Em carta, Nuzman pede afastamento do Comitê Olímpico do Brasil
Ex-presidente do COB segue orientações de sua defesa e pede licença do cargo de comando da principal entidade esportiva do país
Preso desde quinta-feira na Cadeia Pública José Frederico Marques, Carlos Arthur Nuzman pediu licença do seu cargo na presidência do Comitê Olímpico do Brasil. O ex-presidente da entidade nacional seguiu recomendação de sua defesa e enviou uma carta anunciando oficialmente seu afastamento. A informação foi dada pela "Folha de SP" neste sábado, e confirmada ao GloboEsporte.com.
"Não posso deixar o esporte olímpico brasileiro, seus dirigentes e,, especialmente, os atletas, serem atingidos, por qualquer forma, pelos acontecimentos e investigações que me envolvem injustamente. (...) Meu afastamento perduará pelo que se fizer necessário para minha completa, inquestionável, exoneração de qualquer responsabilidade pela prática de atos que, indevida e injustamente, me são imputados", disse Nuzman, em carta.
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Carlos Arthur Nuzman é levado pela Policia Federal (Foto: Reuters)
Uma reunião na entidade foi marcada para quarta-feira, pelo então presidente em exercício Paulo Wanderley Teixeira, com a participação de líderes nacionais de todos os esportes. A carta e outros assuntos serão discutidos na Assembleia Geral Extraordinária.
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O ex-presidente e a prória entidade já haviam sido suspensos pelo Comitê Olímpico Internacional na última sexta-feira. Presidente do COB há 22 anos e presidente do Comitê Rio 2016, Nuzman foi preso na manhã de quinta-feira, no Rio de Janeiro, em novo desdobramento da Operação Unfair Play (traduzida pela PF como Jogo Sujo), que por sua vez é um braço da Operação Lava-Jato.
Nuzman é investigado por supostamente intermediar a compra de votos de membros do Comitê Olímpico Internacional na eleição que definiu o Rio como sede olímpica. Leonardo Gryner, diretor-geral de operações da Rio 2016 e considerado o braço direito de Nuzman, também foi detido e no momento divide cela em Benfica com o dirigente e dois outros detentos.
A defesa de Nuzman encaminhou à Justiça na sexta-feira um pedido de soltura imediata do dirigente. A liminar cita o estado frágil de saúde do acusado, hoje com 75 anos, e lista, dentre os argumentos, uma negativa de cooperação dos Estados Unidos na extradição de Arthur Soares sob a alegação de “precariedade” na apresentação de provas. O “Rei Arthur”, como o empresário é conhecido, é considerado foragido pela Justiça brasileira sob a acusação de pagar propina para a compra de votos para a eleição do Rio de Janeiro como sede olímpica de 2016 – processo que supostamente teria sido intermediado por Nuzman.
Leia na íntegra o documento enviado por Nuzman:
Carta de Nuzman pedindo afastamento do COB (Foto: Reprodução)
globo esporte
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