De “novo Afonso” a quase na Copa, Firmino é legado de Dunga para Tite
Tratado com desdém em suas primeiras convocações, ainda com o ex-técnico, atacante se firma, conquista Tite e ganha chance de ser titular a menos de um ano da Copa do Mundo
Por Alexandre Lozetti e Edgard Maciel de Sá, Barranquilla, Colômbia
Escalado como titular para a partida desta terça-feira, contra a Colômbia, às 17h30 (de Brasília), Roberto Firmino foi convocado pela primeira vez em outubro de 2014, quando Dunga ainda tentava tirar dos escombros uma equipe humilhada em casa, meses antes, na semifinal da Copa do Mundo.
Na época, ele foi chamado de “novo Afonso Alves”, referência jocosa ao centroavante chamado pelo ex-treinador em 2007, quando foi artilheiro do Heerenveen, da Holanda.
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Firmino chega ao hotel da Seleção, em Barranquilla (Foto: Lucas Figueiredo / CBF)
Firmino era destaque do Hoffenheim, modesto clube alemão que iniciava sua ascensão a um novo patamar do futebol local. Dunga foi convencido por sua boa fama na Europa e lhe deu chance nos amistosos contra Turquia e Áustria. Nesse último, o atacante, logo em sua segunda partida, decidiu a vitória por 2 a 1 com um belo gol (veja abaixo) e começou a afastar rótulos.
É verdade que, daquela época até a demissão, em junho de 2016, a seleção brasileira de Dunga desceu a ladeira, com pioras coletivas a cada encontro. Mas a aposta em Firmino foi um legado que Tite tem cada vez mais empolgação em utilizar. Não é para menos.
FIRMINO NA SELEÇÃO
- 15 jogos
- 5 gols
- 1 cartão amarelo
- 794 minutos em campo
O brasileiro agora joga no Liverpool, um gigante europeu, e tem sido o destaque desse início de temporada, enquanto o companheiro Philippe Coutinho cobiçava uma transferência para o Barcelona, que acabou se frustrando no final da janela de transferências.
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Afonso Alves foi convocado por Dunga em 2007. Firmino já foi mais longe... (Foto: Getty Images)
Em Barranquilla, Tite deixará no banco Gabriel Jesus, uma aposta totalmente sua, para escalar Firmino, em busca, segundo o técnico, de fortalecer a equipe com mais jogadores desempenhando o papel de titulares.
Na disputa para ir à Copa do Mundo, Firmino estava sob risco diante da busca de Dunga por um jogador que tivesse característica de jogar como pivô, aquele mais fortão que atua de costas para o gol, escorado nos zagueiros adversários, e tem no aspecto físico um grande trunfo. Embora o atacante do Liverpool seja um tanto quanto diferente, Tite vê nele um pivô.
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