora.
Confira os destaques da partida:
Mexidas e surpresas
A escalação inicial trazia uma surpresa: Romulo no lugar de Willian Arão. Pará na lateral esquerda. Na coletiva, o técnico Reinaldo Rueda explicou que havia risco de lesão e optou por deixar no banco o trio que voltou na madrugada da rodada das eliminatórias para a Copa da Rússia: Guerrero, Trauco, do Peru, e Cuéllar, da Colômbia. O que se viu foi um time com dificuldades de encontrar o rápido meio de campo do Fluminense no início da partida e de ficar com a bola.
Scarpa, de longe, e Marcos Júnior incomodaram Diego Alves, que apareceu bem. No fim do primeiro tempo, cruzamento da esquerda encontrou Henrique Dourado, que por pouco não marcou. Outra boa defesa do goleiro rubro-negro.
Romulo erra muito
Escalado depois de mais de um mês - última partida foi na derrota por 2 a 0 para o Botafogo, no Nilton Santos (10/09), Romulo mostrou muito pouco na primeira etapa. Errou passes simples - quatro no primeiro tempo -, teve dificuldades de acertar a marcação (como no cruzamento de Marlon no fim da primeira etapa, quando demorou a chegar na cobertura), mas se apresentou para sair a bola e tentou avançar em alguns momentos. Tecnicamente, porém, nem de longe lembra o volante dinâmico que chegou à seleção brasileira depois de bom início no Vasco. No segundo tempo, aos 13 minutos, saiu vaiado.
Réver, o melhor do Fla
As primeiras duas finalizações do Flamengo - que só equilibrou e passou a dominar a partida dos 30 minutos em diante do primeiro tempo - saíram pelo alto. Aproveitando os 1,92m, Réver cabeceou duas vezes. Na pressão rubro-negra, em que Berrío e Paquetá tentaram, o zagueiro quase marcou de canhota. Ainda se destacou ao desarmar Marcos Junior dentro da área num contra-ataque tricolor.
Mas no segundo tempo, ao tentar sair jogando, errou o passe que gerou o rapidíssimo contra-ataque do Fluminense, no gol contra de Pará. O capitão se redimiu aos 24 minutos do segundo tempo ao acertar cabeçada de manual para o chão, batendo Diego Cavalieri e empatando o jogo.
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Flamengo x Fluminense Maracanã Réver (Foto: André Durão / GloboEsporte.com)
Guerrero entra e perde chance. Arão entra bem
Autor de gol salvador para a seleção peruana, Guerrero chegou ao Maracanã com a cara do cansaço. Ele entrou aos 14 minutos do segundo tempo (junto com Arão. Trauco entraria depois) e teve, logo, uma chance incrível, em bola milimétrica de Berrío que o peruano caprichou, mas colocou para fora de cabeça. No mais, pouco conseguiu ajudar o ataque do Rubro-Negro.
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Guerrero entrou no 2º tempo no Fla-Flu e teve chance de marcar (Foto: André Durão)
Arão entra e muda cara do time
Na reserva nesta partida, Willian Arão mudou o meio de campo do Flamengo. Se antes Éverton Ribeiro, que acertou bonito chute e tentou bom passe na primeira etapa para Paquetá, era praticamente o único responsável pela articulação das jogadas de infiltração, o volante fez Berrío jogar e se aproximou de Guerrero.
Globo esporte
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